Lista de Poemas
Quadras para Ele
quero junto de ti sonhar meu amor,
descansa em meus braços
vivamos uma noite de puro fervor!
quero pela primeira vez te olhar nos olhos
e ao te abraçar sentir palpitar teu coração
quero beber o néctar do amor em teus lábios,
tremer e suspirara de paixão.
meu amor é meu martírio,meu bem
amo tua face teu sorriso
sinto meu coração preso em culpa
mas apesar de tudo eu te preciso.
Desilusão
é por tanto te amar,
tenho ainda mais odio de mim
por não saber te desprezar.
odeio os versos meus
por só cantarem teus primores
não sei te dizer adeus
embora me cause tantas dores.
tento me convencer
de que não te adoro mais
sinto logo o peito doer
sei que não sou capaz...
do amor que não vivi
só me resta saudade
derramei só por ti
cada gota de minha mocidade.
ando a chamar-te, amor
mas teu coração não escuta
o único remédio para esta dor
é um cálice de cicuta!
Não é você
Não é você, meu bem, sou eu...
É só meu o fardo de viver comigo
É muito triste dizer isso
Queria tanto amar, mas não consigo
Não é você... a culpa é toda minha
Você é leve, é livre, é inteiro
Eu que sou vazia, complicada, quebrada
Não mereço você como companheiro
Não posso dar-te mais do que tenho
E já não tenho quase nada em mim
Pouco me resta para oferecer
Só um amor escasso, quase no fim.
E você merece mais, alguém completo,
Alguém dono de si, de alma nua...
Não pertenço nem a mim mesma
Então, como poderei ser tua?
Olhar
'Mas nem negros nem azuis
são teus olhos meu amor...
seriam da cor da mágoa,
se a mágoa tivesse cor.” (Florbela Espanca)
Nos teus olhos não vejo mais carinho
Estão frios e me olham com desdém,
Parece que meu coração ama sozinho
E vive a esperar que ainda me queiras bem
E eu acordo do sonho dolorida,
Eu que te amei como a ninguém!
É o fim da esperança, fim da vida...
Fico a chorar o afeto que não vem
Onde está todo o amor que me prometeste?
Afinal era tudo paixão volátil?
As promessas de felicidade tão vazias...
Agora em ruínas, como o castelo que ergueste
Era feito de areia, matéria frágil...
Desconcerto
Tua ausência me desconcerta, de tal jeito
Que não sei se cabe mais vazio em mim,
Ando perdida, quase enlouquecida
Temendo que este seja o nosso fim.
Busco-te incessantemente, de um jeito insano
Mas o silêncio vem de todos os lados...
Mais um minuto sem ti e aqui estou
Pagando por todos os meus pecados
Já pensei em todas as formar de lidar
Com essa dor, que é saudade infinda
Mas essa agonia, só tua presença alivia...
Só o timbre confortante da tua voz linda
A saudade castiga como nunca fez antes
Neste momento, o silêncio grita
E tua falta, já me tirou quase tudo...
Longe de ti
Talvez tu precises de mim
E talvez eu fizesse bem pra tua vida
Quem sabe, seria só tua minha boca carmesim,
E eu seria a única pra curar tua ferida.
Me dói o coração estar longe de ti
E logo de ti, que eu amo tanto…
Queria que soubestes o carinho que sempre senti,
Estou muito longe, entretanto.
Há muito tempo sofro, meu amor,
Depois de tantos anos ainda não te encontrei
Mas ainda te amo com o mesmo fervor
E é por esse amorantigo que não posso abandonar
De ti, mesmo longe, eu sempre cuidei
Longe de ti...e nascida pra te amar.
Ballerina
Ela é um anjo na ponta dos pés
Ela é um anjo, de asas fortes e elegantes,
Com movimentos belos e graciosos
Em cima do palco, ela tem olhos brilhantes.
Ela é um anjo que pode dançar
Tem o poder de encantar toda a gente
Com seus saltos e piruetas, está quase a voar
E nada nunca a fez tão contente!
Entrega
Para V.
No teu abraço forte e quente
Se dissipam todos os meus medos,
Minhas lágrimas se fazem segredo
Eu poderia viver assim eternamente...
Fora do teu laço, sou menina,
Que triste e desamparada, chora
As perdas e mágoas de outrora,
Mas nos teus braços minha dor termina.
E como encontrei teu abraço,
O melhor de toda minha vida!
Agora me vejo aqui rendida
Ao amor que achei no teu regaço
Obituário
Causa da morte: Melancolia profunda
Devido a um grave trauma de amor
Congelando todo sangue que o coração inunda
Levando embora tudo, exceto a dor!
Assim quero escrito em meu papel de morte:
Que por amor fui tirada da vida
Até me foi negada a sorte
De um beijo de despedida.
Preparem os documentos de antemão
Pois faz tempo que só o corpo me restou
Primeiro foi-se a calma, o riso e então,
Por fim a alma me abandonou...
Quando te vi, tive como certeza,
Desde aquele dia enlouqueci
E não pude mais enxergar com clareza...
Data da morte: dia em que te conheci !
A louca
Desde o dia que te vi partir
Ando feito louca na rua
Vivo quase sem existir
E tudo isso é culpa tua!
Enlouqueci ainda na flor da idade
Sei que não foi tua intenção me magoar
Mas me diz como manter a sanidade
Se não posso mais te amar?
Ando com a alma atormentada
E ainda escuto tua voz na minha cabeça
Não me deixes aqui abandonada
Se não queres que eu enlouqueça
Passo o dia encolhida pelos cantos
E ouço dizer: “pobrezinha, enlouqueceu!”
Quando os outros me veem aos prantos
Entre soluços a chamar o nome teu
Lagrimas inundam os olhos meus
Quando sozinha na escuridão
Lembro-me do teu último “adeus”
Aquele que me fez perder a razão!
Comentários (3)
Que profundo! É verdade, sem amor de nada vale tudo.
Oh Larissa, meu Deus, não acredito que tu tens um gosto pelo Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, esse poeta maravilhosamente corajoso, livre... Sou novo aqui, claro...tenho 4 dias nem isso e dei de caras logo contigo, uma linda senhora de ocolos tão elegante a gostar do Bocage. UM ABRAÇO DE PORTUGAL :D ESPERO QUE AINDA ESTEJA POR AQUI...