Flor Suave e Subtil
Sentir em derredor,
como qual uma flor
Nova e gentil, renovada…
O ser mais bem presente
que encontrei nesta estrada
Assim de novo a se abeirar,
de mansinho, sem me tocar
E estando olhando admirando
Olhos novos abertos de par em par
Criança renascida
nesta e noutra vida
Assim sem querer a vogar
Palavras e ameias
E estar sem se deixar levar
E embarcar em novas odisseias
Nestes lugares onde
as palavras e a verdade
nessa grande cidade
Parece que já não andam a meias
Coração na Cidade
entre meias medidas
entre as linhas erguidas
das ruas esguias, elevadas
vamos passando,
marchando...
ao som de uma melodia vazia
sendo que quem a preenchia
coração que sente e cria:
vai ficando com a sua verdade vencida
a não ser que encontre refúgio ou guarida
para voltar a crer em amar...
em se erguer para ver teu olhar
para sonhar que de novo me sonhas
que as escolhas que no caminho recolhas
serão para bem maior por simples opção:
que se recria, em cada palavra menos fria
que se deixa no interior se levar...
pelos lábios vazios do seu elemento
chamada viva que levamos por dentro
clamando sempre pelo ser lado a lado
caminho ainda velado
entre tanto ser humano
por todo o lado...
perto do coração
ventre de pedra erigido,
ali aonde antes era vivido,
pelo batimento da simples opção,
abraço a braços dados,
por aqui além em todos os lados....
assim bem enlevados
por essa melodia e canção
a que nos falava de tudo
o que bem se amava
e se levava perto do coração
qual criança que renascia entre a luz do ser e o prender do dia
qual criança
voltar a erguer o olhar
e nesse alento varado
assim ficar em plena rua...
parado, boca aberta, sem falar
e ver essas ruas iluminadas
cheias dessas gentes que vagam
a procura desse novo encontrar:
essa alegria imensa
que vai além
do que se detém
ou se pensa
e nos leva de novo ao ser singular
ess@ que tantas horas a fio passava
castelos efémeros de tudo e de nada
construídos a beira da estrada
desse caminho a se saltitar...
e nem assim se abria
essa cúpula de alva magia
quando o tempo assim em seu enfado
vinha e colocava a subtil noite a seu lado
Em cada Batimento
Em cada batimento desse coração
Que por opção bem clara e assumida
Nos abraça e envolve ao longo da vida
E nos faz sentir a voltar ao nosso lar
Esse momento fugidio
Entre outono e estio…
Esse algo puro e singelo
Que preenche o vazio
De cor e vida qual elo
Simples melodia…
que nos anima a voltar
Em cada momento
Algo simples desse ser atento
Desse algo a nos humanizar
Voltaremos a Avançar
quando se juntam, dois ou três
quais crianças que sentes e vês
seres humanizados, pelos trilhos vivos e os campos sonhados
pelas veredas mais cheias de vidas, ora assim estando vazias:
onde punhas o olhar vias a tua força de vida voltar a germinar
onde colocavas tempo, dedicação era aonde se ouvia coração;
a sós proclamando que mão em mão, amando, voltaremos a nos juntar
nesse recanto - remanso - aonde havia todo o tempo para se voltar...
Certa Incerteza
quando voamos, por entre ruas e estrados
vários e variados com gentes sorrindo
por entre espaços vedados...
quando é subtil o fino fio
entre o inverno e o frio
e ainda voltamos
a crer
e regressamos, com outro olhar
outro querer estar, e voltar...
a ser feliz, por um instante
eco desse sonhar inquietante...
Ser e Estar
ecos desse futuro presente
nos guia entre rios de gente
um lugar calmo e sereno
aonde ser e estar
ouvir essa melodia garrida
em cada eco palavra de vida
sentir essa alegria em cada dia
voltar a crer sem mais duvidar
entrar na sintonia que por dentro vivia
criar novas metas, encontrar estradas esguias
viajar, em teus pés assim o palpitar, desse estar mais perto
de cada ser e lugar, e querer de corpo inteiro assim se chegar
inteiro o tempo, integro o ser a passar
sentir que se está cada vez mais perto
meta futura que te foi dada a sonhar...
Trilhos dessas Humanidades
no dom dessa humanidade
esse estar e ser em verdade
desse ser e estar à vontade
o que não tem tempo nem idade
que paira e voga entre arvoredo
indo daqui a além em segredo...