Lista de Poemas

Persistência


Luto contra o tempo aliado à distância
Pois o tempo sem ti passa impiedoso
E para tornar tudo mais doloroso
Ainda há tua habitual inconstância

E porque teu amor me é essencial
Prefiro acreditar que tudo vai dar certo 
Que um dia vou te ter por perto
Luto porque te amo de um jeito visceral

Esta luta incansável simplesmente me assusta
Tuas palavras me deixam hesitante
E não acho a luta nem um pouco justa

Luto contra o risco iminente de te perder
Tenho medo de que me esqueças
Pois sei que nunca vou te esquecer.
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Lacrimosa



Se for pra ser assim, que seja o melhor pra ti,

Deve ser... Tu escolheste desse jeito

Quanto a mim? Morro em silêncio

Minha boca sufoca os gritos do meu peito.



Luto contra meu instinto natural

Não quero voltar a ver-te (a quem tento enganar?)

Mas se te vejo aqui na minha frente,

Exaure-se em mim toda a vontade de lutar!



As vozes da ópera cantam sobre algo trágico...

E nossa tragédia está aqui, querido:

Embebedar-se em doce ilusão,

Morrer de amor sem dele ter vivido!



Por quanto tempo viveremos assim?

Sempre que me aproximo, acabo ferida.

Mas aceitaria novamente outra chance

Nem que esta custasse minha própria vida! 

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O ramo de flores

Lembras-te ainda aquele dia...

Em que tu trouxeste para mim

Um lindo ramo de crisântemos

Unidos por uma fita de cetim?



E eram tão coloridos e alegres...

Os cor-de-rosa eram teus lábios perfumados

Os brancos eram tua pele macia

E os amarelos, teus cabelos dourados.



Eu era leiga nos assuntos do coração

Tão jovem e apaixonada por ti

Aceitei-os de bom grado,

Naquele tempo não percebi



O quanto o ramo se parecia

Com aquele amor maldito

O buquê não passava de flores mortas

Todas juntas num arranjo bonito.
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Eu te amo





Ouso chamar teu nome com carinho

E pronuncio baixinho

Eu te amo! 



A noite é testemunha silenciosa

De minha confissão medrosa

Eu te amo!



Sonhando em tocar teu coração

Sussurro como uma oração

Eu te amo!



São três palavras proibidas

Que mudariam nossas vidas

Eu te amo!



Sei que o mesmo não deves sentir

Por favor, perdoe-me por repetir

Eu te amo!



Imagino se nesse instante

Respondes-me com um distante

Eu te amo.



910

Um sonho lindo

Tive certa vez um sonho lindo

Que dele não queria despertar

Estava junto de ti...foi mágico,

Tão real que quase pude te tocar.



E sonhando por entre a noite

Suspiros meus lábios vertem,

Oh raios de luz do sol

Por favor, não me despertem!



Foi tão bom contigo sonhar

Que para o sonho impossível

Quem me dera regressar!



Provar outra vez do que aconteceu

No sonho pálido e tangível

Em que, um dia, fostes meu.
938

Às vezes me aborrece falar de amor





Às vezes me aborrece falar de amor

O problema é que eu amo

Demasiado e inconsequentemente,

Tanto que mesmo magoada

Posso cantá-lo alegre a toda gente.





Falar de amor não é um desejo meu

É simplesmente

Minha maneira de encontrá-lo.

Quanto menos amor tenho eu,

Vê que tolice... Mais dele falo!



Não é um mero capricho

Nem ser poeta minha vaidade,

Tampouco ser lembrada é minha ambição

Falar de amor, isso faz qualquer um.

Mas não o fará com tanta emoção.



Falar de amor é o que tenho

Única coisa que sei fazer

Poderia fazê-lo a noite inteira...

Sina que minh’alma recebeu

Este é meu martírio:

Falar de um amor que nunca foi meu!





http://amordopoeta.blogspot.com.br











1 002

Nos braços Dele



É nos braços dele

Que a pele vira fogo

A respiração fica ofegante

E o coração perde o compasso.

É nos braços dele que a boca

Nos seus beijos se torna fruto

Na sua pele se torna flor

E os afetos são mais doces.

É nos braços dele

Que as estrelas são mais belas

Os aromas mais suaves

E o inverno é mais quente.

É nos braços dele que recito

Os versos mais amorosos

Só para vê-lo sorrir

E suspirar lendo Byron.

É nos braços dele que meu amor faz morada.



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Confisão

A poetisa:

- Vejo sentado na relva: pobre mancebo

O sol poente ilumina seu cabelo

Que fazes aí moço tão belo?

E tão triste... Mal de amor, percebo.



 

O rapaz:

- Adivinhaste de que sofro, ó poeta

Por acaso já sentiste o mesmo?

Amar perdidamente e a esmo,

No pensamento, sem emoção concreta?



 

A poetisa:

- Se o sei! Isto mais que ninguém!

Amando não se evita dor

Porém amor é mais amor

Quando o outro te quer bem.



 

O rapaz:

- Lembro-me do pedaço de paraíso

Que é a minha amada

Da estrela pequena e pálida

Que brilha em seu sorriso.



 

A poetisa:

- Andas louco de amor por ela

Diga lá, essa doce ilusão

Que te faz suspirar de paixão,

Tua amada... É bela?



 

O rapaz:

- Se é bela?! Ela é a própria beleza

Nela mesma, é a doçura, o encanto,

É a visão do céu vestida de branco

É o brilho da lua em toda sua pureza



 

A poetisa:

- Deixe-me saber afinal

Quem é a moça angelical

Que aparece em corpo nu...



 

O rapaz:

- Minha poetisa, farei uma confissão:

 A dona do meu coração,

A donzela que eu adoro... és tú!



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Quadras para Ele III

Nos teu lábios, ó meu amor

floresce mais casta e apaixonada flor

um perfume inebriante de pétalas de rosa

quem me dera a ventura de tua boca formosa!



se teus lábios riem dessa minha paixão

acho-os assim mais belos...que devoção!

e quando muita vez tristes me parecem

repousa-os então em meus cabelos que tudo esquecem.



trago na fronte quente um único desejo,

minha face pálida anseia por teu beijo

mas não deixes esses lábios teus

um dia me dizerem o eterno adeus.



por teus lábios, amor, esses versos componho

ó lábios tão puros de meu sonho

lábios sedentos de beijos ardentes

deixa que neles eu derrame suspiros dementes...















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Paixão condenada

Anjo,a paixão que tenho por ti

bate-me o peito e sem permissão

invade,castiga meu coração

e apenas pureza em tu'alma senti.





Então perdoa esse sentimento

meu,devasso e insensato...meu bem,

minha desgraça amigo,vai além

tenho que suportar meu sofrimento.





Mas se acaso nossos olhos um dia

encontrarem-se,lembre-se (imploro)

reconheça os olhos que nunca via.





Luta contra esse tempo que corre,

me diga "Prazer em vê-la,adeus"

paixão que bate,entra,mata,morre.
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Comentários (3)

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darlan

Que profundo! É verdade, sem amor de nada vale tudo.

miguel_damas

Oh Larissa, meu Deus, não acredito que tu tens um gosto pelo Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, esse poeta maravilhosamente corajoso, livre... Sou novo aqui, claro...tenho 4 dias nem isso e dei de caras logo contigo, uma linda senhora de ocolos tão elegante a gostar do Bocage. UM ABRAÇO DE PORTUGAL :D ESPERO QUE AINDA ESTEJA POR AQUI...

Muito bela realmente!