Trilhos dessas Humanidades
no dom dessa humanidade
esse estar e ser em verdade
desse ser e estar à vontade
o que não tem tempo nem idade
que paira e voga entre arvoredo
indo daqui a além em segredo...
Cidade que nunca Dorme
Nessa cidade que nunca dorme
Nessas avenidas, ora cheias, ora despidas
Das nossas mais simples melodias
Humanidades se encontrando todos os dias
Em cada Batimento
Em cada batimento desse coração
Que por opção bem clara e assumida
Nos abraça e envolve ao longo da vida
E nos faz sentir a voltar ao nosso lar
Esse momento fugidio
Entre outono e estio…
Esse algo puro e singelo
Que preenche o vazio
De cor e vida qual elo
Simples melodia…
que nos anima a voltar
Em cada momento
Algo simples desse ser atento
Desse algo a nos humanizar
Ecos da Cidade
numa cidade cadente
cheia de humanidade e de gente
alamedas preenchidas
olhares de soslaio, reflexo
dos ecos de outras vidas...
aromas que se entrelaçam
enquanto uns e outros passam
Timor cantar d'agua
qual ser humano descalço e confiado
como quando nos foi dado assim viver
ali e além
aonde a montanha
beija o céu distante
e os rios são qual o mar
ao voltar a se ver
- nem doce nem salgado -
água que nos embala
esse algo em todo o lado...
Olhares de Amor
quando, estás noutro lugar
ou o lugar onde estavas é levado
pelo tempo acompassado
pelas veredas imaginadas
feitas ruas e estradas...
flores que sempre vias - cuidadas
nos jardins de beirais - mimadas
pelos amores sempre abundantes
primores desses olhares amantes
que viam sempre a dançar
crianças e gentes de idade
nas vilas olhando a cidade
e nos contemplavam em verdade
e assim diziam ao nos ver passar
Saber a mar
neste ser recatado...
nesse passar
sem se ser notado...
nesse lugar quadrado
aonde vivemos
quase tod@s
sem se precatar
uma curva na estrada
horizonte, que de fronte
se não deixa assim revelar
e na noite
estrelada
nesse véu entre o tudo e o nada
o teu céu se deixa pintar...
e das cores que sonhamos
quando ao deitar ainda deixamos,
nessa vontade... sossegar
e já à vontade aparecem veredas!
sempre verdejantes, apenas:
nesses primeiros instantes
nos que nos atrevemos assim a explorar...
e no dia a dia das entrelinhas
subtil o sentido que aninhas
nesse peito ainda a palpitar
estremece, parece que arrefece
calor desse ser humano
que se estende e entende
qual flor silvestre...
sem ter sido plantado
por ser algum...
ainda a querer
assim
se expressar
uma outra forma desse
saber amar...
Voltaremos a Avançar
quando se juntam, dois ou três
quais crianças que sentes e vês
seres humanizados, pelos trilhos vivos e os campos sonhados
pelas veredas mais cheias de vidas, ora assim estando vazias:
onde punhas o olhar vias a tua força de vida voltar a germinar
onde colocavas tempo, dedicação era aonde se ouvia coração;
a sós proclamando que mão em mão, amando, voltaremos a nos juntar
nesse recanto - remanso - aonde havia todo o tempo para se voltar...
Ecos de Vida
Ai aonde a vida aninha
Nesse coração que se detinha
Em cada passo numa vereda qualquer…
Sentir vida por nós adentro a acontecer;
Em cada momento de silêncio maior;
Nesse recanto que cresce no interior
Nesses claustros ainda cheios de vida
Veredas e trilhos que nos animam
A voltar a caminhar:
Nesse sentir devagar
E nesse contexto ameno,
nesse tudo calmo e sereno
Sentir as cores de vida preenchida,
A germinar assim sem despedida,
Apenas a nos tocar nesse divagar
Espaço Interior desse ser maior
Esse algo assim a se encontrar
Nó que se estende em derredor
Assim sempre a nos entrelaçar…
Integrar sem ir nem voltar apenas o descobrir devagar
Algo dessa essência a se concentrar e nos alimentar…
Dessa vida que rejubila:
Dessa água cristalina
Assim ainda a borbulhar;
Momentos
Nesse momento de magia
Nessa palavra luzidia
Que começa a seu tempo
Alegrando o momento
Ligando o que somos
O que trazemos dentro
A esse instante sedento
De se voltar a preencher
Com a alegria do sentimento
O abraço de bem querer
A essas letras discretas
Levadas
Pelas páginas lavadas
Das vidas desenhadas
Em telas esquecidas
Entre os dias que sorrias
E os que afinal plantavas
Sementes de alegria
Esperando chegar esse tempo
De se voltar a colher
Esse cantar ledo
Oculto no segredo
De se voltar a nascer
Em cada nova melodia
Em cada poema de alegria
Essa magia
Volta a acontecer
E vogamos além da melancolia
Para assim entregar esse dia
Que parecia se desvanecer