Chorando aos pés de Deus
Meu Deus!
Que caminhos contrários eu andai
Para estar assim tão longe...
Tão longe do que sempre sonhei?
Que pragas malignas pousaram em minha sorte
Que ventos tormentoso sopraram assim tão forte...
Tão forte que viraram o meu mundo,
Levaram minha sorte?
Meu Deus!
Há exércitos que se unem
E levam o que é meu
Mesmo que eu os grite:
- foi Deus quem me deu!
Meu Deus
Que mãos vadias roubaram
O mel que eu lhe pedir
Restando só o fel pra mim?
Que ouvido cruel escutou
O amor que lhe pedir
Deixando só o desamor pra mim?
Meu Deus
O que a de errado com meu querer
Será que tudo que quero
É proibido querer?
Será que toda vida que espero
Antes de chegar a mim, tem de morrer?
Meu Deus
Às vezes penso que nem tenho coração
De tanto que a vida me disse não - Será que ele se foi em um desses não
Ditos em vão?
Mas o que bate em meu peito então? - Sei lá... Às vezes ele nem bate (se é que ele bate) por vicio da rotina, sofre mesmo por vicio da rotina!
Meu Deus
Ensina-me e ser leve com o ar,
Voar como a águia,
Ser forte igual à rocha,
Grande como o mar;
E acolha-me aos seus pés
Neste momento que eu só sei chorar!
Perdão
Carrego na pena a desgraça de nem ser o menor poeta amador que possa existir. Porque os menores são pelo menos alguma coisa e eu por nem não ser o menor é que sou nada;
Carrego na alma a desgraça dos que sonham e nunca alcançam – e desgraçadamente nunca me canso não; Carrego, às vezes, o silêncio dos mortos – dos meus desejos mortos – e no caixão que sou só as minhas lágrima, secas com ossos milenares, sacodem, porque o resto todo não passou de matéria do pensar.
Existo em meio à negação de não existir realmente, porque tamanha desgraça que há em minha Historia que quase, quase... – ela quase me anula, mas não anulou! Deram-me? A desgraça como o fôlego para a vida e como pele no corpo. Mas hoje... – hoje eu peso perdão! Perdão – oh, vida!
O meu deserto foi completamente todo asfalto pele a desgraça; ate no dicionário que pego só encontro a palavra – desgraça! Mas sem significado porque esse só encontro quando me olho ao espelho.
Quero me perder para já mais não me achar;
Quero me dizer para me calar e não mais escutar a minha voz;
Quero já afogar as cinzas que sou na lama do que ainda serei;
Quero lançar-me sobre uma tampa e fechar o inútil túmulo do meu ser quer existe inutilmente;
Queria e querido e querendo e quero e quererei, como uma carga de não, cair sobre o que restar de depois de eu nunca ter existido, e esmagar!
Ah! Se eu fosse profeta, profetizaria que essa mascara que me usa a eu usa lá também cairá... E de dentro dela eu cairei e me gravarei como pegadas ao chão – doce corpo onde a vida me pôs.
Fotografia
Em meus sonhos abstractos
Tentarei ser mais concreto
Mas naquele velho retrato
Viverá para sempre meu amor secreto.
O guerreiro que um dia fui voltou ferido
E cheio de saúde para continuar,
E mesmo em caminhos perdidos
De tanto procurar o amor,
O amor um dia o procurará.
Mas agora o que fica
È uma tristeza amiga,
Uma mágoa agridoce e aceitável,
solidão que não dói nem alivia.
O passado daquela imagem se renovará cada dia
Ate que de contente passe a descontente.
O sentimento ,como uma fotografia,
permanecerá entre a parede que não o coloquei
E a fotografia que não terei,
E terá sempre o gosto de saudade e perdição;
pena que ele seja áspero e espinhoso.
No entanto, sou o própria ''Estácio''
querendo ser o ''Estevão'',
Esperando assim a tragédia menor para meu o coração
Obediente Atento
Eu ouvir seus gritos suspensos no ar
Compreendi as incógnitas do seu coração
Compareci quando chamou
e partir quando mandou.
Antecipação
O desgosto ou o gozo da frustração, mesmo antes de frustrada, é uma das coisas que se sentem por antecipação. É como, por exemplo, se um lutador, de casa mesmo, sem lutar, fosse derrotado; então indo ele ou não ao combate o resultado seria igual. Sinto isto quando penso na vida!
Antes de agir ,até mesmo de pensar, e preciso ter um visão de fim de tudo : de quem pensou, do que pensou, do que seria - assim doí mesmo a frustração e se tem consciência que todo está a um paço do fim.
Se matarem quem tu gastas - deixe.
Se tu sofres e também queres morrer por isso, não morras! Apenas deixe! - apenas foram primeiro - é certo que a vida, apesar de curta faz-nos falta, principalmente os que foram cedo de mais ou antes que do esperavas; mas se já sabes que a morte é o fim de todos ? Sofres desde agora, então!
È esse o sentido de sofres por antecipação! Não é uma visão pessimista de tudo; é, antes de tudo, o tesouro agridoce dos que pensam.
Os familiares, amigos, bichos ,coisas que tu amas: Que te custas gastar agora, antes de vê-los acabados e finados, uma ou vinte lágrimas das tantas que gastarás? Gaste-as logo. Abatas um pouco a tua divida com o sofrimento. chores logo rios, antes do mar de lágrimas que chorarás.
Tires um dia para sofreres a ermo; porque o fim de tudo, o sofrimento por todos e por tudo mais cedo ou mais tarde vem e tu já sabes disso. Sofrer por antecipação é o melhor curso para aprender a lidar com o sofrimento. Ainda mais hoje em dia.
Mas tinhas calma - ou vires logo o barco de uma vez porque o naufrago é inevitável!
Mas vamos sonhar, né; se for para o "bem, que mal tem?"
Ah, se a vida fosse um ler um bom livro: a viagem em algo desconhecido e inimaginável,o gostoso que não tem gosto, o tudo que se descreve sem palavras.
Ah, se a vida fosse um final de novela ou se tudo noticiado nos jornais fosse só literatura...
Ah, se não houvesse essa mão negra que macula todo que há da terra ao céu...
Ah, se a vida fosse sempre um passado onde não houvesse o que no futuro haveria ou se,ao mesmo, - por favor,- houvesse um novo futuro: diferente do previsto para o antigo, quando ruim!
Ah, se a amarga antecipação do caos e de mim e da calmaria e da paz e da vida, fosse só fúteis imaginações.
Minha alma anseia por um tempo ,lugar ou modo de vida, onde se viva sem a âncora do medo e da morte e da violência, afundando os pensamentos em mares de angustiosas antecipações.Quanto mais tenho consciência que tudo passa , e de todo nada fica mais tenho vontade de viver a vida inventada, mistificada; porque é numa geleira que a realidade nos lança e nela há pouca gente. Mas infelizmente o meu cérebro estar um milésimo de segundo mais pensante.
Vale a Pena?
Sentir só no pensamento?
Sonhar na realidade?
Contenta-se com tudo que poderia ter sido?
Adiantar o futuro na ânsia de corrigir o passado e ver repetir o futuro erro de novo e de novo?
Carregar cruzes inexistentes por medo de ser libertar do que verdadeiramente faz sofre, mas não pesa mais do que a vontade de se livrar?
Viver imensamente em um mundo de paz, tão real como o mistério das coisas e estático como o perfume do amor?
E se tudo que existir estiver intimamente legado, primeiro, ao não ser e
A distância entre não existir condensar-se com a vontade de existir?
Assim como o mistério das coisas que ninguém sabe qual é, pois, não seria mistério,
Mas há uma vontade enorme que exista esse mistério, o que explica sua existência ou exija essa.
E se a imaginação e a realidade estirem de mãos dadas formando um ponho de aço que tecem verdades surreais por vontade de existir?
Jesus
E me amou me perdoou morreu por mim
Está sentado á direita do pai...
... E me chamou me abençoou me enviou
Estou prostrado em seu altar
E é assim Cuida de mim
Amor maior não há
Será sempre assim não terá fim
Minha morada é me amar
Fogo Cruzado
Não! Eu não amo mais Maria
Maria matou o amor que existia
Maria brincou com o meu bem querer
Maria deu fel para eu beber
Maria pisou em mim
Maria mostrou-me todo o seu lado ruim
Maria sorriu
Maria mentiu
Maria partiu - Ou Maria fugiu?
Maria tenha gelo nos lábios
Maria tinha pedras no lugar dos seios
Maria era linda...
Mas ao tocar-te tomava-se feia -
Pobre Maria você não entendeu o nosso maior propósito?
Você não percebeu que quem mais mentiu foi eu?!
Mas há uma coisa que você não sabe Maria:
Busquei-te noite e dia
Perdi-te sem agonia
Sofrendo por você
Eu aprendi a viver
Você Fazendo-me sofrer
Esqueceu-se de viver
Parte Maria
Mente Maria
Foge Maria
Longe Maria
Maria, Maria, Maria.
Não sei se é tédio
Por isso,
Vou aqui cheirando de longe os versos que ainda não vêem;
Vou indo sem saber o que fazer com esta emoção que galopa e canta no peito e na mão;
Vou perdendo este momento de vida porque não posso decodificá-los ou fotografá-los em versos;
Vou deixando de deixar raízes e frutos e sei que este inverno pode ser longo de mais;
Tanto coisa sinto agora, mas da alma não vem notícia de nada!
Não sei se é tédio ou um intervalo maior de preguiça, mas que louca saudade do carinho de seus braços, poesia!
Entrega
Em vão baterás em toadas portas, não te abrirás sequer uma;
Com secreto direito confessara-te, não te darão ouvido;
Correrás céus todos e mundos também e ventre da terra e mantos de infinitos e ocultos mistérios por trás da simples existência; não acharas descanso e os teus pés voltarão e seguirão sangrando;
Clamarás a livros e poetas e sábios e de vivos ate mortos, ninguém e nenhum te atenderão;
Levantarás a mão da humanidade e toda deixara cair por falto de misericórdia, porém as tuas continuarão pregadas ao alto só que não encontrarão céu algum;
Mas quando você entregar o seu amor a Deus e disser, vem amar-me senhor, digno não sou, mas por misericórdia vem e seja o oleiro do vaso da minha vida; ai sim. Teu amor encontra no amor perfeito e ilimitado de Deus um manancial de águas vivas.