ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
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O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

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Biografia

1971

Poemas

703

ATÔNITO

Oxalá eu fosse para você apenas um homem, um varão sem valor, iludido buscando um amor escondido, que não se revela, à porta de um coração que perscruta astuta donzela.

Suas artimanhas são tamanhas querelas, não contempla em mim capacidades austeras,
de viver e morrer por sorver bagatelas do ínfimo que me resta, mesmo assim ainda é o que me presta.

Esvair-me por arestas, que levam-me verter ofertas lançadas às desertas incertezas remotas, pois minhas apostas não são grandes derrotas, deixando-me vencer noutros frutos, valores ocultos de sábios astutos, meus sentimentos fortuitos.

Ipatinga, 01/08/2018
Erimar Lopes.

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Ó LUA!

Ó Lua! Por que me desprezaste? Mesmo sabendo de todo o meu AMOR por ti! Me acostumei com as tuas fases, com as tuas mudanças ora bruscas, ora mansas causando nuanças em todo o meu ser. Da semente plantada, mesmo pouco irrigada, com força brotava vontade de nascer. Mas você virou teu rosto, quando cheia clareou a minha face, tampouco não bastasse quase deixar-me morrer. Ó Lua! Quanta ingratidão da tua parte, mesmo minguante recusaste ter-me com você. Agora estou murchando, meus galhos secando, meu caule sangrando, todo tempo esperando você resplandecer. Ó Lua volte! Apareça e resplandeça sobre mim, fortaleça-me com a tua luz e não deixe que o meu tronco seja feito de cruz, um madeiro de cerne que traduz a vida e a morte assaz de quem tanto doou amor e não teve conforto e paz e agora jaz na solidão, antes tivesse sido então plantado junto aos ribeiros pois assim reverdeceria anos inteiros, nunca murcharia, meus galhos não secariam e meu caule não sangraria e além de tudo frutificaria. Ó Lua! Em quê te transformaste? Ficaste irreconhecível sem brilho acessível, do Céu Tu te afastaste. Agora te procuro em um escuro Céu, na esperança que se rasgue o véu da vergonha por deixar-me ao léu sem forças e quase sem vida na sequidão, quem dera o meu coração encontrasse uma razão para bater de emoção ao vê-la nascer novamente meiga e resplandecente tal qual éramos nós quando ficávamos a sós contemplando um ao outro, você sempre demonstrando doçura por detrás de uma amargura salgado desgosto, por isso ocultou o seu rosto da verdade, pressuposto para leviandade, na escuridão se escondeu para matar um amor que por tempos não morreu, com raízes arraigadas neste solo pouco fertilizado e sem nutrientes implorando por socorro pois seus renovos estavam doentes. Ó Lua onde estás agora? Torna-te feito outrora na fase da robustez, para que tudo que há em mim floresça outra vez sem extinguir sequer do teu olhar a nudez de um coração perene onde todo o amor verdadeiro se fez, por querê-la e amá-la tanto decidi guardá-la dentro do peito no canto onde move-se a paixão, onde encontrei a razão para suportar tanta emoção nesta vida de ilusão.

 
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MAIS UMA CHANCE

Sinto saudades de você em meus braços, dos seus beijos e abraços, do seu corpo como um laço tão apertado em mim, sem pensar, sem tempos para o fim, mas enfim sonhar entre nós dois o nosso amor sem deixar nada para depois. Quanto conforto em meu coração e paz na minha alma, momentos de desejos realizados sem ressalva. Quisera eu de novo te encontrar para novamente em teus braços me confortar, matar a vontade de te amar, me entregar por inteiro a você mulher e sem pensar olhar em teus olhos e dizer quanta solidão tem me feito sofrer, por me deixar ir sem resolver grandes pendências que implicam em nosso querer. Sem saber se um dia voltarei a ser aquele amor que um dia sonhei para você, além do céu, terra, e mar que você vê. Você  não quis a recíproca entoar, me prendendo em uma teia difícil de me soltar para poder refletir e me alinhar nos caminhos seguros a trilhar, desviando-me de você mulher que não teve interesse sequer de aderir fielmente ao meu amor, que crescia a todo vapor, dando-lhe total valor como se não houvesse um preço que pague, ao mais puro ouro de Ofir, então deixou-me partir por migalhas aqui e ali que não vão de fato te sustentar, mas que ruínas te trarão e um dia perceberá que tamanha loucura operou, pois da fonte que bebeu quase toda água já se secou. Então ainda uma nova sede virá e quando esta fonte procurar sentirá um aperto no peito, pois beber desta água talvez não tenha mais jeito, e o que te restará a fazer é ao Dono do Amor recorrer e implorar a Ele por perdão, porque além da sede terá uma fome sem razão, não por falta de pão, todavia por uma canção que toque profundamente o teu coração, e que mude todo o teu ser e te mostre o mais puro viver por alguém que só quis te querer, te fazer o bem sem o merecer. Agora terá que resistir todo o peso que cairá sobre ti, e por enquanto o carregar, sem deixar de clamar ao Dono do Amor para que venha te libertar.

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Comentários (2)

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Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema