Lista de Poemas

Montanha




Eu preciso achar um tempo para mim.

Escalo esta montanha sem fim.
Parece que o mundo está em mim.

Através das nuvens brilham um sol que não pode ser visto.
Ele me mantém subindo.

Durante minha vida,
tem havido infortúnios e dores.

Mais já fui longe,
mais do que qualquer um.

Eu quero saber o que é realmente esta vivo.
Eu não tenho medo de tentar.
Eu sei que pode doer.
Eu não tenho medo.
189

Viajante das estrelas



Eu vi as estrelas.

eu vi mundos.
eu vi você chorando na borda da montanha.

Eu corro pelas estradas de estrelas.
Eu vi o tempo passando para todos, menos para mim.

Aqui estou eu.
Sendo eterno em meu mundo.
Sons distantes de um lugar esquecido.

Às vezes você se pega chorando por horas sem saber o motivo.
Eu ando sempre com a cabeça nas estrelas.
Eu corro por entre o cinturão do Órion.

Todos os nossos momentos se perderam no tempo.
Como pequenas pétalas de lagrimas na chuva.
184

Outro dia no paraíso.



Vi um reflexo na janela,

não reconheci meu próprio rosto.

Eu caminhei até minhas pernas parecem pedras,
a noite eu podia sentir o sangue em minhas veias.

Nenhum anjo vai me saudar,
somos somente eu e você amigo.

Minhas milhas e milhas que andei,
a noite caiu e eu estou acordado.

posso sentir essa dor.
Outro dia se levanta.
Outro dia no paraíso.
189

Meu tempo



Meu tempo foi aqui.

Meu tempo direito.
Meu tempo foi certo.
Meu tempo foi incerto.
Meu tempo foi distante.
Meu tempo foi perto.
Perto agora estou.
Perto de terminar esse verso.
Antes que o tempo termine.
182

Poeira das estrelas




Eu fecho meus olhos.

E viajo pelas eras.
Estamos tão envoltos nessa escuridão.
Todos os meus sonhos.
Se foram pela porta da frente.
Repetindo as mesmas coisas.
Do mesmo jeito que o vento bate nas montanhas ao longe.
Somos tão passageiros.
Nada vai durar para sempre.
Nem mesmo céu.
E nem mesmo o mais rico poderá comprar.
Somos poeiras.
Poeiras das estrelas.
170

CAMPO DE LEMBRANÇAS.


Ele pega sua ferramenta e vai para o campo.
Ele ara o campo, como seu avô o fez antes dele e seu pai também.
Aquele campo cercado de lembranças.
Ele cresceu, criou e morreu ali.
 
O sol jaz ao alto.
 
Tamanho meio dia ele ainda persiste na terá seca e batida.
Ali a água de seu suor rega as sementes.
 
Seu local particular.
Seu lar infinito de lembranças.
 
Ao final do dia sua enxada jaz de lado.
O sol se põe tão logo como nasceu.
Junto com as lembranças de sua infância seca.
Ele levanta e vai para casa,
pois amanhã deve voltar e regar novamente as lembranças no campo.
256

Escritor comum.


Não sou um escritor comum.
Sou menos comum do que a maioria.
Eu não sou tão inteligente como gostaria.
Eu sou mais do que gostaria.
Mediano penso.
Mais que médio.
Médio é apelido.
Posso ser mais do que apelido.
163

Som da chuva.



As batidas da chuva no teto soam em minha mente,

como uma canção.
Dentro do quarto estou imóvel na cama.
Dentro de mim soa uma canção diferente.
Uma canção de tristezas misturadas com gosto de álcool.
De longe caminhei sobre a chuva.
Estou exausto.
Caído e inerte a realidade.
A canção interminável da chuva continua.
Como uma canção de alento ou dor.
Nunca vou saber.
Minha própria dor faz chover sobre meu coração.
E ela tem sua própria canção.
168

Um bom vinho



Olhando de cima do prédio.

Vejo muitas vidas corridas.
O pássaro que voa deve ser o mais sortudo.
Pois o mesmo não precisa dizer para onde vai ou quando voltará.
Queria ser pássaro.

Mais humano sou!

Estou aqui observando em meio final de uma tarde.
O navio ao longe que chega.
A mulher do prédio ao lado que dá à luz.
Um assalto à meio quarteirão de distância.

Todas vidas.
Todas com um destino diferente.
E a minha?
Não sei!

Talvez eu fique sentando mais um pouco terminando esse copo de vinho.
166

Dia no parque


Um dia no parque.

Um banco vazio.
Crianças brincado.
Minhas mãos calejadas.
Memorias amargas.
Tristezas solitárias.
Um dia qualquer no parque.
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