Lua Barreto

Lua Barreto

n. 1971 BR BR

n. 1971-05-02, Goiânia

Perfil
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Efeito Borboleta

O tempo parou um instante
E eu, tornada anti-matéria
Fui totalmente absorvida por teus olhos.

E aquele olhar
Causou um tsunami na ásia
Terremotos na áfrica
Maremotos na Europa
Um vulcão eclodiu na América

E o mundo acabou.

De lá pra cá, tudo o que parece existir
é ilusão.
Só o que existe são teus olhos.
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Poemas

71

Imaginação

Se for imaginação
Quero ficar aqui,
Do outro lado do espelho.

Só cruzo a fronteira
Se for pra fazer acontecer

Caso contrário fico aqui
Do lado de cá
Te olhando...
Te olhando sem parar

Porque daqui vejo seus olhos
Me vendo
Daqui enxergo teus sinais
E eles são claros
Eles me dizem o quanto você também quer.
1 375

Como Faz?

Afinal de contas
O que fazer do desejo?
Da inquietude,
Da fome?

Onde colocar essa ânsia,
O arrepio na pele,
A insônia,
O suor?

Em que mestre alquimista buscar a fórmula?
Em que livro empoeirado encontrar a técnica?

De que modo suportar seu beijo
Sem sucumbir, me entregar?

Só me resta rezar
Ou fugir.
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Nunca fui uma mulher de artimanhas

Nunca fui uma mulher de artimanhas
Mulher de perfumes
De velas aromáticas, óleos e fantasias

Nunca fui mulher de máscaras
E cintas-ligas
Mulher de meias 7/8

Sempre fui mulher de inteiras
De querer agora
De repentes

Mulher de acasos
E acontecimentos

Desta vez
Quero fazer diferente.
793

Sobre Hipopótamos e Elefantes

Elefantes são animais teimosos
Inconvenientes
Aparecem sem ser convidados
E voam,
Voam longe

Ah, têm péssima memória.

Vêm em várias cores e,
Sem aviso,
Podem mudar de cor

Ficam invisíveis mas não somem
E parecem ser imortais
Aviso:
Não tente matá-los!
Eles se multiplicam.

Já os hipopótamos são dóceis
Tímidos
Da matéria dos sonhos
E dormem em garrafas

Não mudam de cor
Mas podem alterar o sabor
Em geral são doces
Mas há dias em ue podem estar mais apimentados.

Assustadiços, se escondem ao menor sinal de chuva
Mas são fortes como... hipopótamos!

Nunca tentei matá-los
Mas tenho certa mdificuldade em dormir engarrafada.
1 082

12 do 11 de 11

Parece que o mundo acabou mesmo
Ontem
Um fim silencioso
Imperceptível

E o dia de hoje
É de mera
Constatação
1 278

Meia-Noite em Paris

Sim, eu sei
De nada adianta sonhar Paris
Na Belle Epoque
Itália na Renascença
Ou a Rua do Ouvidor
Dos velhos e bons tempos.

Minha matéria é o tempo presente, Carlos
E ele não anda pra trás
Este é o tempo de viver
De ser feliz, de sofrer
E não adianta voltar
A outros tempos e amores
Não há tempo pra isso
Apesar de Einstein

A vida é agora
E pulsa
Sempre
Onde quer que os homens amem
Quando for que os homens sonhem
Sem máscaras.
1 120

Campo Minado

Hoje meus versos têm garras
Poesia de palavras armadas
Exércitos delas.

Pingam letras
Chuva ácida

Dinamito romances inteiros
Espalho boatos em bilhetes
Planto falsos fatos
Falácias
Factoides

Amasso pequenas bombas
E jogo no lixo
Apenas pelo prazer de escrever novas granadas

Hoje só prestam
Versos com veneno
Poemas com cicuta
E pequenas injeções de poesia na veia

A poesia quando fura
Não é desejo
É necessidade.
1 308

Hybris

Você vai ser sempre meu pecado
Minha hybris

A minha tentação
Pra sempre
Meu arrependimento
A traição que não consumei

E eu sigo te deixando pistas
Pequenas provocações
Enigmas
Que você não entende
Ou finge não entender

Vou deixando meu rastro
Minhas marcas
Meu cheiro e meus perfumes

Sempre na esperança de causar,
De não ser esquecida
De ficar na sua vida
Um pouco mais
Que uma lembrança

Te deixo
Bibelô na cristaleira
E me conformo em ser memória

No fundo
Sei que este é o seu lugar
Que você está exatamente onde deveria estar.
1 091

Ah, solidão
Este monstro devorador de almas.

Por tanto tempo dividimos dores
Companheiras de exílio
Tantas manhãs chuvosas
Em que fomos felizes
Juntas

Te chamei enquanto todos te recusavam
Te acolhi quando todos te repeliam
Te amei pelos mesmos motivos que outros te temiam

Por que, então, agora
Me abandonas?
Agora, que estou aqui, perdida
Neste vácuo
Neste onde
Neste tempo-espaço em que as perguntas ecoam
Por onde andas?

Não me iludo com teu silêncio
(tua definição)
Não estou só.
Só sou íntegra
E estou aos pedaços.

Entregue à minha própria entropia
Sem sequer a solidão,
Este monstro devorador de almas,
Para me fazer companhia.
1 391

Quando eu juro

Quando eu juro que não quero mais saber
Você chega
De surpresa
E eu quero tudo
De novo.
1 224

Comentários (8)

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CORASSIS

Grande poetisa talentosa encontrei!lindo e interessante o que liPARABÉNS !

joaoeuzebio

DEIXAREI MINHA VISÃO POÉTICA ENTRE TEUS POEMAS BELOS ASSIM COMO UMA ESTRELA A BRILHAR

joao euzebio

LINDO POEMA GOSTO DE TUDO O QUE FAZ UM GRANDE ABRAÇO

Malu Silva

Creio que os seres humanos - homens ou mulheres - são um pouco atemporais! Boa noite!!!

luiscarlos
luiscarlos

ah tambem moro em goiania!