quando uma mão amiga se juntar num lugar numa atividade sendo par sem par
e nessa labuta intensa nesse algo que mais se pensa sem deixar de procurar nessa poesia quente e fria nesse dia a dia de mão cheia ora vazia preenchendo: o capitulo mais intenso daquilo que levamos dentro
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Ibéria Mágica
A sombra do monte pautava…
O lugar aonde a luz se marcava
E no horizonte
Sempre qual fonte
Ver assim a voltar
Estilhaços de estrela
Estrada assim bela
Aonde nos foi dado
Assim erguer o olhar
E esse lugar estreito
Passo a passo, leito
De ribeiro silencioso
Na noite a borbulhar
Paisagens de outrora
Eternidade ou hora
Nestas paragens
ainda a espera
De te ver voltar,
caminhos de sonho real
A se entretecer devagar
133
Melodia da poesia
Nessa melodia
Que se entretece
E se passa
Nessa cadencia
Que nos envolve
E abraça
Partilha serena
Qual suave pena
Na pele a poisar
Ponte de suavidade
Fina e sem idade…
Que une em verde
Sem deixar definir
Tempo a se prolongar
Frase sem se findar…
Sentido do sentimento
Que ora lembramos
Ora levamos por dentro
Saltitar nas letras
E ver assim passar
Estradas estreladas
Pontos de luz e alvoradas
Nesse teu céu interior…
E sentir renascer
Esse voltar a crer
Por devoção
Por amor
Por simples dar
Sem esperar
Receber
Mais que a atenção
Assim sendo dispersa
Em gotas desse calor
Em claridade desperta
Celebrar sem estar em festa
Assim qual o se reencontrar
Quem junto a nós se apresta
Entregar simples e sem mais
Deixar fluir essas melodias iguais…
E transformar fantasias em sonhos
Reais melodias em cantos risonhos
E entre esses íntimos espaços
Ecos de vida num puro abraço
Dar, e dar de si sempre…
Num poema, qual novo tema
Assim ecoando entre a gente
128
Voltar a Rimar
O simples gesto de se gostar
De algo, uma frase uma imagem
Uma certa melodia no ar…
a pairar
Esse lugar preferido
Esse algo que é quente no frio
Essa mensagem sempre fascinante
Esse algo que não se diria antes...
E tudo volta a rodar
e em teu derredor
– fina flor
A se abrir devagar...
Esse sentido mais vivo,
Entre o calor deste estio
Sonhar
em encontrar
sem se vagar
Até fazer tuas as avenidas...
Dessa tua cor ainda despidas
E nesse acorde de suavidade
Nesse ser que recorre
passo a passo, a nua cidade
Ir pintando telas imaginadas
Ruas vazias cheias de fadas
E nesse caminho a se completar
Encontrar novos sons para se voltar a rimar
89
Mais além ainda encontrar alguém
Trilhos dessa nossa amenidade
por entre o coração da cidade,
Lugares capitais,
interesses reais...
E nesse confluir devagar
Sangue vital a brotar
passar a ser-se igual
Para tomar seu lugar
Ali onde a vida permanece
Aonde o ser humano
jamais se esquece
Desse calor sempre sagrado...
À rotina do dia a dia profano
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Hora de viver
Ora a viver
Ora a partilhar
Ora a deixar entrar
Desde esse outro ser
Assim a se estender
Ponte de vida a entrelaçar
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oceanos sem voz...
Oceanos de saudade
Vivem em ti qual vaidade
Essa que se recatou…
Qual onda que não chegou
A praia alguma… a suspirar
Nesses teus sonhos
Entre labirintos medonhos
À espera de se libertar
E quando acedes
E se fazem mais leves
Quando entregas
Determinada cena
A algum tempo ou lugar
E dás corda solta para poder voar
Até algum trilho ou rota
Que ainda não se atreveu ninguém a tocar
Assim pé ante pé aparece
Sem contar acontece
E sem mais se deixa assim alcançar
Até ao momento de ser
No teu ser
Até ao evento assim suceder
E alimentar
Outros olhares
Parecendo distantes
Outras chamas
de vida…
Que até parecia
Assim se eclipsar
Ora baça, bafejada
pelo frio do estio
Chamarada
Eco bem forte
Desse algo que não sorte
Que nos foi dado a partilhar
Ora por ventura
A semente segura
Que em solo consagrado
Pelo tempo e teu agrado
Assim cresceu e se deu
Tendo alimentado
Quem dela assim colheu
Desse teu campo tão soletrado
Desse poema tão ousado
Desse tema que te tem falado
Vez a pós vez ao passar
Nessa praça depressa
Nessa correria que cessa
Quando assim consegues chegar
Ao local sem espaço nem tempo
A esse estranho silêncio
Cheio de som – melodia
Estranha antiga sintonia
Que até a criança mais pequenina
Sabia cantar sem ensaiar
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rumos no olhar
um rumo mais a seguir uma viagem a mais a se fazer pelo bem estar de servir pelo bem de bem querer
pelo amor mais pleno ora mais forte que dê sentido ao tempo sem ter de se falar em morte de sonhos viventes de fantasias a decorar estas paisagens sorridentes a luz desse teu olhar
e entre os pómulos mais preciados que se vestem em gargalhadas de azul quais as madrugadas de céus despejados ora choro-as eu ora as choras tu
ora se limpam com teu sorriso ora brilham no meu olhar as madrugadas mais intensas tardes onde me entregar ora noites para se sonhar... e quem sabe... amar
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novas vestes
estável pleno afável o tronco, nu ao de cima sem casca sem crosta sem medida
pleno para se abraçar sem espinhos em volta que rasguem a sua intenção ao se entregar e o ser enorme em sua extensão quer seja que faça chuva quer pareça que faça sol
nos abriga sem duvidar nessas passagens sem criva precisa a atenção a se dar
amor em humanidades entregues em palmas de mão aberta para quem as eleva
em braços em seu redor, abraçando e no tempo oh!o tempo de amar de querer de entregar doce encanto esse que o faz assim florescer sem parar... e nova casca em si e em sua volta: de novo a crescer quando o amor de humanidade se mostre em face de homem e de mulher...