Julian Lael

Julian Lael

Graduado em Direito pelo Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC), Especialização em Direito Penal e Processo Penal pelo Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC). Especialização em Inteligência de Segurança Pública pela Universidade Vila Velha (UVV). Graduado em Letras Português pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atua como Professor na Educação Básica na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio/RJ (SEME/CF-RJ). Formação docente e educação básica.

Perfil
393 Visualizações

Chá das quatro

Dodge Leal

Você já colocou?
Mais café no bule,
Vê fogo na lenha,
e não mais pule.

E você já tirou?
Para que venha,
De jeito sentou,
À mesa resenha.

A xícara espera,
Do leite ao doce,
Da bela donzela.

Se o tempo fosse
Hora que tempera,
Quem senta moce.

Ler poema completo
Biografia
Sou Jorge E. Leal, Graduado em Direito pela Unesc em 2006, Professor de Língua Portuguesa, formado pela UFES em 2016, Pós - Graduado em Direito Penal e Processo Penal, pela UNESC; Pós - Graduado em Inteligência de Segurança Pública, pela UVV em 2010, e dentre muitos outros cursos relacionados a educação, incluindo formação em Neurolinguística, através da plataforma AVAMEC, concluído em fevereiro de 2025. Sou extremamente compromissado com o ser humano, principalmente pelos que estão em período de desenvolvimento, como os nossos alunos, um educador indignado com os rumos atuais da educação em nosso país, e que está sempre em busca de alternativas que tragam uma melhora no pleno desenvolvimento dos alunos e consequentemente na qualidade do trabalho do professor.

Poemas

60

Lógica Interna

 

Jorge E. Leal

Vilipendio isso, fi-lo porque vi-lo.
Nisso, qui-lo porque li-lo.
Disso, di-la porque ouvi-la.
Ou que, tru-la porque cuida-la?

Isto, fi-lo porque a vi.
Nisto, di-lo porque a ouvi.
Disto, comprei-a porque a quis.
Po
is, trá-la-ei porque a amo?

Nessa, fito-a porque aguardo.
Dessa, busc
o-a porque a quero.
A qual, livro-a porque a prezo!

Nestas, temem-na porque a tesa.
Destas, sentem-na porque as vivem.
Eis que, canto-as porque as amo!



29

Ana Lej Grama

Jorge E Leal

O tecelão oculto de Runas,
Arquimago de alta linhagem,
Guardião das palavras unas,
Elementos de luz e coragem. 

Bola de fogo em dura virtude,
Sopro desse gelo ancestral,
Cósmica de sutil magnitude,
Força, justiça e verdade real.

Conexão espiritual mística,
Celestial ser de aura bruta,
Crônica de tradição artística.

Jelael Gore em dias dominantes,
Um ancestral de pura resiliência,
Sopro vital das vogais marcantes.





 

 

31

Êxtase ViVe

Jorge E. Leal

As curvas do Inhoá Velha Guarda a cantar,
Nas décadas de 70, 80 e 90 época de viver.
Nos tempos antigos começam a relembrar,
Resenha raiz que o tempo não vai esquecer.

Entre lendas da noite e copos pro ar,
Bar do Getúlio e Bar do Zé, o papo fluía.
Histórias de Vila Velha vamos brindar,
No Cabeça e Bar do Brás, quanta alegria!

Bar dos Meninos, Britz e o velho Carioca,
Tem Defume’s, Bar Botequim, Vila Quitanda.
Da Dulci e do Magrinho, a saudade sufoca,
Brisamar e o Vila Botequim na mesma banda.

Cerveja gelada no DiMarino e no Mangue Beer,
Na Cervejaria Bigstep ou no Butteco's Vitalino.
Black Rock, Emmabier, Marlin Azul a interagir,
Fechava a rodada no Jojo's Petiscaria o destino.

Quem curte um som atual este é o sinal,
Do Nook Beach Club ao Mahai e Bombar.
Five Sport Bar e o Blackjack sem igual,
No Parque da Prainha a noite via acabar.

Bambara chamava, Peruggias Lounge vem,
Os grandes salões faziam a cidade vibrar.
Hood Tap Bar trazia o chope que faz bem,
E o Clube Atlético punha o povo a dançar.

O Albatroz, o Libanês e o Olímpico a ferver,
Na pista da Blow Up e Casa Velha agitação.
Club do Glória e ARCI o baile ia amanhecer,
Correria Music Bar era só um na pulsação.

Villa Bohemia e Cafe de la Musique só glória,
A madrugada pedia bis no destino secreto.
Trap Club e Mansion Pop marcaram a história,
Absinto Club e Sayonara não eram só afeto.

Ibiza Hotel Club, Night Club House a acolher,
Pelos caminhos do amor em total discrição.
Star Drinks, Lady Laura a noite preencher,
As cortesãs tão livres viram pura tentação.

Privê Las Vegas ou Yes com seu fulgor,
Gente, encontros ou cantos e noite viva.
Se Kza ou no silêncio do Tipiti sela amor,
E na alma capixaba não fica sem diva.

São memórias de ouro fincadas no coração,
De uma Velha Vila boêmia, eterna tradição.

 

40

Roma Enila

Jorge E. Leal

E ela passa por um momento,
Penso na força do seu olhar.
Alma boa que ignora o vento,
Vejo-a serena a vida desnudar.

Oba! O mundo ganha mais cor,
Ela segue firme em seu papel.
É imparável o seu grande valor,
Como uma estrela brilha no céu.

Ali caminha Enila, pura beleza,
Né, sua silhueta desenha o luar,
Graciosa na sala da natureza.


Veste um véu de noiva comigo,
Ao mundo cedo o encanto com fé,
E carrego o tempo do amor amigo.



 

 

 

34

Sobra da Vida

Jorge E. Leal

A terra a tudo acolhe e consome,
Recebe a sobra do ralo na pista.
Como um bicho, não sei o nome,
O pássaro espalha
titica à vista.

O gato na areia esconde a caca,
A criança de cocô, no pote desce.
A primeira vitória que se destaca,
No campo alimenta o que cresce.

E o solo agradece o rico esterco,
Pisa a calçada e a sorte esquece.
Grita alto sobre a
bosta do beco,
A física na vida tudo transforma.

Fica o dejeto que a água conduz,
O e
xcremento que segue a norma.
A ciência estuda o que a terra traduz,
O corpo funciona na limpeza da forma.

A expulsão de fezes é o fim do trajeto,
Atrás do biombo ou debaixo de redes.
Cumpre-se o rito nº dois bem secreto,
Dia inacabado se fecha entre paredes.

A vida até parece uma grande merda,
Lembre-se do mundo, agora renovado,
Enfim, a sobra não pode haver perda.

 

27

Aos 59

Jorge E. Leal


Cheguei ao palco do ápice,
Apesar dos atropelos antes.
Tudo exposto nesse acápice,
E dos desvios inconstantes.

Sem medos e ou zelos,
Um brinde a uma vida.
Que não seja de apelos,
Prazeres sem medida.

O que se tem de melhor,
Mesmo sem qualquer platéia,
E não mais importa se pior.

Comemorar mais um decênio,
Desculpas já não importam,
Diante do esquisito proscênio.

 

45

Bushido

 

Jorge E. Leal

Vaidade e orgulho ao sonho agita,
A ira de um samurai cega essa luz.
Lasciva suruba, carne humana habita,
E o código da lascívia luxúria seduz.

A avareza insana soma ao sorobã,
A preguiça que isola, o peito esfola.
A gula consome a amarga manhã,
A inveja nua nasce, uma queixa rola.

Olhando a gueixa de alma submissa,
O brilho da glória selvagem sucumbiu,
O kamikaze voa alto nessa premissa.

Que erro humano é um bordel sublime,
Que o tempo cobra e nada perdoa,viu?
Que o vazio pecado deixa o seu crime!



 

36

Moldura Infinita

Jorge E. Leal

Tão natural, a foz que o rio clama,
Abre-se a tela em viva aquarela.
Desvela o mundo seu panorama,
E brilha o olhar da tímida donzela.

Na moldura que vislumbra a bela,
A cena ganha vida e nos chama.
Eterno quadro d'alma de Cinderela,
Cenário de luz à tarde esparrama.

Um espetáculo que o peito anseia,
A cada episódio que o tempo tece,
Desse grande ecrã a mente clareia.

O mundo aplaude e a noite acontece,
As sete maravilhas surgem em cena,
Momentos da vida faz mise-en-scène.

33

Faces do Amor

Jorge E. Leal

O amor são duas almas em sintonia,
Em estágio de puro reconhecimento.
Sem recompensa, sistema que se avia,
De amizade, lealdade em pura philia.

Paixão e desejo do mais puro eros,
Segurança e beleza sob esse viés.
Natureza de plena convicção, sinceros,
Ou que traz, no tacanho e vil, o revés.

E isso quebrou tantas coisas em mim,
Equilíbrio de uma vida que foi invertida.
Tão autossustentável, que chegou ao fim.

O que se quer? Almas de todo o mundo:
Amor e emoções, uma trincheira sem igual.
Em êxtase, o sentimento mais profundo.

 

32

Punk Pra Sempre

Jorge E. Leal

Mundo em que a batalha não é justa,
Jaqueta podre cara a cara da burguesia,
Há o lamaçal e cicatriz, em nada custa,
Ecoando em uma grande e vã agonia.

Rasgando o véu de toda hipocrisia,
Coturno que chuta o mundo inteiro,
Nem o som ecoa tão rápido, certeiro,
Da bota bosta que sepulta a simpatia.

Corpos unidos nojentos, em protesto,
Cospem o ódio contra os governantes,
Fazendo o caos seu alimento indigesto.

O nojo é real se a distância se encurta,
Na miséria habita o terno que sacaneia,
Cidade fria que na ganância nos surta.



 

28

Livros

1

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.