Lista de Poemas

pontes entre poentes de vida

Por entre as gotas deste viver

 

Encontrar pontes vivas para bem ser

E nessas novas sintonias

Ouvir antigas melodias

A fazer brilhar o crer

O se despojar para acreditar

 

E nesses arcos de luzes novas

Nestas estranhas novas trovas

Assim voltar a encontrar

 

O olhar de confiança futura

Uma fruta em estio madura

Prenhe de vida para se partilhar
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de mão em mão abraços dados... desde aqui a outros lados

palácios de fogo a brilhar, 

noite inteira,

cidade primeira, 

que nos acolhe e escolhe 

gesto nobre nos deixa abeirar


nesse outro tempo,

entre o prado e o vento,

assim em silêncio chegávamos,

olhar em olhar, mão em mão

por opção de coração


assim nos abraçávamos

ao som das melodias

que cantávamos...
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qual criança que renascia entre a luz do ser e o prender do dia

qual criança

voltar a erguer o olhar

e nesse alento varado

assim ficar em plena rua...

parado, boca aberta, sem falar




e ver essas ruas iluminadas

cheias dessas gentes que vagam

a procura desse novo encontrar:




essa alegria imensa

que vai além

do que se detém 

ou se pensa




e nos leva de novo ao ser singular




ess@ que tantas horas a fio passava

castelos efémeros de tudo e de nada

construídos a beira da estrada

desse caminho a se saltitar...




e nem assim se abria

essa cúpula de alva magia

quando o tempo assim em seu enfado

vinha e colocava a subtil noite a seu lado
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o que levamos por dentro

quando uma mão amiga
se juntar
num lugar
numa atividade
sendo par
sem par

e nessa labuta intensa
nesse algo que mais se pensa
sem deixar
de procurar
nessa poesia quente e fria
nesse dia a dia
de mão cheia ora  vazia
preenchendo:
o capitulo mais intenso
daquilo que levamos dentro
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rumos no olhar

um rumo mais a seguir
uma viagem a mais a se fazer
pelo bem estar de servir
pelo bem de bem querer

pelo amor mais pleno ora mais forte
que dê sentido ao tempo
sem ter de se falar em morte
de sonhos viventes
de fantasias a decorar
estas paisagens sorridentes
a luz desse teu olhar

e entre os pómulos mais preciados
que se vestem em gargalhadas de azul
quais as madrugadas de céus despejados
ora choro-as eu
ora as choras tu





ora se limpam com teu sorriso ora brilham no meu olhar as madrugadas mais intensas tardes onde me entregar ora noites para se sonhar... e quem sabe... amar
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lugares e eventos que levamos por dentro

Nessa cidade

eco sem tempo e sem idade

aonde aninhamos tantos

aonde se passam encantos




por entre os recantos

encontros desapaixonados

entre pares de seres enamorados




nessa sede silente

de se ser humano

entre tanta gente




nessa vontade

corrente qual

rio, ribeiro...

sol soalheiro

brisa a passar

despercebida

a acariciar

por dentro

retalhos de vida




nesse rosto iluminado

qual jardim de cores decorado

nesses portais sem fim nem findar

entramados de folhas erguidas

assim quedas e escondidas

quais as tuas e mais as minhas

todas as que disfarçamos em linhas
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Estes dias nossos

Nestes nossos dias

 

Desde esperanças fugidias

Nesse acordo de coragem

Brisa entre o campo qual aragem

 

Que se estende aonde bem entende

Quando já sabemos de cor a cidade…

 

E marchamos sem tempo marcado

Por aqui além e todo lado

A procura de plantar

 

Sementes viventes esperanças presentes

Que nos devolvam de novo a luz no olhar
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gotas vivas, oceanos de amar

Por entre as gotas deste viver

Encontrar pontes vivas para bem ser

E nessas novas sintonias

Ouvir antigas melodias

A fazer brilhar o crer

O se despojar para acreditar

 

E nesses arcos de luzes novas

Nestas estranhas novas trovas

Assim voltar a nos encontrar...

 

O olhar de confiança futura

Uma fruta em estio madura

Prenhe de vida para se partilhar
123

Palavras e ameias

E estar sem se deixar levar

E embarcar em novas odisseias

Nestes lugares onde

as palavras e a verdade

nessa grande cidade

Parece que já não andam a meias
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Ser a despertar

Sonhar, e voltar a acender essa luz devagar

Crer e perseverar

Nesse voltar a nascer em cada dia a passar

 

Dar passos,

novos em cada caminho a se andar

E nas veredas conhecidas

Olhar nascer alegrias

Onde se pensava conhecer o lugar

 

E nas esquinas plantadas

Surpresas amadas

Por se deixar levar

No estar atento…

No ser por dentro

Ser de novo a despertar;
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