instante
Sinto o tempo passar suas mãos velhas sobre mim! Quanto tempo a andar em caminhos que não levam a lugar algum? Sinto que morro num passo e que sobrevivo no outro!
Igual os segundos que um a um invadem os séculos sinto a saudade me invadi também. E sem perguntar se pode ou não, ela troca o dia pela a noite ou a noite pelo amanhecer. Por isso, hoje só porque pensei em você, mesmo sendo dia o sol não apareceu. Então chorei! E Por tanto chorar neste passageiro e infinito inverno, minhas lágrimas congelarem e formaram mil estalactite de saudades dentro do coração vida a fora.
Sinto que carrego uma montanha pesada no peito, que quase não me deixa respirar. Mesmo assim respiro. Mas respiro muito por mais que o peso me afunde neste mar de existir! Porque eu tenho em mim tanto mar, como a vida em todos os seres que inundo-me de vida a cada vez que afundo.
Se eu pudesse concertar o destino que a palma da mão me deu;
Se eu encontrasse no céu uma estrela que brilhasse mais do que o sonho que morreu em minha vida;
Se algo surgisse em meio a tudo que não foi;
Se apenas isso eu pudesse...!
- Eu pagaria em tua mão e pularia paro o lado do amor e nem me importaria com o que ficasse do outro lado!
Mas não! Poema é solidão é grito contido e alto é sabiá que nunca encontra palmeira pra cantar! Só isso! Não mais que isso! Mas é o começo de tudo!
Diametralmente
Diametralmente! Todo quanto busquei na vida antes mesmo de alcançar deixei cair;
até mesmo o próprio pensar em buscar ficou enroscado entre o pensar e agir. - Nunca fui tão longe, desde que não tivesse caminhado!
Meu Deus! Como como era bom... Mas o que era bom eu nem sei! acho que era a falta de nada! Isso que era bom! Hoje me sobra muita dor, muitas cursas cheias de ausência que me deixam muito muito distante da paz!
Mas o que era mesmo a paz...
- eram os seus olhos, que não me olhavam não, mas como o sol entre agoniadas nuvens também me aqueciam!
Sua imagem agora está ficando cada vez menor e causando uma dor cada vez maior...
- Finalmente não vejo mais nada nada de errado nisso!
Amigo
Se reconstrua desse retalhamento
Se recolha desse tormento
guarde suas forças para vencer este infinito momento
Peça ao vento que lhe leve um pouco
Desse seu sofrimento
Que despeje tudo no rio do esquecimento:
Nesse rio de águas triste,
De águas que são duras;
Rio de pedras que escorem sangue!
A dor é bem normal, amigo!
Ser triste sem sofrer é que é dor banal.
Curvas na estrada sempre tará
E nelas muitas coisa boas ficarão
Mas a estrada é longa e a vida é curta
Por isso...
È preciso seguir!
O coração e um bau bem pequeno
E nele só vale a pena guarda coisas importantes:
Fotos e abraços, qualquer coisa menos veneno
O tempo, as vezes, parece parar
Enquanto leve o tempo de uma boa magoa má passar
E neste breve infinito, sem querer,
À alma,como o pensamento, volta na posição daquele abraço
infinito mas curto abraço..
Mas nas estradas sempre sempre hão de existir curvas
E o coração continuará sendo um baú bem pequeno ...
- Onde guardar abraços infinitos.
imagem
È a maldita da sua santa imagem que agora não me sai da cabeça
Mas eu sei porque...
Eu estive tão perto tão perto de você
Que não me dei conta do tiro que isso poderia ser pro o coração
E agora ele sangra
Agora ele sangra
Sangra
Sangra
Eu penso peço penso
Mas a tua imagem não responde a oração.
Despidida
Se houvesse outro modo de compor essa despedida:
Se não com essa dor se não com essa lágrima
Se não com esse adeus - Que eu não quis dizer !
Se como o meu peito ardendo como o sol de meio dia
Se não com essa tristeza que eu não sei não sei desfaçar
Meu pequeno coração já esta pequeno de mais
Para represar tanta saudade
Para diluir tanta ausência
Para bombear pouco vida
Pequeno de mais...
-Para ser meu
Se o meu frio encontrasse um céu
Onde esse Sol não me aquecesse
Se minha visão achasse uma saída
Onde meus olhos não te encontrasse
Se a vida vivesse e se o tempo parasse ...
- Enquanto essa prece durasse!
Meu coração continuará perdido neste mar
E só Deus sabe aonde e quando e quem ira encontra-ló:
Com tudo que ele não pode e tudo que ele não soube
Com tudo que ele não encontrou e tudo que ele não entregou
Com as palmeiras onde o amor não quis cantar.
Como ele perdido eu não vou ficar,
Mas se tivesse outro jeito de compor essa despedida...
Não desistir de Te amar
Eu não desistir de te mar
Apenas deixei de sofrer.
Dói menos pra um jardineiro não plantar
Do que não regar e ver uma flor morrer.
Sim, os teus gestos ainda mexem em mim!
E o teu sorriso também me faz feliz
Por mais distante que esteja a minha paz.
Porém eu não te revelarei este segredo,
Não por medo e sim por gratidão.
Saibas que é muito difícil resistir
A lei interior que me atrai a ti.
Mas eu vou seguindo tão forte e tão sereno
Que quanto mais eu sofro
Mais o meu lamento é pequeno.
Ah! da montanha que são
A alegria e a aflição por te ver,
Eu não deixarei diminuir sequer um grão de pedra.
E não esquecerei a tua bruta meiguice
Nem os teus cabelos.
Somente guardarei estas peças de querer e de lembrar
Nas pálpebras do meu guarda-roupas.
Como fumaça que aos poucos se acaba
Viverei
mínimo
feliz
Na tão tristeza de nunca...
- te ter tido.
versos que grito, alto!
Não julgo quem não me deu a mão
Ou não me convidou para entrar
Não julgo e também não o quero!
Mas quantas,ai meu Deus! quantas vezes eu estive ali
Feito uma roupa estirada no varal
Esperando..
Precisando ...
Que sol viesse me secar
Tão jovem...
e com tanta angustia no peito
e marcas tão profundas no caçarão
Tão calmo
e ainda assim brutalmente tão esquecido
Tão bom
e mesmo assim a tanto tempo perdido, a esmo,
como algo ruim que deve também se esquecido
Tão carinhoso
e também tão maltratado ,
feito uma nota que suou no escuro
e que ninguém soube qual foi
Tão romântico
e tão desperdiçado,
como uma torneira que a tempos jorra séculos por segundos
juro que reneguei
juro também que não foi por querer que não foi por querer
Talvez eu
Esperasse
Ttalvez eu
precisasse
ou talvez eu...
Mentisse
Fugisse
e também falasse sempre a verdade
Mas não merecia o mesmo
Juro que não merecia o mesmo
Porque em mim a dor foi... além
Porque em mim o amor foi o primeiro
Porque em mim o amor foi maior tão maior
Que por ele eu fiz pequenas loucuras
Que não faria por grandíssima certeza alguma
E para que ele batesse no meu peito
eu
Esperei
Precisei
Que cada hora doesse por mil anos
Não é magoa que remoo
São só versos que grito, alto!
Escada
Subi a escada da vida
Numa grande vontade de olhar par atrás.
Igual a minha mão
Que nunca toca o próprio pulso que a firma,
E pisar nuns degrus e pular outros.
A noite escura veio
Como uma foice matando eu e meus sonhos
E vivo tive que morrer para sempre.
Depois... Veio o futuro e o tempo apenas passou passou.
E eu nunca pude fazer o que ja não tinha feito.
Agora choro agora só choro choro... - mais nada.
Não se preocupe
Deixe a lembrança abraçar-te um pouco
Mas ainda que ela não for o suficiente...
- Deixe a esperança
Que como os meus braços estão abertos
Para te receber e aquecer a qualquer momento
Não se preocupe com que amou primeiro
O amor as vez é uma ave machucada
E precisa de ajuda para voar
Se a primeira colheita foi de tristeza
Cuide para que a próxima seja feliz
Já que mil vezes voltaria à primavera
Por uma flor que não nasceu
Assim também é o coração que uma vez amou,
Nunca esquece os caminhos que trilhou
E sempre perdoa a mão que de leve o machucou
Pois no livro da vida
Escreve melhor quem muito chorou
E com seus lágrimas toda magoa apagou
E paciente espera com a pena na mão e folha na alma
toda a alegria partida... chegar
Porque o verdadeiro plantador
É aquele que mesmo sofrendo em terras secas
Sempre planta amor
Sempre
Nunca levar alguém no peito, mas sim no esquecimento tem sido minha sina. sempre nunca ter a metade que já mais me completou tem sido fado ate para o colar que eu ouso, que desde sempre falta a metade d'um coração. Caminhar e esperar e perder e chorar e amar só, me parece ter sido ordem divina, pois pecado seria se eu não fosse assim.
Dançando ao vento feito a chama de uma vela vou gastando a vida como se fosse a cera, abandonado e sem ter a quê iluminar. nunca respondo pelo sim, mas sempre pelo não... sou sinônimo de navio perdido a vagar vagar e de estrela sem sem constelação. minhas mãos são Gueiros sem força se a batalha for vencer, mas que levantam montanhas se a batalha for perder perder. minhas ilusões e desiludidas ilusões são traços de realidade... - da minha realidade machucada !
Pano de lagrimas não encharcado, gotas de mares de lagrimas não chorada e nada vez nada... tudo isso tenho estocado dentro de mim, como um tesouro um agridoce tesouro! E há sempre mais espaço para mais. cachoeira de alegria que secou , voo da vida que esfolou a cara no chão e o trágico romântico que ainda
não se suicidou, - e nem vai!, porque dói menos morrer do que perder ... - Sou a hipérbole do sofrimento!
Por isso, de tanto beber solidão sinto gosto de fel ate no pensamento e de
tanto conversar com o silencio ouço adeus ate do vento e de tantos e por todos
abraços não dados... - sou um vácuo preenchido de esquecimento. Mas quase se não ninguém me viu passar por de fora da vida e por de trás do mundo e no fundo de tudo, com coração batendo e com os olhos brilhando e com muito frio.