Escrevo para saber que um dia sofrir, mas que também foi um Cezar, um Cezar para mim mesmo. Por isso, não publico nada, guardo aqui estas notas e ponto.
Há tantos desertos em minhas primaveras. E eu nunca sei ao certo se é tempo de colheita ou de seca em minhas emoções. Nuinhos, rodas giram e moem meus sentimentos, mas cá eu vou indo e caindo e saindo e fluindo e também sorrindo a tudo isso. Prendo-me a olhares que mais tarde se fecham por mim, e mesmo que não me vêem sempre sorrio para eles. Quem pode negar que sou assim... - Mas quem pôde notar!
E chamo: volta, amor...! - Mesmo sem ter a quem amar! E abro a janela para gritar bem alto mais uma vez, volta meu amor...! Mas fora o canto da noite e a imagem triste da solidão com frio perto do muro, nunca existiu alguém lá!
Falo com os olhos tudo que não posso, porque a boca, quando quero, quase não sai palavra;
E o meu suave e lindo sorrido, como dizem, é a minha fantasia de sofrer;
Os meus olhos em cachoeiras de lagrimas sonham amores. Daí então descobrir que o NÃO sempre é dito, enquanto o sim é descoberto.
Há abismo selvagens dentro do meu coração e a águia só voa acima dele porque eu sou a esperança da águia. Não sei e muito menos me importa em dar coerência a este texto. Porque é assim que estou agora - sem acalento de tanto desalento em meus anos de vida...
Eu só tive um sonho, eu só sou sincero e tímido e as vezes sou humildade, porem por não poder ser rude com quem merece; e ninguém nunca soube o que fazer com a minha humildade, meus Deus - por que gente? Em nenhuma das minhas inúmeras lágrimas eu desacreditei de mim; e todo vez que eu tive que recuar meu coração e esquecer de um brilho ou ate mesmo apagar um estrela -eu nunca me envergonhei de mim e nem nunca chorei sem realmente querer, ou ate mesmo por não poder segurar as gotas meio salgadas.
Mas eu tenho um plano para mim: pedi a lua para servi de pés e o brilhos das estrelas para ser os olhos e as mãos de Deus de vitoria, ao desejo de meu coração em ter uma canção de paz de madrugada e um brilho de sol a meia noite!
Eu não merecia dos anos que pedi a esmo e em caos, mesmo com a esperança e o balsamo ao lado, viver se quer um segundo assim e nem este Poema; eu não merecia tamanha cruz porque não sou Cristo e nem padecer de tanta dor porque minha chagas não curam pecados! Eu não merecia ter um jardim na palma da mão, mas nem um beija-flor para visitá-lo e nem que a chuva molhasse e secasse e matasse, gota a gota, cada fruto meu!
Meu coração não merecia estar tão infinitamente vastíssimo e vazio porque eu não sou o universo e nem que cada ferida dele brilhasse como as estrelas no céu; eu não merecia – do amor que tenho – ter tido apenas o nome da amada e que seus olhos cegasse a minha visão, nem ascender todos as velas da vida e vê-las apagando sem que ela me visse morrer no escuro !
Eu! esse leprosário para todas ao doenças, esse deposito de bactérias que se quer tenho uma Historia, mas já tenho um fim escrito, Eu não merecia ser o meio de um início que não vi acontecer e nem ser o perpetuo escreva deste fim trágico que não, não chega nunca e
nunca ao fim!
Por isso, Eu merecia uma casinha no campo onde a cidade passasse na linha do trem e fosse logo embora e me deixasse nos Braços do meu Amor, entre a rede e a montanha e o por do sol... – embrulhado em seus cabelos...!
Obrigado
Escrevo para saber que um dia sofrir, mas que também foi um Cezar, um Cezar para mim mesmo. Por isso, não publico nada, guardo aqui estas notas e ponto.