Nasci em Lisboa, na freguesia da Penha de França, a 18 de Junho de 1979. Adoro poesia, aquariofilia, pintura e escultura.Recentemente escrevi o meu primeiro livro de poesia, intitulado ''Inexperiências'', pela Corpos Editora / World Art Friends.
Sabia tudo sobre mim Fruto da brizomancia aplicada Era eu o sonho e o escolhido para o fim Da tal ''inocência imaculada''
A obcessão crescia como nunca antes Perseguição cruel da harpia feroz Então ouvi um silvo; era ela e sua voz Lábios mel carnudos, olhos brilhantes
Expliquei-lhe então: ''que o amor cresce em nós como uma flor, e para isso é preciso uma semente Entre a gente não houve calor, e a raiz sem esse morno ardor teria um fulgor decadente''
Dei-lhe um abraço, beijei-lhe a face e por fim disse-lhe que não desistisse de outro amor assim.
Nasci em Lisboa, na freguesia da Penha de França, a 18 de Junho de 1979. Adoro poesia, aquariofilia, pintura e escultura.
Recentemente escrevi o meu primeiro livro de poesia, intitulado ''Inexperiências'', pela Corpos Editora / World Art Friends
Poesia para mim é um acto quase fisiológico, no sentido de que se torna quase uma necessidade escrever. Muitos poemas vêm em sonhos, pelo que tenho um bloco e caneta ao lado da cama. Talvez nem sejam meus...talvez sejam de todos nós e eu simplesmente os apanhe...
Percorro a tua noite cor de fogo À distância um pôr-do-sol imaculado E eu como um louco desvairado Pergunto se o amor é mesmo um jogo
A minha jugular poética faz sentir O sonho de ter-te, minha liberdade E eu nesta eterna negra saudade Funda caverna impossível de escapulir
Então a paz me alcança de repente És tu, meu fogo, força que perdi Minha acendalha de ódio decrescente Vermelho é o amor que sinto por ti !
720
Os tais
Já saltei muros, entrei em bairros Um tanto ou quanto impenetráveis Galguei caminhos, procurei atalhos Nem por satélite observáveis
Troquei sonhos e afiadas filosofias Vi com outros olhos, outros mundos Com os mais nobres e fiéis vagabundos Partilhei riquezas, espalhei alegrias
Comi merda que o diabo defecou Gozei o beijo que Deus me enviou Coisas que não sonham, se não sentiram
Tudo isto porque sou dos tais Daqueles contra os quais Os vossos pais vos preveniram. . .
666
Impacto
Conheci-te. Foi como o colossal ''Big-Bang'' de onde surgiu tudo, asteróides, planetas, sóis e meu sangue, agora frio e mudo...
Num dos planetas eu vivia, era um mundo de paixão sincera, as árvores brotavam alegria e o solo ouro. Cada palmo, cada quimera, fruto de um Sol que eu merecia. Sol tão quente, que nem parecia ser gente...
Mas um dia um Asteróide caiu e o meu planeta acabou, bebeu toda a minha terra de um só trago, tão rápido que nem desfrutou. Não precisava ser um mago para fazer tão simples magia: abraçava o meu Sol com tal energia, que pelo meu mundo se espalhava, o calor assim o cobria e o asteróide não entrava, simplesmente derretia !
Asteróides viessem, asteróides caissem, esses que me endoidecem... Que o teu odor e minha dor não me vissem nesta esfera ressequida.
Podias ser o anzol e eu um peixe cegueta numa água perdida. Mas neste poema tu és o Sol, o meu amor o planeta, o asteróide é a vida...
731
O início da mudança
Hoje sou um homem alucinado Que procura desesperado Um sentido, uma guarida
O tempo passa e minha mente Diz-me que o passado está presente E o futuro ausente de minha vida
Procuro angustiado um rumo Um contra-peso, um fio-de-prumo Uma porta aberta, o fumo branco
Um novo dilema ou então uma bala perdida. Prefiro a antecipada despedida Que perder meu sorriso e seu encanto !
585
Apenas eu
Dizia-me Ela antes que eu era seu Deus Ela agora diz-me que já não é crente Deixei eu de ser gente por esse corpo quente Neste mundo cão repleto de ateus
Dizia-me Ela antes que comigo voou alto Ela agora diz-me que já não sou actor Mas um mero delator, que não voo, apenas salto Agora diz que sou fogo sem asas, sem fulgor
Disse-me ela há pouco que já não há paixão Nesse segundo saltei de longe E já falta pouco para ver o chão.
663
Negro olhar
A brilhante escuridão do teu olhar Energiza e ilumina a minha vida Divino feixe de luz negro-luar Cor de paixão a toques de violeta nutrida
és de tal modo misteriosa Que conhecer-te é pura cartomância Teu interior é uma secreta prosa Revestido por pele de fina elegância
és de tal modo um livro fechado Que é deveras impossível folhear-te E a subtil inatingível tarefa de amar-te Desafio pelos Deuses planeado
Esse teu negro e quente olhar Leva-me à porta das trevas Consome-me no teu desabrochar. . . Quero entrar ! Quero que te atrevas !