Neste dia outras cores
Hoje o céu é azul e branco
e tudo aqui em baixo é amarelo, quase aurora.
é,
até os pássaros,
não tão belos quanto os de outrora.
Guilherme Rosa
Verão de 2015.
Hoje o céu é azul e branco
e tudo aqui em baixo é amarelo, quase aurora.
é,
até os pássaros,
não tão belos quanto os de outrora.
Guilherme Rosa
Verão de 2015.
Hoje o céu é azul e branco
e tudo aqui em baixo é amarelo, quase aurora.
é,
até os pássaros,
não tão belos quanto os de outrora.
Guilherme Rosa
Verão de 2015.
vó,
hortelã
bolinho de chuva
manhã
a paz gostava de lhe fazer visitas,
sabida como ela só.
Guilherme Rosa
Verão de 2015.
Reduzo o som da vitrola moderna a tocar
com meus dedos do século XXI.
Como se com a mão impedisse o chocalho de chacoalhar,
sei lá, no ano 1651.
Isto para escrever este relato, relaxar,
e tentar desviar a atenção de algum eu
que incitou-me a beber e fumar pela tarde
mas que covarde, não?
Sabendo das minhas fraquezas
e de como isto por ora arde, apesar da arte.
Sim, arte, mas a parte
do gesto
do trejeito
a tristeza esfumaçada que paira mas não sara
Só vai e volta,
Por isso, a parte
pois não deve fazer parte do presente
esta arte
apesar de existente, latente.
Guilherme Rosa
Primavera de 2015.
Num só caminhar,
quanto a observar,
o som do cantar,
o som do andar.
O verde a me convidar,
recuso.
O azul me espera pro jantar.
Guilherme Rosa
Verão de 2015.Cantarolava: "Que saudade da Amélia..."
Ah... Que saudade da velha.
Pretinha, cidinha,
de pele bem torrada.
Que saudade dos teus contos
cheios de encontros e desencontros.
Das histórias, do carinho.
Proseava,
reclamava,
principalmente nos dias findos
quando a confusão lhe incomodava.
Mineirinha de sampa,
do radinho inseparável
Mexia as cadeiras pro samba,
amável.
Assim era a vó materna,
de coração terno,
eterna.
Guilherme Rosa
Verão de 2015.
Graça, de anseios,
ou não.
Sabe-se lá o que passa
em seu coração,
que as vezes guarda o que o mar dos teus olhos tenta reter,
em vão.
Quando a maré dos olhos está alta
ao menos um pouquinho se sabe do coração,
ou não.
Graça,
que o verde alegre dos teus olhos nunca esfrie o tom,
são encantadores assim.
Graça mãe,
para os filhos deu muito amor.
Viva,
a felicidade te convida para a vida.
Cante e encante,
seja.
Enalteço teu ar
com palavras ora sem graça,
mas que pouco almejam tê-la,
sei do seu trato com ela para sê-la.
Guilherme Rosa
Verão de 2015.
Voa,
voa vento ruim.
Pra longe, vai.
Avoa.
Me deixa aqui,
com meu cacho de uvas
que pousou cá.
Vai lá!
Guilherme Rosa
Verão de 2015.
Ora triste,
ora alegre.
Ora sorrindo,
ora só indo,
ora rindo, indo.
Ora dançam juntas,
tristeza e felicidade.
Ora bem-vindas,
hora da intimidade.
Guilherme Rosa
Verão de 2015.
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