O pássaro
costumava ouvir cantar um pássaro de melodia que embora dolorosa, pousava triunfante em meu papel. mas lhe arrancaram uma fibra nervosa agora já de voz rouca não mais em minha boca vem derramar seu mel. voz cansada, canção fraca...adoeceu talvez eu o vi padecer dia após dia até que de minha folha voou hoje raramente me lembro de sua melodia. o que aconteceu, amigo? o que houve contigo? acaso a fonte onde bebias secou?
O primeiro encontro
Se meus olhos cegos de paixão Encontrarem com os teus Nesse dia... Ai meu deus! O que eles dirão? Quando eu finalmente encontrar Teus olhos verdes-claros De beleza e brilho raros Ficarei pálida como o luar. No acelerar do coração Quando as mãos se unirem E se as palavras sumirem? O que faremos então? No calor da tua tez Deslizo os dedos vacilantes Até teus lábios delirantes Suspirarem de languidez! Da palavra já esquecida Ficará claro o desejo... Dar-te-ei só um beijo, O melhor de tua vida!
Foi então que o encontro
Foi então que o encontro Subitamente virou desentendimento Deixou na boca o gosto amargo De tristeza e desalento. E o que antes eram suspiros de deleite Hoje são soluços de saudade, Chegou ao fim nossa ilusão... Despertamos para dura realidade. “Não será sempre assim”, ele dissera, Mas com a distância entre nós Também, pudera! Tudo acabou como dissabor Só não acabou ainda Oh não, o nosso amor!
Beleza inatingível
Quem me dera que num verso meu Pudesse transmitir toda tua beleza Que trouxesse a luz do teu sorriso Num gesto de gentileza. Um verso apenas que coubesse Todo esse meu amor por ti Para que possa finalmente saber Que cada palavra tua me faz sorrir Mas é de uma beleza inatingível, Tal verso tão célebre Seria, de fato, impossível. Pois toda poesia que se cantou Não pode de maneira alguma Ser mais bela do que quem a inspirou.
Quando ao pensar sozinha
Quando ao pensar, sozinha... uma lágrima a face me inunda é a falta que me fazes, alma minha, é ver minha vida desgraçada e moribunda. Quando ao pensar, sozinha... um suspiro o peito me treme é que longe de mim teu Amor caminha é que meu coração apenas chora e geme. Quando ao pensar, sozinha... nenhuma esperança nos olhos vive é a lembrança dos amores que nunca tive. Anjo, se trago este olhar perdido, esta tristeza sem sentido é que nosso Amor nunca passou de ilusão.
17 de maio
Verei cair a noite saudosa E pelo anjo que suspiro tremendo Meu olhar se enche de pranto E de amor vou padecendo. Deito-me nessa solidão Que a noite escura afoga e dor Fecho os olhos e em silêncio Te mando minhas juras de amor. Em minhas noites sonho muito As ternuras do meu amante e amigo Sonho que sou tua querida Sonho teus amores, meu bem, eu sonho contigo! Penso delirante em beijar-te os lábios Oh! Deixa-me repousar em teu peito Sentir o aroma inebriante de teus cabelos... A febre ardente me consome no leito! Bem sabes que pálida aos teus pés vivo És do céu a estrela mais brilhante Levanto a ela meus olhos em pranto Suspiro...és também a mais distante! Assim na solidão amo-te à distancia E sonho, meu bem... ai como sonho! Quando te procuro só encontro saudade É o que me deixa com olhar tristonho. E adoro-te tão apaixonadamente Que ao fim da noite só tenho um desejo Anjo de meus saudosos sonhos, Trocaria minha vida por teu beijo! Com o porvir da aurora, ao amanhecer A manhã clara me lembra os olhos teus Respiro os suaves aromas Que emanam dos lábios seus.
Quadras para Ele
Vem meu anjo,que eu te adoro quero junto de ti sonhar meu amor, descansa em meus braços vivamos uma noite de puro fervor! quero pela primeira vez te olhar nos olhos e ao te abraçar sentir palpitar teu coração quero beber o néctar do amor em teus lábios, tremer e suspirara de paixão. meu amor é meu martírio,meu bem amo tua face teu sorriso sinto meu coração preso em culpa mas apesar de tudo eu te preciso.
Quando eu morrer
Quero que meu corpo arda em chama como a paixão que ,em vida,ardeu em meu peito quero ao menos uma lágrima daquele que me ama e não façam do cemitério meu derradeiro leito. Quero palavras de um amigo poeta, que november rain possa soar como alento para emoção mais discreta e que maiores prantos se façam calar. E o que sobrar (as cinzas) que estas se espalhem em meio as arvores mais lindas. E para as coisas que não se escolhem, que sejam sinceras e dignas então chegarei as estrelas que me acolhem.
Despedida
I Se um dia, de mim te lembrares, Faz de conta que morri E quando te entregares Aos lábios de outra paixão Lembra-te dos versos que escrevi Que falavam desta emoção. II Pensa em mim como saudosa lembrança Que tens do teu passado Passado cheio de esperança, De desejos vãos, De um sonho renegado Que morreu em minhas mãos! III Não passarei de lembrança vaga Que em teu coração virou dor Até que um velho poema traga Recordação para teus dias E lembra-te do sonho de amor Que no vazio tecias.
Desilusão
Se esta mágoa sem fim é por tanto te amar, tenho ainda mais odio de mim por não saber te desprezar. odeio os versos meus por só cantarem teus primores não sei te dizer adeus embora me cause tantas dores. tento me convencer de que não te adoro mais sinto logo o peito doer sei que não sou capaz... do amor que não vivi só me resta saudade derramei só por ti cada gota de minha mocidade. ando a chamar-te, amor mas teu coração não escuta o único remédio para esta dor é um cálice de cicuta!