Heinrick

Heinrick

n. 2003 BR BR

Minha poesia é triste porém péssima. Casualmente me sinto apaixonado, casualmente me sinto casual, sempre pressionado por si a ser o melhor possível e isso dói. Geralmente eu me sinto orgulhoso por conseguir respirar tanto mesmo sem um motivo. Bom, talvez seja só isso.

n. 2003-01-31, São Paulo, SP

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Ass. Um anonimo

Penso logo existo
Penso logo hesito
Penso logo descarto
Minhas palavras não valem de nada
Mas dizem que o que vale é a intencão
Bom, então
Aqui minhas palavras estão
Ler poema completo

Poemas

26

Peito De Papel Açoitado

Puro, como verdade
escorre puro, alíbido
Como engolir o cidro
dessa falsa fraternidade

Que me fratura,
a tortura, puro, puro;
Como a cura
daquilo a doer

Como se encontrar, em planos diferentes
Tudo que corta, vai precisar sangrar
Mas felicidade é estancar
Porque pra sorrir basta os dentes

Sangue estanca
Minha caneta de alavanca,
levanto as letras em troca meu peito espanca;
minha alma se tranca

Foge da adaga,
minha mente se rasga
meu pulso que paga.
Meu choro afaga;
a chama do ódio apaga
Ódio de si,
que meu peito açoitado traga

Como se escrevo no própio receio:
de sangue, de choro
de ódio, de fogo.
Verso feio; De anseio
667

Ospitau

Hoje vi uma moça, raivosa
pois parecia decente
do psicológico perecido ansiosa
protegendo sua cria doente

Aos berros entrou no hospital.
"Isso não é um hospício!!!"
"É um lugar do mal",
a moça responde

5 Horas de espera
Ou seriam 6?
Menina doente, avia feito 7
de viver xanse nem 1 pouco

a mãe pula o balcão como numa celva
amarrada por fios e cordões
então a polícia é chamada
cim, pelos vilões

vilões invisíveis, mas perceptíveis
eses os verdaderos selvagems animais
robaran dinheiro, robam sonhos, robam vidaz 
qe noz roubaran as ezcolas e os ospitais
1 076

Modernista do Século XXII

Medo da morte não temos
medo doque não sabemos.
Oque é que vem depois?
a vida é uma só, ou se divide em dois?

De quando era pequenino;
jovem tolo, jovem menino.
De quando eu corria atrás do que via na frente
hoje eu vejo aquela poesia de olhos e pernas, indiferente

Nem tentei, qualquer elogio mente.
Não consigo mesmo, pra ela insuficiente,
pra essa poesia sou o suficiente;
Nada mais que o suficiente
685

a morte mora no fumacê

Ouço poesia
Me sinto mais poesia
Vejo uma pessoa viva
Me sinto mal

stagnado, pelo menos morto,
assim me livro
de ser vivo.
dos dogmas dos incônscientes
nem vivos, eles só desfalecidos

Ao menos isso
os dêmonios do poeta
quem sabe lhes-retiro
morto, não vivo
eu só escrevo
eu só respiro

escrevo, suspiro
choro, respiro
sangro e repito

tempos que não como nem durmo,
piedade me imploro,
me tranco e choro
e se saio é porque fumo
672

alteração da aliteração

da cultura, até cultuamos
homem cultos
sábios e machucados, eles ocultos
que não curamos

jogo com a palavra
e aposto nela
mas já vi fugir a tela
com medo da aquerela que pensei que seria dela

meu caderno se tivesse olhos
veria, quando eu viria, então fugiria
com esses olhos, quem me olharia...
se olhasse, pouco olhasse, nojo teria

Letras rabiscadas a mão, a fé
fé de alguém que não crê em si
caderno molhado de lama que afundou o pé
daquele do verso enxuto, que ganhou nojo de todos que... 'conheci'...

A fé era eu;
O caderno era eu;
A letra era eu.
Conheci então. Não conheceu...
poeta maldito você nunca me reconheceu
1 079

piadas em linhas mortas

Tipo poeta, homem morto
como se a linha fosse sentimento
como suícida, poeta morto
Cadáver que virou o próprio depoimento

Piadas pesadas que eu até sorri,
necrófilia é a desordem:
Porque eu já morri
sabe, essas linhas fodem

Simetria é um saco
a ponta pesa mais que o cabo.
Não é uma faca, uma caneta
e um cigarro do meu tabaco

não sou comovido, não ganho comoção.
Todo dia faço uma apelação
Nunca precisei repetir um verso
Por que esse merda de vida morta é um refrão?
1 072

Trapezista De Bar

Em meio aos bêbados
procuro uma prostituta
Sim a vida é luta, uma puta
Só preciso de dinheiro, pra cerveja e prazer

Que bêbado precisa
de uma equilibrista
se fosse pra morrer morreria
não tem moça bonita que seguraria

o sangue há de correr
meia noite e o trem atrasou
mas passou;
por cima do meu cadáver

oh chuva que me enterra
vento que berra
caído na terra que molha
até o céu me olha

tomei meu banho
nessa cidade até a água caiu escura
me sinto estranho
chuva chove ácida, tortura

quem diria, nessa vida de luta
poeta, trapezista arupanado
poeta, acertaram teu álvaro
Então morreu no braço da puta
1 066

Insônia do Morto

Por favor, imploro, não deixe a noite cair
Papéis, tantos amassados
Pulsos, tantos cortados
Mas a tinta vermelha ainda há de fluir

Quero morrer, não dormir

Talvez seja o fato de não querer acordar
Mas acordo... não queria
Uns imploram para acabar,
outros rezam por mais um dia

Na terra dos mortos,
vejo um sonho
impregnando tudo que componho

Na terra dos sonhos,
vejo a morte
uma caneta e um corte

tão subversivo
mas ainda submerso
Não! Imploro! Não me leve pro próximo excesso
Quem? Quem deu-me outro dia?
Quem me trouxe até o último verso?

683

REvolução REpetida dos REtrógrados

O meu eu, é eu!
O seu, quem escolheu?
A indústria, a empresa
a selva de dinheiro, a vontade é a presa

preso aos prazos
atrevidos mas atrasados?
concentidos com casos
Estúpidos e errados

eles gritam revolução
mas falam dos mesmos tema
da mesma merda
pintam da mesma cor
usando a mesma roupa

arte não é amor caralho
viver não tem a ver com vencer
jogar não é só embaralhar o baralho
música não é fazer barulho
Esculpir arte não é juntar entulho

eu me aceito, pensamento ético
mas o poquinho que sobrou do meu sálario
gastei em roupa e cosmético

Linhas com L de lindas; 
Versos com M de maquiagem

Você nem sabe, ou se indentifica
Porque as pessoas gostam? 
É normal gostar de tudo
Hoje a revolução não crítica....

A burrice é pensar que qualquer merda
é soldado
que qualquer cola é cimento
e quando o teto cair
Você ainda bota a culpa no vento
600

Não é boa Sede

profetizando prefácios
vazios e vazios
a sede flui como um rio
que o verme se embebedou e sorriu

temperatura sóbria
original, pior que a cópia
pior que tudo
pior que mudo

eu mudo?
nunca mudei
nada mudou
sorriu verme que embebedou

Cara eu sou bom
eu sou mais ou menos
Coroa eu sou ruim
eu sou sim, com certeza

tipo a vida é uma sorte
que me azara
eu nem sou forte
mas a ferida sara
eu corto de novo e sem tara
cara
tem um risco no pulso
uma cicatriz no caderno 
e uma lágrima na cara
1 025

Comentários (6)

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CORASSIS

Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,

Alex Jr

Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço

cfs
cfs

Marcelo. Tem instagran ?

marianaLilibelty
marianaLilibelty

Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3

Luciana Souza

Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!