Fábio Romeiro Gullo (1980, Santos, SP, Brasil) é escritor, tradutor, crítico literário e artista multimídia, com textos e trabalhos visuais publicados em sites, blogs e revistas eletrônicas.
no disco ao raio da agulha condensa-se o silêncio corre o chuvisco quase-música ............................. nas alturas ao raio de Zeus cai a chuva fria úmida tédio sobre prédios
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mar
mar ave ilha
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o canto das sereias
após Maurice Blanchot
Sem sombra ao sol, não há sereias; sem centro, silencioso, o canto desses seres não soa: é, somente: o canto mais distante da Terra, equidistância constante sublime e leve horizonte: palavra em que onde, origem e fonte se fundem e a fundam.
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homorte
desaprumo dragão de veias sangue dissolvido na chuva escorre na sarjeta
assinatura do desacordo entre mar e corpo
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confusão
e apesar da morte palavras esta urgência do vivo que é multiplicar se s que é perdurar perdurar ok mas por quê
se não se pressupõe o tempo como essência então só há o que há e tudo vale tudo ou nada apenas por si ou melhor apenas por ser por existir e fazer ou escrever seja lá o que for literaturao bituários cartas de amor vale o mesmo (tudo ou nada) apenas mais ou menos quando visto em contexto considere este texto assim perdido num blog ou num sebo há nele um sentimento ou conceito que talvez só existam em seus olhos ou em minhas lembranças ou mais provável que apenas sejam quando nossas dú vidas se con fundem num breve beijo de lingua gem