Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

n. 1999 BR BR

a poesia morreu, espero que entenda

n. 1999-04-21, Irati,PR

Perfil
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Poema Perfeito

Liricamente impecável 
                      Incrivelmente burro
Estudei todas as formas de fazer poesia
                               Escrevi o poema perfeito:
                                                                     O nada
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Poemas

32

Escrever

Se virou uma obrigação
Esquece então
Eu somente escrevo
Sinto o que escrevo
Escrevo o que sinto

É simples assim

Como a chuva que cai no chão
As nuvens estão cheias
Então
Só fazem chover

Sem segredo
Assim que deve ser
Desse jeito deve ver
346

Meu coração é um bar e estamos fechados

Meu coração é um bar fechado
só abre a noite
quando eu durmo
tem muita bebida
mas não tem pessoas
tem vidros escuros
ninguém vê quem está dentro
tem vezes que eu entro
para organizar a bagunça
virar a placa:
ESTAMOS FECHADOS
368

Dezembro continua sendo o pior dos meses

Das palavras que esqueci
Dos poemas que não escrevi
Dos versos que decorei
Das palavras que desperdicei
Dos anos de que nem sei

Esse ano eu morri
renasci
sumi
sofri
sorri

Dezembro não tem fim
O que será de mim

417

Já não me canso de ser péssimo

Sinto que sou o único vil entre mil
todos tem progedido
eu regresso, PROTESTO!
Já não me canso de ser ridículo
Já não me canso de ser infame
377

Casa de espelhos (contranarciso)

Contranarciso

Eu
Espelho-me
Em uma pessoa
Ela nem sabe
O outro, também
E assim nós somos
Em cada eu
Existe nós
Nós existimos
410

Vomitar

A minha vontade é vomitar essa vontade para fora
Como se em um pequeno ato
Saísse de mim
Todo esse mal-estar sentimental
De fato, um fardo difícil de lidar
385

POESIA CONCRETO

p                                           o
o                                           ã
e                                           n
 s                  VÊ                    m
i                                            e
a                                           u
é                                           q
  i   m   a   g   e   m   p   a  r  a 
384

cada passo um poema

Esta linha vem sem medo

Vencem logo cedo

Cantam em seu pranto

Ponha-se a rodar

Proponha-se a dançar

Pobres linhas que agonizam, cada passo um poema.
328

Papel

Minha mão
Já não
Tem controle 
Se não tem papel
Subo nas nuvens 
Escrevo no céu 
311

4. APAIXONADO

Eu tenho esse lado
Que permaneceu
Adormecido

Confesso

Não havia
Percebido
326

Comentários (3)

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Bons poemas, poeta. Já estive em Irati e faremos um congresso literário aí em novembro

paola_

te seguindo no instagram =)

paola_

bacana que já tens livro publicado!