Se for imaginação Quero ficar aqui, Do outro lado do espelho.
Só cruzo a fronteira Se for pra fazer acontecer
Caso contrário fico aqui Do lado de cá Te olhando... Te olhando sem parar
Porque daqui vejo seus olhos Me vendo Daqui enxergo teus sinais E eles são claros Eles me dizem o quanto você também quer.
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Como Faz?
Afinal de contas O que fazer do desejo? Da inquietude, Da fome?
Onde colocar essa ânsia, O arrepio na pele, A insônia, O suor?
Em que mestre alquimista buscar a fórmula? Em que livro empoeirado encontrar a técnica?
De que modo suportar seu beijo Sem sucumbir, me entregar?
Só me resta rezar Ou fugir.
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Nunca fui uma mulher de artimanhas
Nunca fui uma mulher de artimanhas Mulher de perfumes De velas aromáticas, óleos e fantasias
Nunca fui mulher de máscaras E cintas-ligas Mulher de meias 7/8
Sempre fui mulher de inteiras De querer agora De repentes
Mulher de acasos E acontecimentos
Desta vez Quero fazer diferente.
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Sobre Hipopótamos e Elefantes
Elefantes são animais teimosos Inconvenientes Aparecem sem ser convidados E voam, Voam longe
Ah, têm péssima memória.
Vêm em várias cores e, Sem aviso, Podem mudar de cor
Ficam invisíveis mas não somem E parecem ser imortais Aviso: Não tente matá-los! Eles se multiplicam.
Já os hipopótamos são dóceis Tímidos Da matéria dos sonhos E dormem em garrafas
Não mudam de cor Mas podem alterar o sabor Em geral são doces Mas há dias em ue podem estar mais apimentados.
Assustadiços, se escondem ao menor sinal de chuva Mas são fortes como... hipopótamos!
Nunca tentei matá-los Mas tenho certa mdificuldade em dormir engarrafada.
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12 do 11 de 11
Parece que o mundo acabou mesmo Ontem Um fim silencioso Imperceptível
E o dia de hoje É de mera Constatação
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Meia-Noite em Paris
Sim, eu sei De nada adianta sonhar Paris Na Belle Epoque Itália na Renascença Ou a Rua do Ouvidor Dos velhos e bons tempos.
Minha matéria é o tempo presente, Carlos E ele não anda pra trás Este é o tempo de viver De ser feliz, de sofrer E não adianta voltar A outros tempos e amores Não há tempo pra isso Apesar de Einstein
A vida é agora E pulsa Sempre Onde quer que os homens amem Quando for que os homens sonhem Sem máscaras.
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Campo Minado
Hoje meus versos têm garras Poesia de palavras armadas Exércitos delas.
como sair consigo se o mundo muda e nos mudamos o mundo?
que bom ler teus poemas de novo andei sumido mas voltei com vontade de ver coisas belas por isso estou aqui diante de teus poemas um grande abraço
Lindo!! Parabéns!!