Isabella Nascimento

Isabella Nascimento

n. 1987 BR BR

n. 1987-08-11, Em algum lugar do mundo

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De hoje em diante

De hoje em diante
Meus olhos não olharão mais
Teus olhos
Minhas mãos não entrelaçarão mais
Tuas mãos
Meus ouvidos não ouvirão mais
Tua voz
Até doce do teu sorriso
Será esquecido
Não quero mais ouvir
Tuas palavras vãs
Não quero mais sentir
Tua respiração
Agora eu vou
Pegar meu coração de volta
Pois dele tu zombastes
Ristes
Brincastes
Perdestes




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Poemas

48

SUAVE MISTÉRIO

Tão simples como uma flor
Tão calmo como um rio
Tão sério como uma águia
Traz calma ao meu ser
Ameniza minhas dores
Tão longe, e ainda sim tão perto
Solto e ao mesmo tempo preso
Olhos tão negros, tão serenos
Fixos e petrificantes
Um lago negro e profundo
Que mergulho sem medo
Embora não sinta os pés no chão
O aceito, simples, calmo e sério...
Pois pra sempre será...
Um tão grande mistério!

517

PEDRAS DA VIDA

Grandes pedras no caminho
Delas desviamos-nos facilmente
Gabamos-nos destes feitos
E mereçemos, pois tivemos força
Para não deixala tornar-se obstaculo
Mas as pequenas... Ah! As pequenas
Silenciosas e invisíveis no caminho
Turva-nos a visão, cega nos
Nelas tropeçamos, fere-nos os dedos
E quiçá até nos levem à queda
Fortes mesmos, os que delas desviam
Que de longe as veem
E não se deixam enganar
Pelo seu insignificante tamanho
Não são apenas fortes, acima disso, sábios
Porque o que se faz visto, é conhecido
Mas o invisível, abriga o perigo...



511

JANELA

Olhe olhos tão negros
Tal qual um lago profundo
Águas paradas, porém densas
Deu medo, causou arrepio
Taquicardia repentina
Esses olhos não estranhos
Já o vira outrora
Ou será que não?
Em outra face talvez
Certamente era o mesmo brilho
Não corri, não me escondi
Paralisei...
Tão sério, tão fixo
Tão sóbrios e marcantes
Uma música cuja letra não conheço
E uma canção serena na mente
Olhos negros e profundos...
578

SEGREDO

Um lugar que não sei onde
Um rosto que não defino
Um som que não posso ouvir
Um enigma a descobrir
Diferentes maneiras
De a vida perceber
Comum em algum sentido
Algum pensamento
Em alguma nota
Alguma leitura
Algum momento
Dois segredos
E uma intuição
498

CRISTAL

Calaram minhas palavras
Já não podem soar aos quatro ventos
Um prenúncio de boas novas
Que se desfez qual bruma
Um toque, trincou-se
O que era, já não é
Tentar reparar,
Quebra e sangra
Arriscar é preciso
Talvez se restaure
E não se despedace
Ou talvez vire pó
E não haja outro fim
Senão um canto qualquer
Que torne um lindo cristal
Guardado, esquecido













561

Espera

Perco me no tempo
Segundos são horas
Horas são dias
Dias são meses
Um segundo que passa
Traz-me suspiro
Hora a fio
Mal posso aguentar
Dia então...
Lágrimas como cascatas
O medo da ausência sonda-me
Fantasmas sufocam-me
Mas a presença acalma-me
Conforta e renova-me
Renova-me para o amor

504

INDIFERENTE

Minha voz ecoou por vezes
Lamentos, angústias, dissabores
Disse fim à meia boca
Apenas pra voltar atrás, depois
Voltei, fiquei, esperei
Armas em punho, roleta russa
Embora já soubesse o fim do jogo
Feriu, sarou, feriu, calejou
Já não sinto mais a dor
Fiquei forte, suportei
Mesmo a custas de gritos
Aprendi a machucar também
Enfim cheguei ao ponto ideal
Inacessível, resguardo-me
Indiferente, retenho-me
Tranquila, adianto-me



509

A HORA É AGORA

Por vezes paramos e perguntamos
E isso que sonhei pra minha vida?
Não nos reconhecemos
A história parece inventada
O oposto do que pensamos que ia ser
às vezes calamos
Mas questionamos se somos feliz
Na vida, no trabalho, no amor
Queremos mais
Muito mais
Não há o que esperar
Não dá pra esperar
A vida está passando
A hora é agora
A hora de ser feliz!
576

QUERIA

Vejo duas estrelas
Que me fazem sonhar
Em poder beijá-las
E quem sabe tocar
Tão vivas tão intensas
Me tiram o sono
Quanto mais eu fujo
Mais perto me ponho
Vejo um raio de sol
Que me fazem tremer
Querem muito que brilhe
Somente quando me vê
Ouço uma música macia
Que meus ouvidos se encantam
Canção que me faz imaginar
Ser o motivo do canto
Vejo um mar tão forte
Tão intenso, delicioso
Quero banhar nesse mar
Sentir seu sabor
E na suas ondas deslizar





545

Já não sou quem fui

Me ponho a perguntar
Quem roubou minha força?
De tudo que já fui
Sinto grande saudade
O não que se transformava em sim
De quando não havia distância
Não havia empecilho
Na busca de minhas estrelas
Mal ponho o pé pra fora
Mal esboço um amerelo sorriso
Onde está meu sorriso?
Que se ria da criança pentelha
Que se deleitava com os amigos
Que sentia o alívio da paz
O amargor da vida adulta
Momento que outrora era sonho
Na crua realidade mostra
Que bom mesmo é ser criança
Inocente criança
Que pensa que o mundo é azul
Que o impossível não existe
Que todas as pessoas são boas
Que todos os sorrisos são sinceros
Que as estrelas não são tão longe
E que o amanhã
O amanha, será melhor

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