1971
Lista de Poemas
HÁ UNS OLHOS QUE TUDO VEEM
A injustiça ensandecida
Que alastra toda Terra
Tribunais dos infernos
A humanidade se elevou demais
O poder dado por Deus
É corrompido pelos homens
A justiça é amedrontada
Não vemos tudo o que sentimos
Mas sentimos tudo o que vemos
Quem protege
Os juízes que condenam o mal?
Alguns dão uma sentença
E recebem a pena de morte
Há muitos que não são
Levados ou condenados
Nos tribunais terrenos
Por seus crimes bárbaros
Mas alguém rirá deles
Serão pisoteados com os pés
Esmagados ou espremidos
Como o grão é pilado
Após a colheita
E os corpos deles jazerão
Afogados em seus próprios sangues.
Que alastra toda Terra
Tribunais dos infernos
A humanidade se elevou demais
O poder dado por Deus
É corrompido pelos homens
A justiça é amedrontada
Não vemos tudo o que sentimos
Mas sentimos tudo o que vemos
Quem protege
Os juízes que condenam o mal?
Alguns dão uma sentença
E recebem a pena de morte
Há muitos que não são
Levados ou condenados
Nos tribunais terrenos
Por seus crimes bárbaros
Mas alguém rirá deles
Serão pisoteados com os pés
Esmagados ou espremidos
Como o grão é pilado
Após a colheita
E os corpos deles jazerão
Afogados em seus próprios sangues.
111
SENTI UM AROMA FRESCO
Senti um aroma fresco numa taça repleta de vinho, bebi do cálice da vida, escuro, amargo, encorpado, purpúreo. Excitei-me como poeta. Logo o meu coração se encheu de alegria, e a minha alma bailava suavemente dentro de mim.
89
BEBA DESTE CÁLICE DE LÁGRIMAS
Beba deste cálice de lágrimas, salgadas feito as do oceano, derramadas dos meus olhos cansados de tanto chorar. Beba e se embriague de tristeza e sinta o amargo de fel na boca. Há tempos que estão guardadas para ti. Lágrimas de choros escondidos afogados em meu peito pela dor. Mas se não suportá-las, derrame-as no pó como derramou o nosso amor e frustrou todos os nossos planos. Oxalá elas se tornem doces na terra que tudo entende e consome.
190
O MEU CORAÇÃO É TODO TEU
O meu coração é todo teu
Venha me fazer feliz contigo
A chama do nosso amor
Ainda não se apagou
Todo o meu desejo a ti dou
Venha ser feliz comigo
Já secaram as lágrimas que chorei
Foram por ti que as derramei
Não me imponhas mais castigo
Mude o teu jeito de pensar
Assim como as ondas quebram no mar
Tenho derramado o meu coração
Eu não aguento mais a solidão
Venha me fazer feliz contigo
Não me deixe feito louco
Nesta paixão e no sufoco
A mais ninguém entregarei
Tanto amor do qual te dei
E este tanto ainda é pouco.
Venha me fazer feliz contigo
A chama do nosso amor
Ainda não se apagou
Todo o meu desejo a ti dou
Venha ser feliz comigo
Já secaram as lágrimas que chorei
Foram por ti que as derramei
Não me imponhas mais castigo
Mude o teu jeito de pensar
Assim como as ondas quebram no mar
Tenho derramado o meu coração
Eu não aguento mais a solidão
Venha me fazer feliz contigo
Não me deixe feito louco
Nesta paixão e no sufoco
A mais ninguém entregarei
Tanto amor do qual te dei
E este tanto ainda é pouco.
87
QUANDO A SEMENTE BROTAR NO MISTÉRIO QUE É O NASCER
Quando a semente brotar no mistério que é o nascer, quando a planta crescer e se der do fruto que se há de comer, quando o vento soprar em teus lindos cabelos, quando os teus olhos abrirem e virem os encantos mais belos, quando o orvalho escorrer por entre os teus seios, quando a tua pele exalar o mais notável perfume de cheiros, quando o sol raiar e brilhar em teu delicado rosto, quando provar e sentir da fruta o adorável gosto, quando o amor em ti acampar, quando ele te der asas para voar, quererei eu estar no exato primeiro ponto onde tu há de pousar.
93
O QUE MAIS PODE ALMEJAR UMA ALMA APAIXONADA?
O que mais pode almejar uma alma apaixonada, senão que a sua paixão a corresponda? O que mais deseja o coração dessa alma, senão o outro coração pelo qual tem paixão que de paixão a queira também? É uma prisão uma paixão não correspondida, sem paladar à boca é levar um fora, ouvir um não quando se está apaixonado. Uma desconsolação que assola a alma. Sofrer por quem não te quer é castigo, insistir é loucura que não tem cura. Embriaguez, depressão, desânimo, falta de aptidão, suicídio, ciúme, autoestima baixa, irritabilidade, e por aí vão os problemas por causa de uma paixão não correspondida na espera por uma migalha que sobre, mesmo dormida, que muitas vezes é dada para outra alma e não para ti. Torna-se um cão vagabundo sem razão, na esperança de um osso velho para lamber e roer. Muitas vezes vira até relógio contando as horas pelo tanto de tempo que espera sem correspondência.
105
AMO-TE DE UMA FORMA EXAGERADA
O arco-íris tem sete cores
Eu por ti sete vezes amores
O gato tem sete vidas
Você é por mim sete vezes querida
A lua tem quatro fases
O ano quatro estações
Eu te amo com dois corações
O ano também tem doze meses
Eu te declaro em um ano
Mais que trezentas e sessenta
E cinco vezes
Em um mês há trinta dias
Em um dia vinte e quatro horas
Parece tão pouco todo esse tempo
Em que tu me namoras
Na verdade eu te amo
De uma forma exagerada
Se é o tempo ou quantas vezes
O que me importa é fazer-te amada.
Eu por ti sete vezes amores
O gato tem sete vidas
Você é por mim sete vezes querida
A lua tem quatro fases
O ano quatro estações
Eu te amo com dois corações
O ano também tem doze meses
Eu te declaro em um ano
Mais que trezentas e sessenta
E cinco vezes
Em um mês há trinta dias
Em um dia vinte e quatro horas
Parece tão pouco todo esse tempo
Em que tu me namoras
Na verdade eu te amo
De uma forma exagerada
Se é o tempo ou quantas vezes
O que me importa é fazer-te amada.
149
EU BUSCO UMA ESTRADA
Eu busco uma estrada
Cheia de flores coloridas
Para andar por esta vida
Nela ouvir os pássaros a cantar
Alegrar-me sem fantasias
Curtir minhas alegrias
Viver a realidade e não sonhar
Quero sentir a harmonia
Estar em sintonia com a natureza
Contemplar sua beleza sem par
Quero sentir o cheiro das flores
O cheiro do mato e estar perto
De fato de seus moradores
Quero fugir dos rumores da cidade
Sem sentir saudades
Quero matar minha vontade do campo
Quero cultivar a terra onde tudo se encerra
Esta que nos leva de volta
Ao lugar de onde saímos.
Cheia de flores coloridas
Para andar por esta vida
Nela ouvir os pássaros a cantar
Alegrar-me sem fantasias
Curtir minhas alegrias
Viver a realidade e não sonhar
Quero sentir a harmonia
Estar em sintonia com a natureza
Contemplar sua beleza sem par
Quero sentir o cheiro das flores
O cheiro do mato e estar perto
De fato de seus moradores
Quero fugir dos rumores da cidade
Sem sentir saudades
Quero matar minha vontade do campo
Quero cultivar a terra onde tudo se encerra
Esta que nos leva de volta
Ao lugar de onde saímos.
93
A MINHA ALMA SE ABATEU
A minha alma está abatida
Os meus olhos entristecidos
Uma angústia há tempos não tida
Fez os meus ossos envelhecidos.
Trouxe-me um choro amargurado
Turbando-se os meus sentidos
Deixando meu coração apertado
Um crepitar de joelhos combalidos.
Dobrados ao chão amortecidos
Corpo encurvado e o espírito aflito
Pelo medo dos sinais recebidos
A alma clama por um veredito.
Que seja por perdão favorável
Que Deus seja misericordioso
Aplacando a tristeza abominável
Absolvendo-me do mal furioso.
Os meus olhos entristecidos
Uma angústia há tempos não tida
Fez os meus ossos envelhecidos.
Trouxe-me um choro amargurado
Turbando-se os meus sentidos
Deixando meu coração apertado
Um crepitar de joelhos combalidos.
Dobrados ao chão amortecidos
Corpo encurvado e o espírito aflito
Pelo medo dos sinais recebidos
A alma clama por um veredito.
Que seja por perdão favorável
Que Deus seja misericordioso
Aplacando a tristeza abominável
Absolvendo-me do mal furioso.
113
SONHO A BEIRA MAR
Olhando para o céu vendo pássaros voarem
Vendo nuvens de algodão se desmancharem
Sol de verão num calor de se escaldar
Eu sem ninguém para me consolar a beira mar
As ondas quebram num balanço devagar
Estou isolado paquerando a solidão
Imaginando o canto das sereias
Para me distrair faço castelos de areia
Esperando sempre ela aparecer
Aquela que conquistou o meu coração
Deixando-me perdido e solitário
Aguardá-la assim tem sido meu sacrifício
Buscá-la aqui tornou-se-me um vício
Mas agora a solidão já me namora
Minha paixão se ela não mais voltar
Quantos crepúsculos e quantas auroras
Não vejo a hora de o mar me acordar.
Vendo nuvens de algodão se desmancharem
Sol de verão num calor de se escaldar
Eu sem ninguém para me consolar a beira mar
As ondas quebram num balanço devagar
Estou isolado paquerando a solidão
Imaginando o canto das sereias
Para me distrair faço castelos de areia
Esperando sempre ela aparecer
Aquela que conquistou o meu coração
Deixando-me perdido e solitário
Aguardá-la assim tem sido meu sacrifício
Buscá-la aqui tornou-se-me um vício
Mas agora a solidão já me namora
Minha paixão se ela não mais voltar
Quantos crepúsculos e quantas auroras
Não vejo a hora de o mar me acordar.
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema