Lista de Poemas

OPÇÕES

Viver é ser.

Suicidar é deixar de ser.

Morrer é não ser.

Desaparecer é eterno ser.
262

CELULAR

Serei a tela

Do seu celular,

Então terei

O seu olhar.
284

OPÇÕES


Viver é ser.
Suicidar é deixar de ser.
Morrer é não ser.
Desaparecer é eterno ser.
249

FLUIR

A enxurrada, que carregava
Meu barquinho de papel
E meu coração timoneiro,
Agora só reflete minha saudade.
339

PARA TODOS OS MEUS CACHORROS

JADISSE

 
Ainda menino, me vejo agarrado
Ao seu corpo de vira-lata, com pelagem preto e branco.
E sempre ao meu lado, com seu silêncio de monja,
Bem sei, para sempre estará.
 

FLUFFY

 
Poodle dourado, desejo da minha filha.
Encantou a todos com sua beleza,
Energia sem fim, amigo de todos, apesar da braveza,
Sem nunca deixar de ser terno e eterno.
 

MARVEL
 

Poodle dourado, caçador de pombas, sem cansar.
Brincava com seus mimos, como um menino.
Era muito inteligente, um privilegiado
E, às vezes, era bem danado.

 
PRÍNCIPE

 
Poodle dourado, doce, com porte elegante.
Carente de afetos, distribui lambidas.
Tem medo de tudo e eu de perdê-lo.
Empresta encanto, para todo canto das nossas vidas.
344

LEMBRAR

Os olhos,

Vagando no espaço,

Perdem-se.

Em seu lugar,

Fragmentos da vida,

Visões do passado,

Surgem.

E a vida,

Aguarda indiferente,

Num canto.



Registro 719.469 FBN 21/10/2016






632

COMPOR

Palavra,

Prostituta!

Possuo-te no lençol alvejado,

Da folha ainda vazia.

Assumes sentidos caleidoscópicos,

Quando minha pena te acaricia.

Deixas tua morada,

Nas filas do dicionário,

Para ser minha namorada,

Paga em numerário.

Em orgia,

Busco mais palavras

Para criar minha poesia!



Registro 719.469 FBN 21/10/2016



580

ASTRAL

Tem dias:

Que quero ser tatu,

Noutros gaivota.

No entanto, em tantos,

sou.



Registro 719.469 FBN 21/10/2016

634

DIA

Em auroras pálidas de um azul oculto

Brotam dádivas divinas do fim do Mundo

Que deixamos inertes, ao anoitecer...



Registro 719.469 FBN 21/10/2016

655

OS BEAGLES DO INSTITUTO ROYAL

Eram motivos de experimentos,

Apesar de tantos lamentos.

Viviam reclusos,

Por motivos confusos.

Sofriam maus-tratos,

Que não constam nos relatos.

Serviam à Ciência,

Com total inconsciência,

Do que a eles acontecia.

A multidão em fúria doentia,

Invadiu o Instituto Royal,

Etecetera e tal.

Todos nos sentimos mal,

Ao ver que a verdade,

Aparecerá só mais tarde,

Quando os Beagles roubados,

Estejam todos adotados.




Registro 719.469 FBN 21/10/2016



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Comentários (1)

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jcdinardo

Muito grato. Não escolhemos o que somos, mas ser poeta me deixa feliz.

Em Maio de 2019, publiquei meu primeiro livro: "Caos Estrelado" (Viseu). Na edição 85, Outubro 2019, da revista literária eletrônica "InComunidade" de Portugal, foram publicados seis poemas do livro. Participei das antologias poéticas: "Palavra é arte -poesias, 49ª edição" (Palavra é arte), "40 graus de versos" , "Fruto do teu ventre" e "Irmãos das letras" (EHS) , "Tempo para o amor" , "O Mundo parou - Relatos do período da pandemia" e "Amor em poesia" (Perse -Projeto Apparere), "Poesias para a nova década" (Casa Literária) e "Soturnos - Volume 5 - A Beleza das Trevas" (Círculo Soturnos). Em Setembro publiquei meu livro: "Gaivotas na Selva de Neon" (Viseu).