218 - SE DISSER
Eu? Se disser que minha esposa ainda
É a mulher mais bela do universo,
Alguém então dirá que estou imerso
Em doce encanto desde a sua vinda.
Eu? Se disser que o meu amor não finda
E que na lealdade eu o alicerço,
Alguém dirá também que sou disperso
Enquanto a vejo cada vez mais linda.
Eu? Se disser que minha amada encanta
Bem mais que as outras, com um grito
Alguém dirá: "São frases da garganta!"
Mas se disser agora o que eu repito:
"A minha esposa é bênção pura e santa",
Ninguém dirá mais nada: Tenho dito!
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 16/07/2017)
224 - O AMOR QUE EU HOJE SINTO
O amor que eu hoje sinto é diferente:
Não é sentir sabor sutil, distinto;
Nem é mais perceber o quanto o sinto;
Nem é mais dar-me conta que ela o sente;
Nem é senti-lo necessariamente;
Nem é ficar sedento nem faminto;
Nem é perder-me só num labirinto;
Nem é mais encontrar-me de repente;
O amor que eu hoje sinto é plenitude:
É como nunca posso e nunca pude
E nunca poderei viver sem ela.
É simplesmente amar na vida rude
Sem eu ter de esperar que tudo mude
Para poder amar a esposa bela!
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em: 04/05/2017)
221 - CONSOLO PARA AS ALMAS DEPRIMIDAS
Irmã, há tempos tu almejas morte
Com pena de ti mesma e te envenena
Pensares que viver não vale a pena,
Que apenas vale para quem é forte.
Ao coração a vida fez um corte:
No peito sangra e sempre te condena
Porque te consideras tão pequena;
Duvidas que contigo alguém se importe.
E crês enquanto choras nesse canto
Que todos ao redor te amavam menos
Porque tu mesma não te amavas tanto.
Mas vê que Jeová, seu filho santo
E teus irmãos te chamam com acenos:
"Ó, deixa-nos, irmã, secar-te o pranto!"
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 03/05/2017)
SONNET 001
While we walk home along this lonely beach
Ships passing in the night do run aground.
The lukewarm sand your feet can hardly reach.
To watch your sorry figure I look 'round.
Though we have taken thousands of steps each,
Only few of my footprints I have found
When looking backwards o'er my shoulders. Screech!
Screech out in pain and let out your first sound!
Your lips do move. My echoes do abound.
To me you keep on sticking like a leech.
Would you drift with my body if I drowned?
The dusk has come near. I must feel alone.
O that you might appear, I wish you shone!
(Author: EDEN SANTOS OLIVEIRA)
DIZER “EU TE AMO!”
Talvez afirmes que é muito forte
Alguém dizer a frase que lhe importe
E só se diz no leito vão de morte
Nos últimos suspiros seus;
Talvez tu creias que fica enfraquecida
A frase que é muito repetida.
Mas eu devo, enquanto tivermos vida,
Dizer com estes lábios meus:
Direi “eu te amo” e não direi “Adeus!”
Direi “eu te amo” aos ouvidos teus!
Talvez me digas que é muito cedo
E que essas três palavras te dão medo:
Pavor de estar à beira dum rochedo
Como o prenúncio de um fim.
Então enquanto ainda não é tarde
E enquanto não se torna tão covarde
E o coração no peito meu já arde
Direi tudo que sinto em mim:
Direi “eu te amo!” pois não é ruim
Dizer “eu te amo!” amando tanto assim!
Talvez tu acredites que me engano
E que deliro ainda mais insano
E que preciso de mais de um ano
Pra sentir o amor em que creio;
Mas esse mesmo amor me persuade
A ter certeza, lucidez, vontade
De crer que não me basta a eternidade
Para dizer a frase ao meio:
Dizer “eu te amo!” e eu, de amor tão cheio
Direi “eu te amo pois o amor já veio!"
Talvez concluas que seria incerto:
Sim, como achar as águas no deserto
Numa miragem cada vez mais perto
O que estás vendo mas não crês;
Mas é tão certa neste reles homem
A frase de palavras que não somem,
Palavras que se bebem, que se comem,
Que se dizem se não as lês:
Direi "eu te amo!” pois o amor me fez
Dizer “eu te amo!” sem dizer “Talvez!”
Talvez tu digas: “Ele já não me ama!
Poetas fazem cena! Fazem drama!
Poetas querem pena! Querem fama!”
Mas não sabes nada que sei!
Talvez tu penses: “Este tolo sonha!”
Porém, eu, com a face mais risonha,
Te digo agora sem qualquer vergonha
O que já disse e que direi:
Direi “eu te amo!”; eu te direi “te amei!”
Direi “eu te amo e sempre te amarei!”
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA)
220 - CIRCO DE PULGAS
Como o maior dos reis que comem
O pão dos pobres, ordens tu divulgas.
Como legislador do mal promulgas
As leis e regras para que me domem.
Como injustos juízes que consomem
Os bens dos inocentes tu me julgas.
Enquanto temos sido meras pulgas,
Quem te outorgou os três poderes, homem?
Somos pulgas que crêem que pulam alto:
Vivemos comparando sempre o salto
Mostrando-nos no circo dos insetos.
Perante o Deus Altíssimo só somos
Piores ou melhores do que fomos
Quando nascemos frágeis, incompletos.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em: 08/05/2017)
216 - O LEÃO QUE RUGE
Sabendo, Satanás, o atroz Diabo,
Que o pouco tempo que lhe resta finda,
Busca a quem possa devorar ainda
Como leão que ruge bruto e brabo.
Não é vermelho nem tem chifre e rabo.
Porém, disfarça-se na sua vinda
De anjo leal de luz divina e linda
A praguejar: "Sozinho não me acabo!"
Sabemos com que tramas persuade;
Que sob o seu poder e autoridade
Está o inteiro mundo que governa.
Odeia ao Criador e a quem O adora
E quer que perca o que já teve outrora:
Amor, favor de Deus e vida eterna.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 05/05/2017)
(Referências bíblicas: Apocalipse 12:12; 1 Pedro 5:8; 2 Coríntios 11:14; 2 Coríntios 2:11; 1 João 5:19; João 16:11; Ezequiel 28:14, 15)
181 - DIA DE AMANHÃ
Ingrid, o tempo que vivemos antes
De nós enfim nos conhecermos era
Duma maior demora a longa espera
Que só parece agora dois instantes.
E, enquanto estamos juntos, não te espantes
Se mais passado o bom presente gera
E mesmo a simples hora mais severa
Transforma-se em auroras radiantes.
Pois todas alegrias que se contem
Que temos hoje e já tivemos ontem
Jamais serão trocadas e esquecidas.
Mas todo dia de amanhã se torna
Pra sempre com a luz do sol tão morna
O dia mais feliz de nossas vidas!
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 08/10/2012)
OH INGRID HÁ MAR!
Oh, Ingrid, marco
Teus ares de sonhos!
Que singre de barco
Teus mares risonhos.
Com lágrimas lacre
Olhares enquanto
Vinagre mais acre
Nos lares é pranto.
Sou peixe à deriva
Enquanto me enxaguas
Que eu deixe, que eu viva
Mais santo, sem mágoas.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 01/12/2015)
202 - TRILHÕES DE POEMAS
Ingrid, com inspiração eu vim
A fim de te escrever com fé tão bem
O que as bibliotecas não contem:
O que só eu por ti senti assim.
Eu, quando já tiver escrito enfim
Uns dez trilhões de versos para quem
Terei amado por mais de cem
Milênios, haverá bem mais em mim.
Eu ontem não te fiz promessa vã:
Compor poemas todo dia. O dom
Que sempre te prometo sem afã:
É que eles te serão expressos com
Palavras diferentes amanhã
E o mesmo amor, porém, melhor que bom.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 21/12/2015)