1971
Lista de Poemas
VERÁS COM OS TEUS OLHOS
Verás com os teus olhos
Não com os alheios
Verás e terás espanto
O que foi desprezado
Ironizado e humilhado
Voltou diferente
Está exposto
Em um lugar de destaque
Verás e não entenderás
Ficarás boquiaberta
Desceu à sarjeta
Não levantará mais
Foi a sentença
Mas o mal não é real
Assim como você pensa
Sou mais espiritual
Estou nem aí para a tua crença
Vem e vede e perca a esperança
Tua carne tem sede de vingança
Mas teu desejo é nulo
Tua força é pouca
E o teu coração mole
Como de uma criança.
Não com os alheios
Verás e terás espanto
O que foi desprezado
Ironizado e humilhado
Voltou diferente
Está exposto
Em um lugar de destaque
Verás e não entenderás
Ficarás boquiaberta
Desceu à sarjeta
Não levantará mais
Foi a sentença
Mas o mal não é real
Assim como você pensa
Sou mais espiritual
Estou nem aí para a tua crença
Vem e vede e perca a esperança
Tua carne tem sede de vingança
Mas teu desejo é nulo
Tua força é pouca
E o teu coração mole
Como de uma criança.
90
UM AMOR SOMENTE MEU
Estou querendo amar
Um amor somente meu
Infelizmente querer não é poder
Quero tanto encontrá-lo
Quem sabe um dia
Não importa o tempo
Nunca é tarde para amar
Ser somente dele
Um amor agradável
Daqueles que te fazem
Andar por sobre as águas
Esperar não uma mensagem
Instantânea
Mas uma carta de amor daquelas
Que demoravam dias
Para ser recebida
A sorte ainda
Não bateu em minha porta
Meu coração sofre esperançoso
E sem ele morro a cada dia
Mais por dentro.
Um amor somente meu
Infelizmente querer não é poder
Quero tanto encontrá-lo
Quem sabe um dia
Não importa o tempo
Nunca é tarde para amar
Ser somente dele
Um amor agradável
Daqueles que te fazem
Andar por sobre as águas
Esperar não uma mensagem
Instantânea
Mas uma carta de amor daquelas
Que demoravam dias
Para ser recebida
A sorte ainda
Não bateu em minha porta
Meu coração sofre esperançoso
E sem ele morro a cada dia
Mais por dentro.
89
UM HOMEM SEM PAZ
Um homem sem paz geme
Um homem atribulado
Sua alma treme
Seu coração fica apertado
Vive um homem desesperado
Assustado
Sua mente enlouquece
Com o passar do tempo
Sem paz se adoece
Um homem sem paz não tem gosto
Se o que te tira a paz não fenece
Sem ela o homem é deposto
Da alegria, ânimo e satisfação
Sem paz o homem anda encurvado
Carregando um peso buscando a razão
Se perguntando por que vive abafado
Se há espaço num mundo de imensidão.
111
ONDE EU TIRAREI ÁGUA?
A água da minha cisterna secou
Onde eu tirarei água?
Para matar a minha sede de amor
E de carinho
Em outras fontes
Não encontrarei água como a dela
E quão difícil é cavar outra
Além do risco da água encontrada
Não ser de boa qualidade
Preciso clamar para que mine
Novamente água em minha cisterna
Para que ela se encha e transborde
E eu torne a beber da sua água
Tanto amor e carinho
Para me saciar enquanto eu tiver sede.
Onde eu tirarei água?
Para matar a minha sede de amor
E de carinho
Em outras fontes
Não encontrarei água como a dela
E quão difícil é cavar outra
Além do risco da água encontrada
Não ser de boa qualidade
Preciso clamar para que mine
Novamente água em minha cisterna
Para que ela se encha e transborde
E eu torne a beber da sua água
Tanto amor e carinho
Para me saciar enquanto eu tiver sede.
133
A VIDA É ASSIM
A vida é assim e ela passa
Em alguns dias você ri
Em outros não tem graça
A vida é assim um colibri.
Voa rápido, coração acelerado
Sugando o néctar das flores
Voa para trás sem voltar ao passado
Na boca o doce como se fossem os amores.
189
AO MENOS UMA MIRAGEM
Estão me revolvendo em areia quente
A minha boca encheu-se de pedrinhas
O meu paladar tem gosto de vidro
O lacrimejar dos meus olhos é intenso
Não há água para lavar a boca
Já cuspi todo o excesso
A minha boca e língua estão feridas
E os meus lábios sangram
Coisas altíssimas
O calor é imenso
A minha pele se avermelhou
Estou sedento
As pálpebras dos meus olhos
Não tem nenhum peso
E a minha mente congelou-se
A sensação é terrível
Quando se está vulnerável
Diante de lobos vorazes que querem te devorar.
Erimar Lopes.
A minha boca encheu-se de pedrinhas
O meu paladar tem gosto de vidro
O lacrimejar dos meus olhos é intenso
Não há água para lavar a boca
Já cuspi todo o excesso
A minha boca e língua estão feridas
E os meus lábios sangram
Coisas altíssimas
O calor é imenso
A minha pele se avermelhou
Estou sedento
As pálpebras dos meus olhos
Não tem nenhum peso
E a minha mente congelou-se
A sensação é terrível
Quando se está vulnerável
Diante de lobos vorazes que querem te devorar.
Erimar Lopes.
197
JOIA SEM APREÇO
Depois daquilo tudo
Mal consigo olhar em teu rosto
Depois de tantos absurdos
O que se assenhoreia de mim é desgosto
Feridas mal curadas
De um passado não resolvido
Memórias relembradas
Que do coração não há despido
Qual a minha culpa nisso tudo
Para suportar tanta estupidez?
Não fui eu quem transtornou seu mundo
Entrar nele foi tremenda insensatez
Escondeste-me amarguras profundas
E as descarrega em mim inocente
Não mereço tuas crises iracundas
Muito menos esperar que eu fique doente.
Mal consigo olhar em teu rosto
Depois de tantos absurdos
O que se assenhoreia de mim é desgosto
Feridas mal curadas
De um passado não resolvido
Memórias relembradas
Que do coração não há despido
Qual a minha culpa nisso tudo
Para suportar tanta estupidez?
Não fui eu quem transtornou seu mundo
Entrar nele foi tremenda insensatez
Escondeste-me amarguras profundas
E as descarrega em mim inocente
Não mereço tuas crises iracundas
Muito menos esperar que eu fique doente.
124
O QUE ME FAZ CHORAR
Há tantas coisas que nos fazem chorar
O que me faz chorar: A fome dos outros
Daqueles que não têm o pão
Os enfermos em leitos de dor
Se para a morte ou não
As tragédias sem explicação
As guerras em decorrência da ambição
Os velhinhos nos lares ou asilos
Sem a atenção dos parentes
A tristeza nos olhos de uns doentes
Os órfãos deixados de formas tão carentes
A ofensa abrupta que oprime a alma
As palavras duras ditas sem calma
O choro dos que choram pela morte
Daqueles que partiram
Pelos pais, irmãos, e filhos
Pela grandeza que é Deus
Choro aos pés Dele
Pela misericórdia e bondade.
O que me faz chorar: A fome dos outros
Daqueles que não têm o pão
Os enfermos em leitos de dor
Se para a morte ou não
As tragédias sem explicação
As guerras em decorrência da ambição
Os velhinhos nos lares ou asilos
Sem a atenção dos parentes
A tristeza nos olhos de uns doentes
Os órfãos deixados de formas tão carentes
A ofensa abrupta que oprime a alma
As palavras duras ditas sem calma
O choro dos que choram pela morte
Daqueles que partiram
Pelos pais, irmãos, e filhos
Pela grandeza que é Deus
Choro aos pés Dele
Pela misericórdia e bondade.
115
NÃO MAIS ME CULPE
Não mais me culpe
Pelas suas infelicidades
Já foi removida de mim
A pedra que esmagava o velho homem
O trajo incomum que causava tristezas
Já foi rasgado cima a baixo
Não carrego mais o peso do sofrimento
Nem visto mais a ignomínia em meu corpo
Lancei-me sobre as asas do tempo
Deixo-me ser levado nu de carências
Na vastidão do que é novo
Sem pretensões, sem remorsos
Fugindo das curvas
Onde não se vê o que vem adiante.
Pelas suas infelicidades
Já foi removida de mim
A pedra que esmagava o velho homem
O trajo incomum que causava tristezas
Já foi rasgado cima a baixo
Não carrego mais o peso do sofrimento
Nem visto mais a ignomínia em meu corpo
Lancei-me sobre as asas do tempo
Deixo-me ser levado nu de carências
Na vastidão do que é novo
Sem pretensões, sem remorsos
Fugindo das curvas
Onde não se vê o que vem adiante.
107
SOMOS LABIRINTO DE NÓS MESMOS
Quando a vida se fecha num labirinto
E ficamos dando voltas sem encontrarmos uma saída
Aí paramos e pensamos sobre todo o tempo empregado
E ainda não termos encontrado uma saída
E perdidos nesse labirinto
Certamente tem alguém perdido a nos procurar
E outros perdidos a procurarem outros
Que seriam supostamente uma saída
E ao final acabamos todos nos trombando nesse labirinto
E muitos acabam por não serem a saída de alguém
Que continuará perdido nesse labirinto
E o tempo não para
E nós já percorremos todo esse labirinto
Como no desenho “Caverna dos Dragões”
Quando se está a encontrar uma saída
Somos impedidos por alguma coisa alheia à nossa vontade
E tudo volta ao começo
Aí todas as saídas se espalham novamente
Como numa brincadeira de esconde-esconde
Temos que encontrar sozinhos a saída
Podemos ser iludidos por alguém
Que nos frustrará ainda mais
Envelheceremos nesse labirinto e morreremos nele
Porque a nossa vida é esse labirinto
Pode ser imenso se formos longevos
Ou pequeno se pouco vivermos
A saída está dentro dele, ou seja, dentro de nós
Somos o labirinto de nós mesmos.
E ficamos dando voltas sem encontrarmos uma saída
Aí paramos e pensamos sobre todo o tempo empregado
E ainda não termos encontrado uma saída
E perdidos nesse labirinto
Certamente tem alguém perdido a nos procurar
E outros perdidos a procurarem outros
Que seriam supostamente uma saída
E ao final acabamos todos nos trombando nesse labirinto
E muitos acabam por não serem a saída de alguém
Que continuará perdido nesse labirinto
E o tempo não para
E nós já percorremos todo esse labirinto
Como no desenho “Caverna dos Dragões”
Quando se está a encontrar uma saída
Somos impedidos por alguma coisa alheia à nossa vontade
E tudo volta ao começo
Aí todas as saídas se espalham novamente
Como numa brincadeira de esconde-esconde
Temos que encontrar sozinhos a saída
Podemos ser iludidos por alguém
Que nos frustrará ainda mais
Envelheceremos nesse labirinto e morreremos nele
Porque a nossa vida é esse labirinto
Pode ser imenso se formos longevos
Ou pequeno se pouco vivermos
A saída está dentro dele, ou seja, dentro de nós
Somos o labirinto de nós mesmos.
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema