Lista de Poemas
Teclado a teu lado
Sentar frente ao teclado
Um tudo ou nada apagado
Se atrever a estender asas
Primeiro voo
Sempre novo
Saltar... e nessa confiança
Voltar a voar!
E na magia da harmonia dessa tecla vazia
Poisar o olhar e com essa humana força
Quase divina,
suavidade de corça que nos anima:
Adivinhar o ser que nos está a inspirar
Uma paisagem, uma qualquer imagem
Melodia desse dia
ou doutra coisa qualquer...
Que passa por nós adentro
Ganha forma e sentimento
e se faz de novo repousar...
Até que um dia, por simples alegria
Olhes de novo as letras passar;
E no teu ser,
por querer –
assim sem se programar
Aparece a imagem imaginada
Essa fotografia por nós entrelaçada
Um tudo ou nada apagado
Se atrever a estender asas
Primeiro voo
Sempre novo
Saltar... e nessa confiança
Voltar a voar!
E na magia da harmonia dessa tecla vazia
Poisar o olhar e com essa humana força
Quase divina,
suavidade de corça que nos anima:
Adivinhar o ser que nos está a inspirar
Uma paisagem, uma qualquer imagem
Melodia desse dia
ou doutra coisa qualquer...
Que passa por nós adentro
Ganha forma e sentimento
e se faz de novo repousar...
Até que um dia, por simples alegria
Olhes de novo as letras passar;
E no teu ser,
por querer –
assim sem se programar
Aparece a imagem imaginada
Essa fotografia por nós entrelaçada
127
Voltar a Rimar
O simples gesto de se gostar
De algo, uma frase uma imagem
Uma certa melodia no ar…
a pairar
Esse lugar preferido
Esse algo que é quente no frio
Essa mensagem sempre fascinante
Esse algo que não se diria antes...
E tudo volta a rodar
e em teu derredor
– fina flor
A se abrir devagar...
Esse sentido mais vivo,
Entre o calor deste estio
Sonhar
em encontrar
sem se vagar
Até fazer tuas as avenidas...
Dessa tua cor ainda despidas
E nesse acorde de suavidade
Nesse ser que recorre
passo a passo, a nua cidade
Ir pintando telas imaginadas
Ruas vazias cheias de fadas
E nesse caminho a se completar
Encontrar novos sons para se voltar a rimar
De algo, uma frase uma imagem
Uma certa melodia no ar…
a pairar
Esse lugar preferido
Esse algo que é quente no frio
Essa mensagem sempre fascinante
Esse algo que não se diria antes...
E tudo volta a rodar
e em teu derredor
– fina flor
A se abrir devagar...
Esse sentido mais vivo,
Entre o calor deste estio
Sonhar
em encontrar
sem se vagar
Até fazer tuas as avenidas...
Dessa tua cor ainda despidas
E nesse acorde de suavidade
Nesse ser que recorre
passo a passo, a nua cidade
Ir pintando telas imaginadas
Ruas vazias cheias de fadas
E nesse caminho a se completar
Encontrar novos sons para se voltar a rimar
81
vestes de sentir
E sentes, onde estás
E sabes quando vás
aonde te perdeste
E sabes assim, sem mais
Quais os locais
Mais enamorados
Quais os jardins
Onde os prados
Que te podem dar
Essa paz velada
Esse trilho perdido
depois dessa estrada
A entrar
Por ti a dentro
A ir e voltar
Aonde tua flor silvestre
Se veste de sentimento…
E sabes quando vás
aonde te perdeste
E sabes assim, sem mais
Quais os locais
Mais enamorados
Quais os jardins
Onde os prados
Que te podem dar
Essa paz velada
Esse trilho perdido
depois dessa estrada
A entrar
Por ti a dentro
A ir e voltar
Aonde tua flor silvestre
Se veste de sentimento…
110
Florestas
Nessa floresta imensa
Passa o que não pensa
A ouvir seus passos no ar
Entre a ramagem
Suavidade e fina aragem
Desse sentir teu respirar
E nas sombras iluminadas
Vitrais dessas antigas moradas
Voltar a ser qual coração a palpitar
E em teu redor
Devagar
Descobrir essa transparência
De se saber sem pensar
E descobrir
Que o tempo a seguir
É o que já está assim a voltar
E em cada gota
Que se foi escoando
Folha a folha
Limpando
Até te poder assim tocar
Esse céu escondido
Recôndito e garrido
Vejas ali outra vez
Orla que assim se fez
Voltar a se iluminar
Passa o que não pensa
A ouvir seus passos no ar
Entre a ramagem
Suavidade e fina aragem
Desse sentir teu respirar
E nas sombras iluminadas
Vitrais dessas antigas moradas
Voltar a ser qual coração a palpitar
E em teu redor
Devagar
Descobrir essa transparência
De se saber sem pensar
E descobrir
Que o tempo a seguir
É o que já está assim a voltar
E em cada gota
Que se foi escoando
Folha a folha
Limpando
Até te poder assim tocar
Esse céu escondido
Recôndito e garrido
Vejas ali outra vez
Orla que assim se fez
Voltar a se iluminar
121
Mais perto
Se estivesses mais perto
Nesse espaço mais certo
Se sonhasses comigo
E dançasses destino
Se aconchegasses
O que escrevo e mimo
Se ainda voltasses
Onde te deixei qual amigo
Nesse espaço mais certo
Se sonhasses comigo
E dançasses destino
Se aconchegasses
O que escrevo e mimo
Se ainda voltasses
Onde te deixei qual amigo
111
Redutos de Emoção I
Nesse reduto pulsátil
Onde cresce
e se entrelaça o volátil
Efémero e temperado
Esse algo
nos tem inspirado
Até de novo poisar
Nesse ninho antigo
nesse calor entre o frio
Nessa flor de vida
a se desdobrar
Em silêncios prezados
Até se voltar a olhar
Onde cresce
e se entrelaça o volátil
Efémero e temperado
Esse algo
nos tem inspirado
Até de novo poisar
Nesse ninho antigo
nesse calor entre o frio
Nessa flor de vida
a se desdobrar
Em silêncios prezados
Até se voltar a olhar
149
cerne de poesia
Mergulhar
Hino profundo
Nesse confim
Entre a verdade
e o mundo
Estender
Pontes de vida, coragem
Reconhecer
Qual na brisa
o tempo em passagem
e saber
Voltar
Em estrofes de sonho
o contar
A pairar
trazer,
devagar
À tona
Dessa nova consciência
Essa tal cadência que se procurava
Essa melodia que não se encontrava
Essa suavidade frágil e subtil,
Essa idoneidade de ser dúctil
Entre seres assim a se assumir
Humanos e irmanados
pelo tema desse algo a surgir;
Hino profundo
Nesse confim
Entre a verdade
e o mundo
Estender
Pontes de vida, coragem
Reconhecer
Qual na brisa
o tempo em passagem
e saber
Voltar
Em estrofes de sonho
o contar
A pairar
trazer,
devagar
À tona
Dessa nova consciência
Essa tal cadência que se procurava
Essa melodia que não se encontrava
Essa suavidade frágil e subtil,
Essa idoneidade de ser dúctil
Entre seres assim a se assumir
Humanos e irmanados
pelo tema desse algo a surgir;
111
Amor Varado
Quem por via de verdade
Amor sem tempo ou idade
Se deixou
Qual presente perdido
Abandonado
Aqui ora além
Ora de alguém
Quando assim
aparece varado
Ora assim por todo o lado
Nesse olhar a se iluminar
Ou sendo qual barco varado
À espera da maré cheia
para voltar a vogar
Amor sem tempo ou idade
Se deixou
Qual presente perdido
Abandonado
Aqui ora além
Ora de alguém
Quando assim
aparece varado
Ora assim por todo o lado
Nesse olhar a se iluminar
Ou sendo qual barco varado
À espera da maré cheia
para voltar a vogar
201
Hora de viver
Ora a viver
Ora a partilhar
Ora a deixar entrar
Desde esse outro ser
Assim a se estender
Ponte de vida a entrelaçar
Ora a partilhar
Ora a deixar entrar
Desde esse outro ser
Assim a se estender
Ponte de vida a entrelaçar
120
Aeroportos
Nestes horizontes
Onde a luz é sempre a mudar
Onde as gentes chegam
e não param de chegar;
E ao se abeirar,
alguém poderia estar à espera
Depois de tudo se ter de largar
Um tal abraço a alegrar
Esses que agora se nega
Que nos recebam devagar… sem duvidar
De que chegámos, que voltamos a estar
Em casa – qual suavidade
Entre o campo o rio – cidade
Nesse velho casario – de frio
Esse lugar de brio - no estio
Palavra traduzida em verdade
E nesse acolher, rosto familiar a se ver
E nesse voltar, a abrir portas e sonhar
Ao sair desse algo que nos estava a levar
Ver veredas ainda inexploradas
Gentes quais portas abertas jamais fechadas
Avenidas de luz e de cor, desse algo de amor
O que se leva por dentro
Para doar e se partilhar…
Se planta um pouco
entre quem e aonde
ainda se achega ao passar…
Onde a luz é sempre a mudar
Onde as gentes chegam
e não param de chegar;
E ao se abeirar,
alguém poderia estar à espera
Depois de tudo se ter de largar
Um tal abraço a alegrar
Esses que agora se nega
Que nos recebam devagar… sem duvidar
De que chegámos, que voltamos a estar
Em casa – qual suavidade
Entre o campo o rio – cidade
Nesse velho casario – de frio
Esse lugar de brio - no estio
Palavra traduzida em verdade
E nesse acolher, rosto familiar a se ver
E nesse voltar, a abrir portas e sonhar
Ao sair desse algo que nos estava a levar
Ver veredas ainda inexploradas
Gentes quais portas abertas jamais fechadas
Avenidas de luz e de cor, desse algo de amor
O que se leva por dentro
Para doar e se partilhar…
Se planta um pouco
entre quem e aonde
ainda se achega ao passar…
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