lugares e eventos que levamos por dentro
Nessa cidade eco sem tempo e sem idade aonde aninhamos tantos aonde se passam encantos por entre os recantos encontros desapaixonados entre pares de seres enamorados nessa sede silente de se ser humano entre tanta gente nessa vontade corrente qual rio, ribeiro... sol soalheiro brisa a passar despercebida a acariciar por dentro retalhos de vida nesse rosto iluminado qual jardim de cores decorado nesses portais sem fim nem findar entramados de folhas erguidas assim quedas e escondidas quais as tuas e mais as minhas todas as que disfarçamos em linhas
partilhar o dom que nos foi dado a cuidar
Se houvesse Um tempo no que se esquecesse De se estar apressado E assim lado alado Ver horizontes Voltar a brilhar Frontes iluminadas Por suaves e finas tiaras Linhas desses sorrisos… Que sempre aprendeste a doar E nesse olhar atento Nesse pungir de sentimento Nessa amenidade suave Nesse sentir em verdade Acolher por bem querer A prosa e poema que faz cantar o ser Qual corda de harpa consagrada Que vibra e dança ao ser tocada Por essa simples vida em nós a renascer Pelo canto mais alto Sublime sem sobressalto Que te foi dado a cuidar e querer E nessa hora sem tempo ou demora Alimentar sonhos poisados Quais andorinhas nos beiras dos telhados E ai aninhar E ver surgir em ti As poesias mais vivas que nos foi dado a guardar
perto do coração
ventre de pedra erigido, ali aonde antes era vivido, pelo batimento da simples opção, abraço a braços dados, por aqui além em todos os lados.... assim bem enlevados por essa melodia e canção a que nos falava de tudo o que bem se amava e se levava perto do coração
cerne de poesia
Mergulhar Hino profundo Nesse confim Entre a verdade e o mundo Estender Pontes de vida, coragem Reconhecer Qual na brisa o tempo em passagem e saber Voltar Em estrofes de sonho o contar A pairar trazer, devagar À tona Dessa nova consciência Essa tal cadência que se procurava Essa melodia que não se encontrava Essa suavidade frágil e subtil, Essa idoneidade de ser dúctil Entre seres assim a se assumir Humanos e irmanados pelo tema desse algo a surgir;
o que levamos por dentro
quando uma mão amiga se juntar num lugar numa atividade sendo par sem par e nessa labuta intensa nesse algo que mais se pensa sem deixar de procurar nessa poesia quente e fria nesse dia a dia de mão cheia ora vazia preenchendo: o capitulo mais intenso daquilo que levamos dentro
gotas vivas, oceanos de amar
Por entre as gotas deste viver Encontrar pontes vivas para bem ser E nessas novas sintonias Ouvir antigas melodias A fazer brilhar o crer O se despojar para acreditar E nesses arcos de luzes novas Nestas estranhas novas trovas Assim voltar a nos encontrar... O olhar de confiança futura Uma fruta em estio madura Prenhe de vida para se partilhar
Estes dias nossos
Nestes nossos dias Desde esperanças fugidias Nesse acordo de coragem Brisa entre o campo qual aragem Que se estende aonde bem entende Quando já sabemos de cor a cidade… E marchamos sem tempo marcado Por aqui além e todo lado A procura de plantar Sementes viventes esperanças presentes Que nos devolvam de novo a luz no olhar
Olhares de Amor
quando, estás noutro lugar ou o lugar onde estavas é levado pelo tempo acompassado pelas veredas imaginadas feitas ruas e estradas... flores que sempre vias - cuidadas nos jardins de beirais - mimadas pelos amores sempre abundantes primores desses olhares amantes que viam sempre a dançar crianças e gentes de idade nas vilas olhando a cidade e nos contemplavam em verdade e assim diziam ao nos ver passar
Cidade que nunca Dorme
Nessa cidade que nunca dorme Nessas avenidas, ora cheias, ora despidas Das nossas mais simples melodias Humanidades se encontrando todos os dias
Saber a mar
neste ser recatado... nesse passar sem se ser notado... nesse lugar quadrado aonde vivemos quase tod@s sem se precatar uma curva na estrada horizonte, que de fronte se não deixa assim revelar e na noite estrelada nesse véu entre o tudo e o nada o teu céu se deixa pintar... e das cores que sonhamos quando ao deitar ainda deixamos, nessa vontade... sossegar e já à vontade aparecem veredas! sempre verdejantes, apenas: nesses primeiros instantes nos que nos atrevemos assim a explorar... e no dia a dia das entrelinhas subtil o sentido que aninhas nesse peito ainda a palpitar estremece, parece que arrefece calor desse ser humano que se estende e entende qual flor silvestre... sem ter sido plantado por ser algum... ainda a querer assim se expressar uma outra forma desse saber amar...