Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto

Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto

n. 1976 PT PT

onde se procura a esperança - poesias e contrastes entre tempos e lugares https://www.instagram.com/danielfeijoo22/

n. 1976-02-07, Valença

Perfil
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Passos Acertados

por entre estes lugares

cheios de tudo e nada

na rua sempre marcada

nas entradas das estradas

 

submersas, horas certas

enviadas, por todas as vias

marcadas, ser acompassado

desse ir-se vogando, 

entre gentes acertando:

 

cada passo dado

cada trilho novo

momento marcado
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Poemas

381

Caminhos de Vida a encontrar

gostava de voltar a encontrar

o brio no olhar

o andar erguido e ver seguido

todo o mundo a brilhar

 

gostava de voltar a encontrar

a mão de um amigo

o gesto calmo que sigo

serenidade de se ter conseguido

o dia a dia levar...

 

para aonde a vontade caminha

para aonde a verdade aninha

para aonde se possa abraçar

 

sem mais duvidar

sem hesitar...

 

entre os medos 

que nos vai plantando

em segredo

 

tanto ser berrando

sem nada 

dessa vida nova

a anunciar
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Ecos da cidade a mais

e veredeas... iluminadas

cheias de tanto se andar

 

desses relanços de escadas escondidas

entre ruas e pedras polidas

até os beirais aonde ainda

nos vemos sem nos falar

 

estes ecos de viver

assim entre o estar e ser - atuais

tanto que se mostra e se deixa passar

entre o que era vivo, o que está assumido

e ainda o que poderemos voltar a encontrar

 

caminhos de luz e de sonho

neste lugar enorme - medonho

noite após noite tanto ser a silenciar

seus devaneios, ainda entre os recreios

das praças cheias, das vias que creias 

 

assim qual ver e pintar...

nesses poemas aonde ias,

nessas rimas de poesias

saindo sem sequer se pensar...
226

Ser e Estar

ecos desse futuro presente

nos guia entre rios de gente

um lugar calmo e sereno

aonde ser e estar

 

ouvir essa melodia garrida

em cada eco palavra de vida

 

sentir essa alegria em cada dia

voltar a crer sem mais duvidar

 

entrar na sintonia que por dentro vivia

criar novas metas, encontrar estradas esguias

viajar, em teus pés assim o palpitar, desse estar mais perto

de cada ser e lugar, e querer de corpo inteiro assim se chegar

 

inteiro o tempo, integro o ser a passar

sentir que se está cada vez mais perto

meta futura que te foi dada a sonhar...
222

Pianista

nas letras entre abraços dados

nos poemas entrelaçados

nas linhas subtis

aonde ainda assumis vontades

 

nesses lugares aonde estais

nas frases que nunca terminais

esses tais locais de encontro

aonde ainda exista assombro

 

espaços reservados

dessa gente por todos os lados

aonde entramos envergonhados

ou saímos para outros fados

 

destinos entrelaçados

entre livres e escravos

que se vão refazendo

caminhando por entre o vento

 

suavidade nessa cidade

que tem em si calor...

humanidade

esperança

que se leva

por dentro
145

Timor cantar d'agua

qual ser humano descalço e confiado

como quando nos foi dado assim viver

 

ali e além

aonde a montanha

beija o céu distante

e os rios são qual o mar

 

ao voltar a se ver

- nem doce nem salgado -

água que nos embala

esse algo em todo o lado...
204

efémero sempiterno

Vamos para lugares ainda marcados

Pelos arvoredos quedos ali varados

Pelas presenças dos passos passados

Pedras erguidas pelos antepassados

 

E sonhamos ao nos deixar desenrolar

Passarela, qual tela em branco

Para se voltar a ver e pintar

 

E poisando assim seu encanto de novo sobre nós…

Qual uma capa de seda que se entrelaça e conceba

Sonhos em vez de divagações, voz das vivas opções

 

novas veredas guardadas

pelos corações reveladas

 

Assim sonoras odes, melodias e estrofes nobres

Que se ouvem ao voltar o olhar o céu e sonhar…

 

Com outro ser

Sem querer

Com outro lugar

A se desflorar

 

Com outro jardim em ti em mim

Para de novo se voltar a plantar;

 

Dessas flores plenas de tempo

Desse algo íntimo fundamento
165

infantil certeza

Para caminhar de pé

– em pé – firmeza…

com plena certeza

Dessa fé infantil

Suave e subtil

 

Sonho efémero se não cuidado

Eco ou sombra sempre a teu lado

A espera de se transformar

Nesse algo de verdade

Em plena rua – realidade

 

Que nos leva de novo a erguer o olhar

A sentir de novo a confiança perdida

Essa que parecia estilhaçada – vazia

E assim voltar a crer sorrir sem se ver:
151

Ecos de Vida

Ai aonde a vida aninha

Nesse coração que se detinha

 

Em cada passo numa vereda qualquer…

Sentir vida por nós adentro a acontecer;

 

Em cada momento de silêncio maior;

Nesse recanto que cresce no interior

 

Nesses claustros ainda cheios de vida

Veredas e trilhos que nos animam

 

A voltar a caminhar:

Nesse sentir devagar

 

E nesse contexto ameno,

nesse tudo calmo e sereno

 

Sentir as cores de vida preenchida,

A germinar assim sem despedida,

 

Apenas a nos tocar nesse divagar

Espaço Interior desse ser maior

Esse algo assim a se encontrar

Nó que se estende em derredor

Assim sempre a nos entrelaçar…

 

Integrar sem ir nem voltar apenas o descobrir devagar

Algo dessa essência a se concentrar e nos alimentar…

 

Dessa vida que rejubila:

Dessa água cristalina

Assim ainda a borbulhar;

212

Coração na Cidade

entre meias medidas

entre as linhas erguidas

das ruas esguias, elevadas

vamos passando, 

marchando...

 

ao som de uma melodia vazia

sendo que quem a preenchia

coração que sente e cria:

 

vai ficando com a sua verdade vencida

a não ser que encontre refúgio ou guarida

para voltar a crer em amar...

 

em se erguer para ver teu olhar

para sonhar que de novo me sonhas

que as escolhas que no caminho recolhas

 

serão para bem maior por simples opção:

que se recria, em cada palavra menos fria

que se deixa no interior se levar...

 

pelos lábios vazios do seu elemento

chamada viva que levamos por dentro

clamando sempre pelo ser lado a lado

 

caminho ainda velado

entre tanto ser humano

por todo o lado...
127

Esperança

Nesses momentos

Nos que te sentes esvaziado

Depois de ter andado

Depois de ter perseverado

Depois dessa longa jornada

Que se inicia

Onde se termina

E que parece que não acaba

Dia a pós dia

Esse olhar que se deixa

Se admira

 Se contradiz

Até se iluminar

Ou ser feliz

Nesse horizonte

Sempre pintado

De cores diferentes

De quem caminhe a teu lado

Cristal transfigurado

Entre aluz trespassado

Algo que por dentro

Te é bem prezado

E nesse sentimento

Nesse momento

A tua vontade

Volta a ter a idade

De crer

Sem saber

Ou perseverar

Por querer

Até se concretizar

No teu ser

Esse algo a se entrever

Essa esperança

Renascida

Que dá sentido

A todo o teu dia….
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