203 - ESPAÇO EM NÓS
Eu, para que te amasse mais, mulher,
Não precisei de coração maior,
Nem do universo todo ao meu redor,
Nem duma nova dimensão, se houver.
Se, para enfim te amar melhor, couber
No teu olhar, então serei menor,
Ou lágrimas e gotas de suor,
Ou uma só partícula qualquer.
O espaço em nós profundo dava pé.
Lá transbordamos e com ambos...Oh,
Preencheremos um ao outro até
Já não contermos mais num peito só
O que não há, porém, apenas é:
O amor que cabe em nós que somos pó.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 04/01/2016)
210 - CALOR QUE GERO
Eu sobrevivo com calor que gero
Bem na nevasca do pior inverno,
Sem bússola do tipo mais moderno
E até com visibilidade zero.
Enquanto tremo não me desespero
Aguento então congelamento interno
Pois não desmaio mas somente hiberno
Encaro mesmo o frio mais severo.
Que, acesa, mesmo como chama breve,
Uma lembrança a ela enfim me leve
Ou dela só me deixe bem mais perto.
Porque pensar agora nela deve
Pra sempre derreter mais gelo e neve
Que o sol de mil verões num bom deserto!
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 15/09/2016)
204 - SOU RICO
Eu nada tenho - a vida não é minha:
Viver pra Jeová é meu empenho
E, enquanto vivo, tudo que não tenho
É tudo aquilo que pensei que tinha.
Nada me falta pois não é mesquinha
A mão de Deus num mundo tão ferrenho
E, enquanto até de mãos vazias venho
É como quando satisfeito vinha.
Sou rico pois não há ladrões que tomem
O bem e a paz de apenas ser quem vive
Que agora faz de mim um simples homem.
Não sinta eu tua falta e não me prive
Do amor que o mal e o tempo não consomem
Pois só não precisei do que não tive.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 08/01/2016)
207 - DATAS
Num ano bom: dois mil e doze enfim.
No mês de abril, pensei: “Amor? Quem tem?”
No dia vinte e oito, vi alguém:
Foi Ingrid que veio para mim!
Com sua vinda, nessa data vim
A crer ainda nesse amor que vem
E deixa linda a vida e vai além
E nunca finda: Amamos tanto assim!
Dois mil e treze: um ano bem melhor.
No mês de maio: amigos ao redor.
No dia dezessete, a sós os dois:
Nós nos unimos, homem e mulher.
Com Jeová, que venha o que vier
Nos anos, meses, dias bem depois!
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 29/08/2016)
AMOR NÃO FAZ ALARDE
Ao teu redor o amor não faz alarde
E envergo como vara, não graveto,
E que discreto sempre te resguarde.
E como sombra o solo não me encarde
E como vento nunca me arremeto:
Ao teu redor o amor não faz alarde.
Não queimo como fogo que não arde
E como gelo eterno não derreto
E que discreto sempre te resguarde.
E como sol eu não mais nasço tarde
E como escuridão não fico preto.
Ao teu redor o amor não faz alarde.
Que como feixes eu jamais me enfarde
E como espinhos não me torne espeto,
E que discreto sempre te resguarde.
E como cem leões não sou covarde
Se com silêncio faço bom dueto.
Ao teu redor o amor não faz alarde
E que discreto sempre te resguarde.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Vilanela escrita para a minha esposa INGRID ROSA em: 11/05/2015)
211 - ATÉ AO ÚLTIMO SEGUNDO
Eu vivo até ao último segundo
E, mesmo derrotado, não me rendo:
Não sofro a morte se estiver sofrendo
E enfrento a vida mesmo moribundo.
Eu sangro pelo corte mais profundo:
A fera desferiu o ataque horrendo!
De peito aberto sempre me defendo
Do mal do governante deste mundo.
Com firme fé no forte Deus que tenho,
Resisto ao inimigo mais ferrenho.
Beleza vejo e nunca foi pequena:
Pois basta olhar bem para teu sorriso
Pra me lembrar que existe o Paraíso
E que viver agora vale a pena!
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 20/09/2016)
200 - COMO NÃO?
Eu como reles gelo não derreto,
Não firo como fogo que não arde,
Não fico frio como vil covarde
E não me queimo como vão graveto.
Eu como a lua não vim cinza e preto
E, como sombra, o solo não me encarde.
Eu como o sol não mais me ponho tarde
E como raio não mais me arremeto.
Não como o bom silêncio fiz alarde,
Não como som sem ar fui quem te chama
Que como escuridão eu não me guarde!
Ingrid, não sou como o que não tomo
E não me torno como quem não ama.
Não amo como quem não sabe como.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 06/08/2015)
202 - TRILHÕES DE POEMAS
Ingrid, com inspiração eu vim
A fim de te escrever com fé tão bem
O que as bibliotecas não contem:
O que só eu por ti senti assim.
Eu, quando já tiver escrito enfim
Uns dez trilhões de versos para quem
Terei amado por mais de cem
Milênios, haverá bem mais em mim.
Eu ontem não te fiz promessa vã:
Compor poemas todo dia. O dom
Que sempre te prometo sem afã:
É que eles te serão expressos com
Palavras diferentes amanhã
E o mesmo amor, porém, melhor que bom.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 21/12/2015)
216 - O LEÃO QUE RUGE
Sabendo, Satanás, o atroz Diabo,
Que o pouco tempo que lhe resta finda,
Busca a quem possa devorar ainda
Como leão que ruge bruto e brabo.
Não é vermelho nem tem chifre e rabo.
Porém, disfarça-se na sua vinda
De anjo leal de luz divina e linda
A praguejar: "Sozinho não me acabo!"
Sabemos com que tramas persuade;
Que sob o seu poder e autoridade
Está o inteiro mundo que governa.
Odeia ao Criador e a quem O adora
E quer que perca o que já teve outrora:
Amor, favor de Deus e vida eterna.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 05/05/2017)
(Referências bíblicas: Apocalipse 12:12; 1 Pedro 5:8; 2 Coríntios 11:14; 2 Coríntios 2:11; 1 João 5:19; João 16:11; Ezequiel 28:14, 15)
222 - O FAVOR DE JEOVÁ DIANTE DA PERSEGUIÇÃO
Ó, dá-me, Deus, coragem, paz e o bem
Pois todos eles agem contra mim
Dum modo tão selvagem, tão ruim,
E para que me ultragem com desdém.
Ó, faz-me livre quando me detêm
Porque com fé pregando fui e vim
Dum modo dócil, brando. Mesmo assim,
Sem medo, não debando: vou além.
Ó, Jeová, que nada mais me importe,
Enquanto o servo teu te louva e lida
Com mais perseguição, tortura, morte.
De pé, que eu morra de cabeça erguida:
Porque só teu favor me faz tão forte:
É sim até melhor que a própria vida!
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 02/05/2017)