Não me diga pra perder a esperança Não está em mim O que está em mim é a fé
Também não me diga pra alimentar e tristeza, O rancor Porque o que eu tenho em mim é a alegria, A amizade e o amor.
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Curta, a Vida
Curta, a vida Me diz Neruda
A neve se vai e leva os amigos Com os anos, a juventude E com ela a leveza dos dias
As marcas ficam E se acumulam Cicatrizes Doem nos dias frios
Em dias quentes Recomenda-se o cultivo De grãos e pessoas
Dever, só aos amigos E amar sempre, Muito Desmedidamente Que é curta, a vida. Muito Curta a vida Muito.
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Dança Comigo?
Olho pra você e minha consciência diz: "Não faz sentido!"
...
Mas seu corpo me atrai como um ímã.
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Tudo o que eu queria
Tudo o que eu queria agora Era um colo Um carinho Um ombro que me acolhesse Que acolhesse meus pensamentos Recebesse minhas lágrimas Minhas dúvidas e inseguranças Recebesse minhas lágrimas Minhas dúvidas e inseguranças Recebesse minha dor Sem muros Sem julgamentos Sem pedras pra atirar.
O que eu queria era aposentar conceitos Filosofias Ideologias E poder ser só dor Carência e fragilidade Por um momento Um minuto que fosse.
Eu só queria um peito onde recostar minhas ideias e adormecer meus pensamentos. E, se possível, um par de braços que emoldurasse meus medos e me apascentasse a alma.
Mas acho que é muito.
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Placas Tectônicas
E eis que Quando você acha Que amainou suas tempestades, Acalmou suas tormentas, Adormeceu seus vulcões,
Num piscar de olhos Uma barba por fazer Um roçar de lábios Te levam direto Pra pré-história.
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Sem Correntes
Vai, Prometeu Nada mais te prende aqui Vai, segue teu caminho Mas fica sabendo: Tua dor segue contigo.
Tua ferida continuará aberta Só não terás mais a desculpa das correntes: Elas não te prendem mais. Das correntes te livrastes, Mas não da dor. Porque ela é tua e de mais ninguém.
Vai, vive tua vida. Com a dor, um dia te acostumas. Mas uma coisa te garanto: Vais sentir falta das correntes. Quando não conseguires dar o próximo passo Vais perguntar: o que me prende? E nada mais caberá na resposta Nada te trará a verdade A não ser Teu espelho.
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Lapa, Acordada pra Morrer
O sol nasce, a Lapa morre Silêncio, gravata, motor Barulho,horário, trabalhador E o suor da Lapa escorre
Olha a lapa do Desterro Vê a Lapa, seus mistérios Vão da Cinelândia ao Aterro Da cantada aos impropérios
Teu populacho disforme Integrado na paisagem, Tua semelhança e imagem: O mundo acorda, a Lapa dorme.
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É Proibido
Esse canto Excitando E se tanto Se der Vou ceder. E se der Pra se ter Sem pensar Nem penar Sem pesar é favor Não pisar Na grama.
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Sinais
Se é que é preciso mais Que meus olhos Que ora te devoram Ora fogem dos teus Numa timidez repentina Que não combina comigo.
Se ainda precisa mais Que minhas mãos geladas E as declarações que faço Em público E você finge não entender.
Sei que não precisa mais E ainda procuro meios Para explicar O que está mais que claro Nos meus olhos Nas minhas mãos Na minha voz No meu corpo...
como sair consigo se o mundo muda e nos mudamos o mundo?
que bom ler teus poemas de novo andei sumido mas voltei com vontade de ver coisas belas por isso estou aqui diante de teus poemas um grande abraço
Lindo!! Parabéns!!