Eu não sei o que há com meu corpo que me corre um olho que me escapam bocas e braços e abraços que me escorrem mãos que me derretem peitos e pernas por pontes portas postes pastos não sei o que há comigo que transpira vida que desperta a fome que ilumina a carne não sei o que há que me sinto livre que me sinto luz.
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Que gênio sádico e brincalhão
Que gênio sádico e brincalhão colocou teu corpo no meu caminho, teus lábios no roteiro dos meus e forjou teu beijo frio, que percorreu minhas veias e as fez caminho de eletricidade, desfibrilando-me um coração necrosado e ressuscitando meu desejo de amar?
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Sobre Hipopótamos e Elefantes
Elefantes são animais teimosos Inconvenientes Aparecem sem ser convidados E voam, Voam longe
Ah, têm péssima memória.
Vêm em várias cores e, Sem aviso, Podem mudar de cor
Ficam invisíveis mas não somem E parecem ser imortais Aviso: Não tente matá-los! Eles se multiplicam.
Já os hipopótamos são dóceis Tímidos Da matéria dos sonhos E dormem em garrafas
Não mudam de cor Mas podem alterar o sabor Em geral são doces Mas há dias em ue podem estar mais apimentados.
Assustadiços, se escondem ao menor sinal de chuva Mas são fortes como... hipopótamos!
Nunca tentei matá-los Mas tenho certa mdificuldade em dormir engarrafada.
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Nunca fui uma mulher de artimanhas
Nunca fui uma mulher de artimanhas Mulher de perfumes De velas aromáticas, óleos e fantasias
Nunca fui mulher de máscaras E cintas-ligas Mulher de meias 7/8
Sempre fui mulher de inteiras De querer agora De repentes
Mulher de acasos E acontecimentos
Desta vez Quero fazer diferente.
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12 do 11 de 11
Parece que o mundo acabou mesmo Ontem Um fim silencioso Imperceptível
E o dia de hoje É de mera Constatação
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Meia-Noite em Paris
Sim, eu sei De nada adianta sonhar Paris Na Belle Epoque Itália na Renascença Ou a Rua do Ouvidor Dos velhos e bons tempos.
Minha matéria é o tempo presente, Carlos E ele não anda pra trás Este é o tempo de viver De ser feliz, de sofrer E não adianta voltar A outros tempos e amores Não há tempo pra isso Apesar de Einstein
A vida é agora E pulsa Sempre Onde quer que os homens amem Quando for que os homens sonhem Sem máscaras.
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Campo Minado
Hoje meus versos têm garras Poesia de palavras armadas Exércitos delas.
como sair consigo se o mundo muda e nos mudamos o mundo?
que bom ler teus poemas de novo andei sumido mas voltei com vontade de ver coisas belas por isso estou aqui diante de teus poemas um grande abraço
Lindo!! Parabéns!!