Fábio Romeiro Gullo (1980, Santos, SP, Brasil) é escritor, tradutor, crítico literário e artista multimídia, com textos e trabalhos visuais publicados em sites, blogs e revistas eletrônicas.
todos no nascimento todos no enterro flores para todos em ambos os momentos
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sobre o pó
do pó ao po eta
per vers
a o poe sia ma
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posto
novos templos e um armazém de energia líquida ali, no posto de abastecimento do bairro novo ao abrigo de um excesso de água ofendida (deus que o Capitalismo não aplaca) à espera do transporte que me leva de urbe a outra a cidade se deixa observar, circula a energia vira palavras, transmuda
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janelas
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sol
sol solua soluamor
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PALAVRASãOENSINADAS
COISASãOENSIMESMADAS
POEMAMBIVALêNCIA
VARALPARAPALAVRAS
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obturador (exposição longa)
abrir e não fechar mais as pálpebras (não se abrem os olhos, assim como não se abrem portas), ver o vaievem de pessoas até que se tornem todas um só feixe furta-cor até que se de(s)corem todos os preços e os ciclos sazonais das promoções e últimas tendências até que se compre(enda) a perimtranscendência imóvel do concreto das fundações e do vidro da vitrine onde se pode ve(nde)r até a própria aparência
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se
se (não) sei que (m) (não) so (u) (não) so (u) (in) certo (de) que (m) (não) so u