Lista de Poemas
SUAVE MISTÉRIO
Tão simples como uma flor
Tão calmo como um rio
Tão sério como uma águia
Traz calma ao meu ser
Ameniza minhas dores
Tão longe, e ainda sim tão perto
Solto e ao mesmo tempo preso
Olhos tão negros, tão serenos
Fixos e petrificantes
Um lago negro e profundo
Que mergulho sem medo
Embora não sinta os pés no chão
O aceito, simples, calmo e sério...
Pois pra sempre será...
Um tão grande mistério!
Tão calmo como um rio
Tão sério como uma águia
Traz calma ao meu ser
Ameniza minhas dores
Tão longe, e ainda sim tão perto
Solto e ao mesmo tempo preso
Olhos tão negros, tão serenos
Fixos e petrificantes
Um lago negro e profundo
Que mergulho sem medo
Embora não sinta os pés no chão
O aceito, simples, calmo e sério...
Pois pra sempre será...
Um tão grande mistério!
498
PEDRAS DA VIDA
Grandes pedras no caminho
Delas desviamos-nos facilmente
Gabamos-nos destes feitos
E mereçemos, pois tivemos força
Para não deixala tornar-se obstaculo
Mas as pequenas... Ah! As pequenas
Silenciosas e invisíveis no caminho
Turva-nos a visão, cega nos
Nelas tropeçamos, fere-nos os dedos
E quiçá até nos levem à queda
Fortes mesmos, os que delas desviam
Que de longe as veem
E não se deixam enganar
Pelo seu insignificante tamanho
Não são apenas fortes, acima disso, sábios
Porque o que se faz visto, é conhecido
Mas o invisível, abriga o perigo...
Delas desviamos-nos facilmente
Gabamos-nos destes feitos
E mereçemos, pois tivemos força
Para não deixala tornar-se obstaculo
Mas as pequenas... Ah! As pequenas
Silenciosas e invisíveis no caminho
Turva-nos a visão, cega nos
Nelas tropeçamos, fere-nos os dedos
E quiçá até nos levem à queda
Fortes mesmos, os que delas desviam
Que de longe as veem
E não se deixam enganar
Pelo seu insignificante tamanho
Não são apenas fortes, acima disso, sábios
Porque o que se faz visto, é conhecido
Mas o invisível, abriga o perigo...
501
JANELA
Olhe olhos tão negros
Tal qual um lago profundo
Águas paradas, porém densas
Deu medo, causou arrepio
Taquicardia repentina
Esses olhos não estranhos
Já o vira outrora
Ou será que não?
Em outra face talvez
Certamente era o mesmo brilho
Não corri, não me escondi
Paralisei...
Tão sério, tão fixo
Tão sóbrios e marcantes
Uma música cuja letra não conheço
E uma canção serena na mente
Olhos negros e profundos...
Tal qual um lago profundo
Águas paradas, porém densas
Deu medo, causou arrepio
Taquicardia repentina
Esses olhos não estranhos
Já o vira outrora
Ou será que não?
Em outra face talvez
Certamente era o mesmo brilho
Não corri, não me escondi
Paralisei...
Tão sério, tão fixo
Tão sóbrios e marcantes
Uma música cuja letra não conheço
E uma canção serena na mente
Olhos negros e profundos...
556
SEGREDO
Um lugar que não sei onde
Um rosto que não defino
Um som que não posso ouvir
Um enigma a descobrir
Diferentes maneiras
De a vida perceber
Comum em algum sentido
Algum pensamento
Em alguma nota
Alguma leitura
Algum momento
Dois segredos
E uma intuição
Um rosto que não defino
Um som que não posso ouvir
Um enigma a descobrir
Diferentes maneiras
De a vida perceber
Comum em algum sentido
Algum pensamento
Em alguma nota
Alguma leitura
Algum momento
Dois segredos
E uma intuição
489
CRISTAL
Calaram minhas palavras
Já não podem soar aos quatro ventos
Um prenúncio de boas novas
Que se desfez qual bruma
Um toque, trincou-se
O que era, já não é
Tentar reparar,
Quebra e sangra
Arriscar é preciso
Talvez se restaure
E não se despedace
Ou talvez vire pó
E não haja outro fim
Senão um canto qualquer
Que torne um lindo cristal
Guardado, esquecido
Já não podem soar aos quatro ventos
Um prenúncio de boas novas
Que se desfez qual bruma
Um toque, trincou-se
O que era, já não é
Tentar reparar,
Quebra e sangra
Arriscar é preciso
Talvez se restaure
E não se despedace
Ou talvez vire pó
E não haja outro fim
Senão um canto qualquer
Que torne um lindo cristal
Guardado, esquecido
542
Espera
Perco me no tempo
Segundos são horas
Horas são dias
Dias são meses
Um segundo que passa
Traz-me suspiro
Hora a fio
Mal posso aguentar
Dia então...
Lágrimas como cascatas
O medo da ausência sonda-me
Fantasmas sufocam-me
Mas a presença acalma-me
Conforta e renova-me
Renova-me para o amor
Segundos são horas
Horas são dias
Dias são meses
Um segundo que passa
Traz-me suspiro
Hora a fio
Mal posso aguentar
Dia então...
Lágrimas como cascatas
O medo da ausência sonda-me
Fantasmas sufocam-me
Mas a presença acalma-me
Conforta e renova-me
Renova-me para o amor
492
Mudei
Ouvi hoje alguém dizer
Que já não sou a mesma de antes
Me pus a perguntar
O que mudou?
Os olhos são os mesmos
A mesma boca
O mesmo cabelo
A mesma pele
Apenas o tempo passou
E deixou-os mais antigos
Mais ainda são os mesmos
Tudo está aqui
Mas entendi que não se tratava
Da simples parte palpável
Mas do ser que em mim habita
Que o tempo lapidou
O sofrimento me fez forte
A dor me refinou
Mas também me fez mais dura
E fria
Não mudei
Me mudaram
O tempo me mudou
A vida me mudou
Que já não sou a mesma de antes
Me pus a perguntar
O que mudou?
Os olhos são os mesmos
A mesma boca
O mesmo cabelo
A mesma pele
Apenas o tempo passou
E deixou-os mais antigos
Mais ainda são os mesmos
Tudo está aqui
Mas entendi que não se tratava
Da simples parte palpável
Mas do ser que em mim habita
Que o tempo lapidou
O sofrimento me fez forte
A dor me refinou
Mas também me fez mais dura
E fria
Não mudei
Me mudaram
O tempo me mudou
A vida me mudou
571
QUERIA
Vejo duas estrelas
Que me fazem sonhar
Em poder beijá-las
E quem sabe tocar
Tão vivas tão intensas
Me tiram o sono
Quanto mais eu fujo
Mais perto me ponho
Vejo um raio de sol
Que me fazem tremer
Querem muito que brilhe
Somente quando me vê
Ouço uma música macia
Que meus ouvidos se encantam
Canção que me faz imaginar
Ser o motivo do canto
Vejo um mar tão forte
Tão intenso, delicioso
Quero banhar nesse mar
Sentir seu sabor
E na suas ondas deslizar
Que me fazem sonhar
Em poder beijá-las
E quem sabe tocar
Tão vivas tão intensas
Me tiram o sono
Quanto mais eu fujo
Mais perto me ponho
Vejo um raio de sol
Que me fazem tremer
Querem muito que brilhe
Somente quando me vê
Ouço uma música macia
Que meus ouvidos se encantam
Canção que me faz imaginar
Ser o motivo do canto
Vejo um mar tão forte
Tão intenso, delicioso
Quero banhar nesse mar
Sentir seu sabor
E na suas ondas deslizar
524
INDIFERENTE
Minha voz ecoou por vezes
Lamentos, angústias, dissabores
Disse fim à meia boca
Apenas pra voltar atrás, depois
Voltei, fiquei, esperei
Armas em punho, roleta russa
Embora já soubesse o fim do jogo
Feriu, sarou, feriu, calejou
Já não sinto mais a dor
Fiquei forte, suportei
Mesmo a custas de gritos
Aprendi a machucar também
Enfim cheguei ao ponto ideal
Inacessível, resguardo-me
Indiferente, retenho-me
Tranquila, adianto-me
Lamentos, angústias, dissabores
Disse fim à meia boca
Apenas pra voltar atrás, depois
Voltei, fiquei, esperei
Armas em punho, roleta russa
Embora já soubesse o fim do jogo
Feriu, sarou, feriu, calejou
Já não sinto mais a dor
Fiquei forte, suportei
Mesmo a custas de gritos
Aprendi a machucar também
Enfim cheguei ao ponto ideal
Inacessível, resguardo-me
Indiferente, retenho-me
Tranquila, adianto-me
493
A HORA É AGORA
Por vezes paramos e perguntamos
E isso que sonhei pra minha vida?
Não nos reconhecemos
A história parece inventada
O oposto do que pensamos que ia ser
às vezes calamos
Mas questionamos se somos feliz
Na vida, no trabalho, no amor
Queremos mais
Muito mais
Não há o que esperar
Não dá pra esperar
A vida está passando
A hora é agora
A hora de ser feliz!
E isso que sonhei pra minha vida?
Não nos reconhecemos
A história parece inventada
O oposto do que pensamos que ia ser
às vezes calamos
Mas questionamos se somos feliz
Na vida, no trabalho, no amor
Queremos mais
Muito mais
Não há o que esperar
Não dá pra esperar
A vida está passando
A hora é agora
A hora de ser feliz!
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