Julian Lael

Julian Lael

Graduado em Direito pelo Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC), Especialização em Direito Penal e Processo Penal pelo Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC). Especialização em Inteligência de Segurança Pública pela Universidade Vila Velha (UVV). Graduado em Letras Português pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atua como Professor na Educação Básica na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio/RJ (SEME/CF-RJ). Formação docente e educação básica.

Perfil
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Num piscar

Jorge E. Leal
04.06.26

A olhos vistos vimos,
Os olhos da cara nus.
Olhos nos olhos rimos,
Alguns têm olhos jus.

Olhos claros que são,
Fecham os olhos para...
No olho por olho então,
Comer com os olhos sara.

Aos olhos do poder vim,
Olhares atentos veem.
Num piscar de olhos, sim,
De olhos abertos creem.

Aos próprios olhos visto,
Olhares brilhantes se vão.
Crescer muitos olhos nisto,
Visto com bons olhos não.

Nesse eterno vai e vem,
Na trilha da vida caminhar.
De olhos fechados além.
A vida passa num piscar.

 

Ler poema completo
Biografia
Sou Jorge E. Leal, Graduado em Direito pela Unesc em 2006, Professor de Língua Portuguesa, formado pela UFES em 2016, Pós - Graduado em Direito Penal e Processo Penal, pela UNESC; Pós - Graduado em Inteligência de Segurança Pública, pela UVV em 2010, e dentre muitos outros cursos relacionados a educação, incluindo formação em Neurolinguística, através da plataforma AVAMEC, concluído em fevereiro de 2025. Sou extremamente compromissado com o ser humano, principalmente pelos que estão em período de desenvolvimento, como os nossos alunos, um educador indignado com os rumos atuais da educação em nosso país, e que está sempre em busca de alternativas que tragam uma melhora no pleno desenvolvimento dos alunos e consequentemente na qualidade do trabalho do professor.

Poemas

8

Plectro

Jorge E. Leal


 

O Poeta Poetizou novamente,

Ou não se o poema foi mais,

De uma poesia ao meu amor.



Se mesmo poemisar a mente,

Poética fez do mundo um cais,

A poetizar ou seja lá como for.



Musa que a palavra não sente,

Nesse eterno poesiar como tais,

Poesias ou sentimentos de dor.



O poeta não se contenta e faz,

Mais uma obra continua mente,

Acordou a reciprocidade da flor.



 

 

9

Obscuridade bem-vista

Jorge E. Leal


Eu gosto do escuro, da noite,

Da escuridão amiga, escassez,

E não consigo ver este afoite,

Na ausência de luz, a clareza.


Pois sei, não se pode ver nada,

E também não posso ser visto,

Alguns o por do sol não agrada,

Resta a pura ousadia na certeza.


Eis que se pode enxergar o sonho,

Tez de um iconoclasta bem quisto,

O universo encontra seu tamanho,

Estimulo ao crepúsculo da beleza.


Parado o tempo das coisas a mil,

Sua expansão se deve a altivez,

Dessa inconstante cena de perfil,

No silêncio da noite uma tristeza.


A saudade encontra o caminho,

O tempo chora seus espinhos,

Realidade de volta ao escurinho,

E a vida continua com sutileza.

 

13

Amana

Jorge E. Leal

 

As flores são essenciais,

Deveras tão importante.

Amores, vãs, casuais,

Fragmentos de instante.



Acalento de liberdade,

Muitos sequer sentido.

Denotando tal verdade,

No quase pouco contido.



De um olhar sem igual,

Ou em Ambas texturas,

Ao belo êxtase frugal.



Cores diversas em dores,

Desvista-se desse seu mal,

Por esse mar de sabores.



 

 

7

Âmbitos do Saber

Jorge E. Leal

 

 

Na escola da universidade federal,
O educando encontra o caminho.
O mestre conduz a jornada vital,
E nessa estrada caminha sozinho.



O diretor lidera com firme gestão,
Os docentes em âmbito estadual.
O supervisor apoia a nobre missão,
O professor guia a rede municipal.



O coordenador alinha o saber,
Um tutor acompanha o inicial.
O orientador atua no crescer,
O preceptor ajuda a ala ginasial.



O aluno desperta ao amanhã,
Um jovem colegial busca lugar.
O discente cultiva a mente sã,
O aprendiz dedica a se orientar.



O acadêmico estuda avançar,
Um fiel discípulo aprende a lição.
O estagiário pratica o trabalhar,
Unidos pela força da educação.

 

 

 

 

10

Aliciante Dilema

Jorge E. Leal

 

Mergulhar na vida é decifrar os bajais,
Cabelos longos, silhueta saliente, problema,
Abrir um códice de matemática e seus sinais,
Perfil no olhar, poses e posições viram poema.


Teu riso me disse tudo, gestos que trilhas abriu,
Caos alimenta minh’alma, meu coração acelera,
Vinde a mim, aliciando paixão, maravilhas mil,
Jeitos e trejeitos que este celestial ser me revela.



Parada à porta, no meu caminho, uma tela,
O que seria de nós sem esses abalos,
Mostra tua graça, seus dotes, dom donzela,
É preciso coragem para enfrentá-los.



Qual seria o propósito da vida, afinal,
A vida seria monótona sem esse problema,
Viestes ao mundo para impressionar o real,
A engrenagem do mundo padece nesse dilema.

 

15

Multifacetada Face

Jorge E. Leal


O graal sagrado não tem nome,
O ombudsman flutua no além,
Vórtice cósmico o tempo consome,
Por éter na mente cura e faz bem.



O espaço derrete o som do quadrante,
Buscando a verdade na luz do senhor,
Visto a capa daquele representante,
Das almas perdidas sou procurador.



A lente de vidro reflete o calor,
Desvela segredos, a noite ocultou,
Atrás do neon evapora o ouvidor,
Olhar sagaz, o investigador, captou.



O raio laser que quebra a barreira,
Projeta na mente que o medo cegou,
O feroz defensor desfaz a fronteira,
Ecoa gritos que o delator libertou.



Jovens alucinados, um cabisbaixo,
Céus derretidos, o ácido se quis,
Procuram nexo, no avesso abaixo,
A viagem psicodélica encontra raiz.



De pé na jaca, observam urubus,
Dançam no galho da árvore, nuance,
Enquanto comem alface, sábios anus,
No ápice insano, jaz delirante romance.



As cores giram, piso flutuante,
As linhas de luz, o vento levou,
A mente viaja, transe constante,
O sonho psicodélico enfim terminou.

 

13

E-co da Sala

Jorge E. Leal



O templo guarda o sentido,
E revela a mente mais pura,
No traço de um livro bem lido,
Deságua a vertente segura.



Não há quem se curve ao aço,
Diante dessa luz que fascina,
O tempo se perde no espaço,
A força do saber nos ensina.



Teus longos cabelos ao vento,
Desenham no ar uma história,
Maravilha emoção de momento,
Charme guardado na memória.



Sonho que fascina meu olhar,
Presença marcante e sensual,
Transforma em lição o tocar,
Em todo esse espetáculo real.



Calcula o contra senso a tempo,
Mas não foge da briga na hora,
Fazendo da sala o seu templo,
Salve-me desse problema agora.

 

 

13

Dança Poética

Jorge E. Leal

 

O acerto em fim, acabou seu tempo, viu,

Certamente, pesei o seu caminho de ida,

Legado sombrio em prol da ingratidão vil,

De alma negra, cego sois nesta reles vida.



Cão de espírito imundo, coração ser vil,

Jaz carregado, sob a areia esquecido,

A mentira é tua veste, o tempo desfaz,

Monstro de faces mil viveu escondido.



Implora abrigo que o mundo não traz,

A máscara caiu não há mais clemência,

Resta-lhe o peso do que és, fez e faz,

Alma mordaz engole a própria essência.



E nas sombras frias agora jazes caído,

Carma em silêncio, só agonia e abandono,

Morte lenta e dolorosa, história perfeita.



A Dama da Noite em seu eterno trono erguido,

Tece sua teia e dança nesse teu legado insano,

Enfim, o profano deu retorno em sua desfeita.

 

 

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