1971
Lista de Poemas
VOLTA LOGO MEU AMOR
Volta que estou te esperando
Não me faça mais sofrer
Volta que já estou me consolando
Com a certeza de te ver
Volta para mim meu amor
Não importa o que de nós irão dizer
Meus dias estão frios sem o teu calor
Não estou encontrando sentido em meu viver
Falta o teu sorriso e teu sabor
Estou desconsertado
Ando tão desalinhado
Volta meu amor depressa
Impossível te esquecer
Você é a minha promessa
Não me deixe sozinho perecer
Volte logo para o seu ninho
Para com os meus braços te envolver
Dar-te-ei todo o meu carinho
Todo o meu amor para jamais te perder.
Não me faça mais sofrer
Volta que já estou me consolando
Com a certeza de te ver
Volta para mim meu amor
Não importa o que de nós irão dizer
Meus dias estão frios sem o teu calor
Não estou encontrando sentido em meu viver
Falta o teu sorriso e teu sabor
Estou desconsertado
Ando tão desalinhado
Volta meu amor depressa
Impossível te esquecer
Você é a minha promessa
Não me deixe sozinho perecer
Volte logo para o seu ninho
Para com os meus braços te envolver
Dar-te-ei todo o meu carinho
Todo o meu amor para jamais te perder.
61
NUM PEQUENO ESPAÇO DE TEMPO
Num pequeno espaço de tempo
Na velocidade de um momento
Em vários acontecimentos
Muda tudo
Nascem-se várias vidas
Vão-se várias vidas
Amores que se iniciam
Amores que se esfriam ou acabam
Geram-se empregos
Despedem-se a esmos
Oportunidades encontradas
Muitas delas perdidas
Muitos sonhos realizados
Outros em pesadelos transformados
Estamos todos sujeitos
Ao choro e a alegria
À escuridão da noite
E ao raiar de um novo dia
Levados pelo tempo que não remedeia
Mas ainda temos muitas chances
Se o sangue ainda salta nas veias.
101
AI, AI, MENINA MISTERIOSA
Ai, ai menina, você que me inspirou a canção
Por ser tão misteriosa e agradável
Transformou o meu coração
E eu por amor fiquei vulnerável.
Ai, ai menina, de doce consolação
Com promessas de fidelidade
Burlou e levou minha razão
E até hoje sinto saudade.
Quando estava contigo era tão bom
Momentos memoráveis
Fazíamos o arranjo do nosso som
Em concertos intermináveis.
Ai, ai, menina de adocicado batom
Pele cor chocolate
Com sabor de bombom
Embrulhada em lençol escarlate.
Ai, ai, menina, você ainda tem o dom
De mexer com os meus sentidos
E me fazer sair do tom
Com os seus poderes atrevidos.
56
ELA É DE FATO PODEROSA
Ela é de fato poderosa
Basta um simples ato
E se mostra garbosa
E eu perco meu tato.
Uma figura tão charmosa
Não precisa de credencial
De qualquer jeito é estilosa
Tipo de mulher sensacional.
Seu caminhar é uma beleza
Numa simetria sem igual
Tem tudo de uma realeza
Mas a pobreza é o meu mal.
Basta um simples ato
E se mostra garbosa
E eu perco meu tato.
Uma figura tão charmosa
Não precisa de credencial
De qualquer jeito é estilosa
Tipo de mulher sensacional.
Seu caminhar é uma beleza
Numa simetria sem igual
Tem tudo de uma realeza
Mas a pobreza é o meu mal.
47
QUE CHOVA BASTANTE
Que chovam bastantes
Águas torrenciais
Que sejam intrigantes
Amores perenais.
Corram correntezas
Lágrimas doces
Morram incertezas
Em amores precoces.
Que inundem corações
Lavando as mágoas
Criando estações
Perfeitas sem nódoas.
Que banhem na chuva
Os amores endurecidos
Se calcem feito luva
Macios e umedecidos.
Que chova por muitos dias
Enxurradas volumosas
Levando paz, amor, e alegrias
A tantas almas fastidiosas.
54
FALTA-ME VOCÊ MINHA METADE, SAUDADES DE TI MEU DESEJO
Eu vou levando comigo o hoje na sua ausência meu amor
Eu vou carregando esse fardo pesado sem seu ombro amigo
Vou suportando, sufocando os desejos do meu coração
Vou ignorando meus anseios e aprendendo com a razão
Falta-me você minha metade, saudades de ti meu desejo
Quando virá me socorrer e me confortar com seus beijos?
Amanhã será um novo dia se eu viver
Para te amar, para te honrar, e te adorar
Amanhã tudo novo se fará, basta crer
Se a bondade de Deus nos permitir nos encontrar
E em abraços nos tocar, e em carícias nos provar
E em olhares contemplarmos nossas feições
Tão agradáveis pelo prazer de estarmos juntos
Falta-nos nesse amanhã a união dos nossos corações
Que se fará verdade porque cremos em entranháveis afetos
E porque ainda há esperanças em nossas almas
Que se amam com vontade e por tantos amanhãs
E manhãs de puras calmas.
61
EU PRECISO
Eu preciso me conter, me segurar. Eu preciso escolher entre viver ou naufragar. Eu preciso me esforçar, me fortalecer. Eu preciso me encontrar antes de me perder. Eu preciso de apoio e orientação, preciso de um amor que me estenda a mão, de um cantor com a mais bela canção que fale de amor. Eu preciso de um caminho de uma só mão, eu preciso de amigos que não vivam em ilusão. Eu preciso atravessar, escalar, meus obstáculos, seja por terra, pelo mar ou pelo ar, eu preciso de uns tentáculos para me ajudar. Eu preciso, confesso, de um amor que me traga progresso, e mesmo que haja regresso que seja amor de verdade. Eu preciso no campo ou na cidade desse amor, não quero a vaidade, mas a humildade por favor. São tantas as necessidades, mas nenhuma delas têm validades se eu não tiver amor.
57
SÊ MEU FILHO, APROVADO NISTO
Sê meu filho, carente de amor
Um poço fundo e imenso
Nunca se encha o seu reservador
Sê desse jeito intenso.
Busque meu filho com diligência
No Altíssimo e nas criaturas
Nos irmãos com carência
Nos filhos sem estruturas.
Sê meu amado, aprovado nisto
Não descanse as tuas mãos
Prove Dele jamais visto
Das criancinhas até aos anciãos.
Sê meu filho, morte e vida
Vida abundante no amor sem igual
Morte que vivifica a alma perdida
Morra e viva como ser celestial.
Sê meu filho, uma casa que acolhe
Cujo interior um coração de amor
Jamais seja o braço que encolhe
Negando a quem pede o seu favor.
Um poço fundo e imenso
Nunca se encha o seu reservador
Sê desse jeito intenso.
Busque meu filho com diligência
No Altíssimo e nas criaturas
Nos irmãos com carência
Nos filhos sem estruturas.
Sê meu amado, aprovado nisto
Não descanse as tuas mãos
Prove Dele jamais visto
Das criancinhas até aos anciãos.
Sê meu filho, morte e vida
Vida abundante no amor sem igual
Morte que vivifica a alma perdida
Morra e viva como ser celestial.
Sê meu filho, uma casa que acolhe
Cujo interior um coração de amor
Jamais seja o braço que encolhe
Negando a quem pede o seu favor.
48
QUANDO A FÉ FOR TIRADA DA TERRA SEM PRECEDENTES
Quando gritarem e houverem ouvidos desatentos
Quando mostrarem a recompensa dos impenitentes
Quando o choro for a abundância de desalentos.
Quando faltar o braço invisível que tudo sustenta
Quando as vozes dos sábios não forem mais persistentes
Quando a paz que perece se tornar em tormenta.
Quando os passos tropeçarem em si mesmos
E os abraços sem laços se tornarem resistentes
E as vergonhas se manifestarem a esmos.
Quando a justiça retirar de vez a sua venda
Quando a sua espada alcançar seus oponentes
Não haverão fugas, mas livres estarão os da estreita senda
Quando a fé for tirada da Terra sem precedentes.
Quando mostrarem a recompensa dos impenitentes
Quando o choro for a abundância de desalentos.
Quando faltar o braço invisível que tudo sustenta
Quando as vozes dos sábios não forem mais persistentes
Quando a paz que perece se tornar em tormenta.
Quando os passos tropeçarem em si mesmos
E os abraços sem laços se tornarem resistentes
E as vergonhas se manifestarem a esmos.
Quando a justiça retirar de vez a sua venda
Quando a sua espada alcançar seus oponentes
Não haverão fugas, mas livres estarão os da estreita senda
Quando a fé for tirada da Terra sem precedentes.
62
MAMÃE CUIDE DO TEU MENININHO!
Mamãe, mamãe, cuide do teu menininho!
Não vês que ele é tão frágil
E está sempre ansiando um carinho
Mesmo se demonstrando esperto e ágil?
Não retire dele os teus olhos
Por causa do iminente perigo
Não seja negligente nos trabalhos
Vele por ele como um abrigo.
Mamãe, mamãe, antes que ele cresça!
Dê-lhe bons e grandes exemplos
E de orientar sua boca não emudeça
Para que não se perca em caminhos amplos.
Porque mamãe este menininho não fui eu
Tive muita liberdade sem proteção humana
Corri muitos riscos de quem já morreu
Somente Deus me livrou da temida lâmina.
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema