Lista de Poemas

lugares de encontro

poesia que se fez um dia

ainda a alvorada nascia

e o ser sonhava a divagar




assim qual poema de suavidade

que nos fala do mar da praia do rio ou cidade

desse campo de fertilidade sem fim

mundo inteiro que deflagra em ti e em mim...




e nos lugares mais humildes

humanidades que vejas e lês sem se findar

aproximam-se seres gigantes

simples lugares onde se voltar a encontrar;
109

Tu serena

Para lugares de sonho e bênção

Aonde ainda se ouve

a voz do seu coração

 

E nesses lugares plantadas,

Sementes a ser germinadas

 

Pelo mais suave calor…

Ameno, assim qual amor

 

E sempre assim investida

Da luz da força da vida…

 

Estejas a olhar bem para quem

Te reconhece em cada dia

 

Te sabe assim preenchida

 

Dessa esperança serena

De ser qual amiga amena

 

E de estar assim

– suave

Subtil, sem mais

 

Esperando o teu momento

De saltar de fora para dentro

E aqui assim voltar a morar

 

Qual brisa de primavera

De quem ouve e espera,

Na face a tua simplicidade

 

A bem nos tocar em verdade

E nos ajudar a voltar a sonhar
113

Timor cantar d'agua

qual ser humano descalço e confiado

como quando nos foi dado assim viver

 

ali e além

aonde a montanha

beija o céu distante

e os rios são qual o mar

 

ao voltar a se ver

- nem doce nem salgado -

água que nos embala

esse algo em todo o lado...
195

Coração na Cidade

entre meias medidas

entre as linhas erguidas

das ruas esguias, elevadas

vamos passando, 

marchando...

 

ao som de uma melodia vazia

sendo que quem a preenchia

coração que sente e cria:

 

vai ficando com a sua verdade vencida

a não ser que encontre refúgio ou guarida

para voltar a crer em amar...

 

em se erguer para ver teu olhar

para sonhar que de novo me sonhas

que as escolhas que no caminho recolhas

 

serão para bem maior por simples opção:

que se recria, em cada palavra menos fria

que se deixa no interior se levar...

 

pelos lábios vazios do seu elemento

chamada viva que levamos por dentro

clamando sempre pelo ser lado a lado

 

caminho ainda velado

entre tanto ser humano

por todo o lado...
118

Saber a mar

neste ser recatado...

nesse passar

sem se ser notado...

 

nesse lugar quadrado

aonde vivemos

quase tod@s

sem se precatar

 

uma curva na estrada

horizonte, que de fronte

se não deixa assim revelar

 

e na noite

estrelada

nesse véu entre o tudo e o nada

o teu céu se deixa pintar... 

 

e das cores que sonhamos

quando ao deitar ainda deixamos, 

nessa vontade... sossegar

e já à vontade aparecem veredas!

sempre verdejantes, apenas:

nesses primeiros instantes

nos que nos atrevemos assim a explorar...

 

e no dia a dia das entrelinhas

subtil o sentido que aninhas

nesse peito ainda a palpitar

estremece, parece que arrefece

calor desse ser humano

que se estende e entende

qual flor silvestre...

sem ter sido plantado

por ser algum...

 

ainda a querer

assim

se expressar

 

uma outra forma desse

saber amar...
199

Caminhos de Vida a encontrar

gostava de voltar a encontrar

o brio no olhar

o andar erguido e ver seguido

todo o mundo a brilhar

 

gostava de voltar a encontrar

a mão de um amigo

o gesto calmo que sigo

serenidade de se ter conseguido

o dia a dia levar...

 

para aonde a vontade caminha

para aonde a verdade aninha

para aonde se possa abraçar

 

sem mais duvidar

sem hesitar...

 

entre os medos 

que nos vai plantando

em segredo

 

tanto ser berrando

sem nada 

dessa vida nova

a anunciar
155

Em cada Batimento

Em cada batimento desse coração

Que por opção bem clara e assumida

Nos abraça e envolve ao longo da vida

E nos faz sentir a voltar ao nosso lar

 

Esse momento fugidio

Entre outono e estio…

 

Esse algo puro e singelo

Que preenche o vazio

De cor e vida qual elo

 

Simples melodia…

que nos anima a voltar

Em cada momento

Algo simples desse ser atento

Desse algo a nos humanizar
224

Olhares de Amor

quando, estás noutro lugar

ou o lugar onde estavas é levado

pelo tempo acompassado

pelas veredas imaginadas

feitas ruas e estradas...

 

flores que sempre vias - cuidadas

nos jardins de beirais -  mimadas

pelos amores sempre abundantes

primores desses olhares amantes

que viam sempre a dançar

crianças e gentes de idade

nas vilas olhando a cidade

e nos contemplavam em verdade

e assim diziam ao nos ver passar
184

Trilhos dessas Humanidades

no dom dessa humanidade

esse estar e ser em verdade

desse ser e estar à vontade

 

o que não tem tempo nem idade

que paira e voga entre arvoredo

indo daqui a além em segredo...
211

Ecos de Vida

Ai aonde a vida aninha

Nesse coração que se detinha

 

Em cada passo numa vereda qualquer…

Sentir vida por nós adentro a acontecer;

 

Em cada momento de silêncio maior;

Nesse recanto que cresce no interior

 

Nesses claustros ainda cheios de vida

Veredas e trilhos que nos animam

 

A voltar a caminhar:

Nesse sentir devagar

 

E nesse contexto ameno,

nesse tudo calmo e sereno

 

Sentir as cores de vida preenchida,

A germinar assim sem despedida,

 

Apenas a nos tocar nesse divagar

Espaço Interior desse ser maior

Esse algo assim a se encontrar

Nó que se estende em derredor

Assim sempre a nos entrelaçar…

 

Integrar sem ir nem voltar apenas o descobrir devagar

Algo dessa essência a se concentrar e nos alimentar…

 

Dessa vida que rejubila:

Dessa água cristalina

Assim ainda a borbulhar;

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