A cada dia me surpreendo Com minha capacidade de errar E tenho medo Percebo que não me conheço Que nunca me acostumo comigo
Minha casa é nômade Meus vizinhos são outros A cada dia Meus caminhos móveis Só me levam a Roma E eu tomo sempre a estrada errada
Ainda que eu corra Sempre que penso estar fugindo É quando mais me aproximo A cada dia mais perdida neste labirinto De paredes fluidas De emoções concretas E me assusto
Nunca me acostumo comigo Com minha determinação absoluta De me contrariar
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O Que Ficou do Carnaval
O tambor vibrando na carne A voz que trespassa os cinco sentidos E, na imagem presa na retina, Meus olhos ainda brincam no teu sorriso.
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Vai, se você precisa ir
Vai, se você precisa ir E leva junto contigo O último beijo Faz jogo com meu desejo Deixa em mim A vontade de mais um minuto ao menos com você
Vai, se você precisa ir Eu compreendo, Já que este foi o papel que me coube O personagem que restou
Vai, Que levo comigo o gosto do teu beijo O rastro quente da tua língua em minha pele A sensação das tuas mãos correndo meu corpo E um leve tremor nas pernas
Vai, se você precisa ir Mas lembra Que levei comigo a esperança E a promessa De uma noite inteira Uma noite inteira Inteira...
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Sonhei com Você
Sonhei com você E a timidez no seu sorriso Me fez acordar tranquila.
Sim, o passado ainda dói. Vai demorar, eu sei Mas não vai ser minha chaga Não vou deixar.
E se você perceber aquela sombra E se me vir insistir nos moinhos de vento Só peço: Sorri pra mim.
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Vai, se você precisa ir
Vai, se você precisa ir E leva junto contigo O último beijo Faz jogo com meu desejo Deixa em mim A vontade de mais um minuto ao menos com você
Vai, se você precisa ir Eu compreendo, Já que este foi o papel que me coube O personagem que restou
Vai, Que levo comigo o gosto do teu beijo O rastro quente da tua língua em minha pele A sensação das tuas mãos correndo meu corpo E um leve tremor nas pernas
Vai, se você precisa ir Mas lembra Que levei comigo a esperança E a promessa De uma noite inteira Uma noite inteira Inteira...
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Parem de falar de amor
Ah, parem de falar de amor! Este senhor não existe. Dizem que vive há milênios Num pólo, ou sei lá... Que é eterno Que é velho, antigo E, no entanto, Moderno.
Parem de falar de amor E outras drogas afins. Me deixem viver assim Um dia de cada vez. Parei com anjos e setas Borboletas, violinos, Flores vermelhas, bilhetes, sinos.
é uma fábula, um conto-de-fadas História de fazer dormir. Parem! Parem de falar de amor. Não acredito mais, Cresci.
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Quarentena
Tem coisas que eu escuto por aí e que ficam aqui, martelando na minha cabeça. "As feridas que a gente não deixa curar, fica machucando por cima, viram chagas." Daí eu disse pro meu coração: Nada de moinhos de vento pra você, por um bom tempo. Resta saber se ele vai obedecer.
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Quando te Vejo
Quando te vejo Sinto uma coisa que vai E vem Meio que sobe Meio que desce E essa coisa Me salta das órbitas Eu a coloco de volta E ela corre Para a ponta dos meus dedos Eu tento escondê-la Nos bolsos E aí ela sobe de novo Para a testa Se mostra na fresta Dos olhos E então não há mais como escondê-la.
Quando você vai Ela se deita quietinha No fundo do peito E parece morrer
Mas é só você aparecer E ela vai E vem Meio que sobe Meio que desce...
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Anjo
Ah, esse vento que veio Virando tudo do avesso Misturando as páginas Embaralhando as letras
Fazendo o que era mentira Virar verdade E o que era verdade Virar poesia
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Anjo
Ah, esse vento que veio Virando tudo do avesso Misturando as páginas Embaralhando as letras
Fazendo o que era mentira Virar verdade E o que era verdade Virar poesia
como sair consigo se o mundo muda e nos mudamos o mundo?
que bom ler teus poemas de novo andei sumido mas voltei com vontade de ver coisas belas por isso estou aqui diante de teus poemas um grande abraço
Lindo!! Parabéns!!