Lista de Poemas
Tu por sempre
Por dentro de mansinho
Nesse lugar comezinho
Aonde guardamos
os mais queridos retratos
Desses momentos exatos
Nos que assim se fez florida
Cálida tão próxima e garrida
entretecendo em seu vagar
nesse caminho toldado,
em ti em mim em todo o lado
Voltar a vê-la passar…
Esperança do ser criança
No adulto ainda plantada
Um algo desse ar de novo
alimentando entre o povo
E nos faz de assim abraçar
Pequenos gestos, olhares serenos
Passos no que somos e cremos
Assim a crescer devagar…
Nesse lugar comezinho
Aonde guardamos
os mais queridos retratos
Desses momentos exatos
Nos que assim se fez florida
Cálida tão próxima e garrida
entretecendo em seu vagar
nesse caminho toldado,
em ti em mim em todo o lado
Voltar a vê-la passar…
Esperança do ser criança
No adulto ainda plantada
Um algo desse ar de novo
alimentando entre o povo
E nos faz de assim abraçar
Pequenos gestos, olhares serenos
Passos no que somos e cremos
Assim a crescer devagar…
124
infantil certeza
Para caminhar de pé
– em pé – firmeza…
com plena certeza
Dessa fé infantil
Suave e subtil
Sonho efémero se não cuidado
Eco ou sombra sempre a teu lado
A espera de se transformar
Nesse algo de verdade
Em plena rua – realidade
Que nos leva de novo a erguer o olhar
A sentir de novo a confiança perdida
Essa que parecia estilhaçada – vazia
E assim voltar a crer sorrir sem se ver:
– em pé – firmeza…
com plena certeza
Dessa fé infantil
Suave e subtil
Sonho efémero se não cuidado
Eco ou sombra sempre a teu lado
A espera de se transformar
Nesse algo de verdade
Em plena rua – realidade
Que nos leva de novo a erguer o olhar
A sentir de novo a confiança perdida
Essa que parecia estilhaçada – vazia
E assim voltar a crer sorrir sem se ver:
142
novas vestes
estável pleno afável
o tronco, nu ao de cima
sem casca
sem crosta
sem medida
pleno para se abraçar
sem espinhos em volta que rasguem
a sua intenção ao se entregar
e o ser enorme em sua extensão
quer seja que faça chuva
quer pareça que faça sol
nos abriga sem duvidar
nessas passagens sem criva
precisa a atenção a se dar
amor em humanidades entregues
em palmas de mão aberta
para quem as eleva
em braços
em seu redor,
abraçando
e no tempo
oh!o tempo
de amar
de querer
de entregar
doce encanto
esse que o faz
assim florescer
sem parar...
e nova casca
em si
e em sua volta:
de novo a crescer
quando o amor de humanidade
se mostre em face de homem
e de mulher...
o tronco, nu ao de cima
sem casca
sem crosta
sem medida
pleno para se abraçar
sem espinhos em volta que rasguem
a sua intenção ao se entregar
e o ser enorme em sua extensão
quer seja que faça chuva
quer pareça que faça sol
nos abriga sem duvidar
nessas passagens sem criva
precisa a atenção a se dar
amor em humanidades entregues
em palmas de mão aberta
para quem as eleva
em braços
em seu redor,
abraçando
e no tempo
oh!o tempo
de amar
de querer
de entregar
doce encanto
esse que o faz
assim florescer
sem parar...
e nova casca
em si
e em sua volta:
de novo a crescer
quando o amor de humanidade
se mostre em face de homem
e de mulher...
130
cidade de anjos
alturas de encantar nessa cidade sem mar,
oceanos de azul poisados, por aqui e além
- em todos os lados -
onde se atrevam
os bem humanos
ainda a erguer o olhar,
poderão ver poisados
esses anjos sagrados
sobre nós ainda a pairar
99
Odisseias
Neste nosso fado
Dessa caminho passado
Dia a dia, noite sem findar
Sonho coerente,
entre calma brisa e gente
Que nos levou do campo ao mar
E nessa meta sorridente,
entre tanto e tanto ser crente
Voltamos a arribar…
À margem nesses encontros sonhados
Comunidades que idealizamos
Que nos contavam sem se deixar levar
Sobre essa palavra… saudade…
Sonhos para se voltar… a avançar
Nesse tempo sem ter conta ou maldade…
Entre os que lá se ficavam e viviam e estavam…
Nessas aldeias pequenas;
Nesses lugares lado a lado
Até que dispersos pelo destino incerto
Cantando um fado de peito aberto
Nos pusemos de novo a sonhar
Agora diáspora migrante
Sentimento errante
De ser sem ter lugar
Essa magia que nos unia
Essa simplicidade na noite e no dia
Esse celebrar cada efeméride, comezinha…
Esse algo que nos reunia na mesa da cozinha
E nos punha à roda dessa via de vida a falar;
Esses lugares sonhados
Agora idealizados
Onde era tudo bem familiar
Cantamos tantos poemas
Poetas e poetisas nos guiavam
Para fazer ressurgir Portugal
Agora as comunidades separadas
As outras bem sonhadas
Seguem além do mar
E em cada lágrima em silêncio
Exprimimos esse incendio
Que por dentro queima sem mais
Essa saudade de se estar à vontade
À beira de seres sem idade
Com tantas histórias para contar…
E no lusco-fusco desta vida
Quando tudo e todos nos convida
À volta do lume, porta a porta a entrar
Ainda se ouvia, quem tão bem dizia
Como se era feliz sem ter mais
Do que a vida do campo, desse mar
E esse feliz recanto onde cada noite
Deixar no colo amigo amado
Essa cabeça sem enfado a repousar
Vidas de outrora
Heranças de agora
Que vale sempre a pena
voltar a cantar…
Dessa caminho passado
Dia a dia, noite sem findar
Sonho coerente,
entre calma brisa e gente
Que nos levou do campo ao mar
E nessa meta sorridente,
entre tanto e tanto ser crente
Voltamos a arribar…
À margem nesses encontros sonhados
Comunidades que idealizamos
Que nos contavam sem se deixar levar
Sobre essa palavra… saudade…
Sonhos para se voltar… a avançar
Nesse tempo sem ter conta ou maldade…
Entre os que lá se ficavam e viviam e estavam…
Nessas aldeias pequenas;
Nesses lugares lado a lado
Até que dispersos pelo destino incerto
Cantando um fado de peito aberto
Nos pusemos de novo a sonhar
Agora diáspora migrante
Sentimento errante
De ser sem ter lugar
Essa magia que nos unia
Essa simplicidade na noite e no dia
Esse celebrar cada efeméride, comezinha…
Esse algo que nos reunia na mesa da cozinha
E nos punha à roda dessa via de vida a falar;
Esses lugares sonhados
Agora idealizados
Onde era tudo bem familiar
Cantamos tantos poemas
Poetas e poetisas nos guiavam
Para fazer ressurgir Portugal
Agora as comunidades separadas
As outras bem sonhadas
Seguem além do mar
E em cada lágrima em silêncio
Exprimimos esse incendio
Que por dentro queima sem mais
Essa saudade de se estar à vontade
À beira de seres sem idade
Com tantas histórias para contar…
E no lusco-fusco desta vida
Quando tudo e todos nos convida
À volta do lume, porta a porta a entrar
Ainda se ouvia, quem tão bem dizia
Como se era feliz sem ter mais
Do que a vida do campo, desse mar
E esse feliz recanto onde cada noite
Deixar no colo amigo amado
Essa cabeça sem enfado a repousar
Vidas de outrora
Heranças de agora
Que vale sempre a pena
voltar a cantar…
125
Ibéria Mágica
A sombra do monte pautava…
O lugar aonde a luz se marcava
E no horizonte
Sempre qual fonte
Ver assim a voltar
Estilhaços de estrela
Estrada assim bela
Aonde nos foi dado
Assim erguer o olhar
E esse lugar estreito
Passo a passo, leito
De ribeiro silencioso
Na noite a borbulhar
Paisagens de outrora
Eternidade ou hora
Nestas paragens
ainda a espera
De te ver voltar,
caminhos de sonho real
A se entretecer devagar
O lugar aonde a luz se marcava
E no horizonte
Sempre qual fonte
Ver assim a voltar
Estilhaços de estrela
Estrada assim bela
Aonde nos foi dado
Assim erguer o olhar
E esse lugar estreito
Passo a passo, leito
De ribeiro silencioso
Na noite a borbulhar
Paisagens de outrora
Eternidade ou hora
Nestas paragens
ainda a espera
De te ver voltar,
caminhos de sonho real
A se entretecer devagar
125
a volta da roda se juntavam e à roda assim dançavam
nesses lugares anteriores, entre festas e senhores
entre recantos de pequenas flores plantadas
cresciam flores silvestres onde a noite se deixava
assim iluminar - pelo cântico mais discreto, pelo ser subtil e secreto
que se encontrava aonde morava, ali entre o aroma do rio corrente
a margem sempre ardente, dessas pratas luzidias
decoros e coragens de todos os dias a se perfazer
entre crianças e seres de humanidade,
entre ser homem e mulher de verdade
entre recantos de pequenas flores plantadas
cresciam flores silvestres onde a noite se deixava
assim iluminar - pelo cântico mais discreto, pelo ser subtil e secreto
que se encontrava aonde morava, ali entre o aroma do rio corrente
a margem sempre ardente, dessas pratas luzidias
decoros e coragens de todos os dias a se perfazer
entre crianças e seres de humanidade,
entre ser homem e mulher de verdade
197
partilhar o dom que nos foi dado a cuidar
Se houvesse
Um tempo
no que se esquecesse
De se estar apressado
E assim lado alado
Ver horizontes
Voltar a brilhar
Frontes iluminadas
Por suaves e finas tiaras
Linhas desses sorrisos…
Que sempre aprendeste a doar
E nesse olhar atento
Nesse pungir de sentimento
Nessa amenidade suave
Nesse sentir em verdade
Acolher por bem querer
A prosa e poema
que faz cantar o ser
Qual corda de harpa consagrada
Que vibra e dança ao ser tocada
Por essa simples vida
em nós a renascer
Pelo canto mais alto
Sublime sem sobressalto
Que te foi dado a cuidar e querer
E nessa hora
sem tempo ou demora
Alimentar sonhos poisados
Quais andorinhas nos
beiras dos telhados
E ai aninhar
E ver surgir em ti
As poesias mais vivas
que nos foi dado a guardar
Um tempo
no que se esquecesse
De se estar apressado
E assim lado alado
Ver horizontes
Voltar a brilhar
Frontes iluminadas
Por suaves e finas tiaras
Linhas desses sorrisos…
Que sempre aprendeste a doar
E nesse olhar atento
Nesse pungir de sentimento
Nessa amenidade suave
Nesse sentir em verdade
Acolher por bem querer
A prosa e poema
que faz cantar o ser
Qual corda de harpa consagrada
Que vibra e dança ao ser tocada
Por essa simples vida
em nós a renascer
Pelo canto mais alto
Sublime sem sobressalto
Que te foi dado a cuidar e querer
E nessa hora
sem tempo ou demora
Alimentar sonhos poisados
Quais andorinhas nos
beiras dos telhados
E ai aninhar
E ver surgir em ti
As poesias mais vivas
que nos foi dado a guardar
131
perto do coração
ventre de pedra erigido,
ali aonde antes era vivido,
pelo batimento da simples opção,
abraço a braços dados,
por aqui além em todos os lados....
assim bem enlevados
por essa melodia e canção
a que nos falava de tudo
o que bem se amava
e se levava perto do coração
ali aonde antes era vivido,
pelo batimento da simples opção,
abraço a braços dados,
por aqui além em todos os lados....
assim bem enlevados
por essa melodia e canção
a que nos falava de tudo
o que bem se amava
e se levava perto do coração
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Flor Suave e Subtil
Sentir em derredor,
como qual uma flor
Nova e gentil, renovada…
O ser mais bem presente
que encontrei nesta estrada
Assim de novo a se abeirar,
de mansinho, sem me tocar
E estando olhando admirando
Olhos novos abertos de par em par
Criança renascida
nesta e noutra vida
Assim sem querer a vogar
como qual uma flor
Nova e gentil, renovada…
O ser mais bem presente
que encontrei nesta estrada
Assim de novo a se abeirar,
de mansinho, sem me tocar
E estando olhando admirando
Olhos novos abertos de par em par
Criança renascida
nesta e noutra vida
Assim sem querer a vogar
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