Lista de Poemas

o homem só


o homem só
morre por
ter-se
recusado a
(virar)
borboleta
525

versívoro


mudo
testemunho
dizemos a
quietude
de ser na
luz
mais
de ser ainda
na sombra
escrevemos
viva
ó
viva
semp
terna
pergunta
por que é
preciso sofrer
para descobrir
provisório
por quê

versívoro
ser
não sendo
criar salva
do desespero
cria(-se) em
desespero
cria(-se) do
desespero
lamenta a
lentidão da
luz
tua mãe lacrimeja
antes que tu
vejas
depois da morte
não poderás mais criar
desculpas para a culpa
de ter nascido só uma
vez
verseja
505

todos


todos no nascimento
todos no enterro
flores para todos
em ambos os momentos
511

supernova


ouro
outrora estrela

outro
minério de mim
564

confusão


e apesar da morte
palavras
esta urgência do vivo
que é multiplicar
se
s
que é perdurar
perdurar
ok
mas por quê

se não se pressupõe o tempo como essência
então só há o que há
e tudo vale tudo
ou nada
apenas por si
ou melhor
apenas por ser
por existir
e fazer ou escrever
seja lá o que for
literaturao
bituários
cartas de amor
vale o mesmo
(tudo ou nada)
apenas mais ou menos
quando visto em contexto
considere este texto
assim
perdido num blog ou num sebo
há nele um sentimento ou conceito
que talvez só existam em seus olhos
ou em minhas lembranças
ou
mais provável
que apenas sejam quando nossas dú
vidas se con
fundem
num breve beijo de lingua
gem
548

açougue de signos


no açougue de si
gnos ou cemitério ci
ber n
ético
todos os tipos de cortes à escolha do cli
ente
539

chuvisco


no disco
ao raio da agulha
condensa-se o silêncio
corre o chuvisco
quase-música
.............................
nas alturas
ao raio de Zeus
cai a chuva
fria
úmida
tédio
sobre prédios
559

eule


o
eu
ele
me
sm
o
542

janelas


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571

Usar

usar carvão
para escre
ver

a
trev(id)a
trans

lúcida
trans
(o)cedental

i(r)ra
cio
(a)nal

oceânica
pup
πla
372

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Fábio Romeiro Gullo (1980, Santos, SP, Brasil) é escritor, tradutor, crítico literário e artista multimídia, com textos e trabalhos visuais publicados em sites, blogs e revistas eletrônicas.