Abandon
C’est cet abandon
cet isolement parfois douloureux
qui me laisse terriblement amère.
Mon cœur est atteint d’une maladie.
Une grave maladie…
Insuffisance d’amour.
Mon cœur reste froid, glacé, insensible:
Tes mots ne me disent rien.
Tes lèvres ne me donnent plus de plaisir
et, tes regards, non plus.
Reste en moi, la douceur…
de nos petits moments.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Un morceau de moi”
Sou
Sou tsunami
Sou fera.
Sou tempo que para
Sou tempo que espera…
Desabrochar em ti
Ser tua primavera.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Erótica MENTE”
Apetece-me
Apetece-me
Soltar a voz…
do coração.
Entrelaçar palavras…
de amor adubadas.
Plantá-las em teu peito…
Colhê-las a cada instante.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Muita Poesia e Pouca Prosa”
A morte
A morte tossiu,
estrebuchou…
ganhou vida.
A morte ganhou força
e deveras assanhada...
saiu à rua.
Sádica e pervertida,
A morte deambula por aí...
matando a vida.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In " Mensagens, Preces & Reflexões"
O amor
O amor é santo remédio
E não falha, há quem o diga;
Cura todas as maleitas
Desde a cabeça à barriga.
E da cinta para baixo
É certinha a sua cura…
Cura do mais pervertido
Até à gente mais pura.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Do Romântico ao Brejeiro”
Salivando
É bem húmido este beijo
que à porta do desejo
se farta de salivar.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”
Espírito mulheril
Ora brando e relaxado
De tons marfim ou anil
Nem sempre se sente bem
Estádios de mulheril.
Quantas vezes alma e corpo
Não estão em sintonia
É a voz da consciência
Defraudando a fantasia.
O laranja fica escuro
O escuro torna-se preto
Também eu fiz estas trovas
E queria um bom soneto.
Mas o tempo cura tudo
Volta à alma o colorido
Não aquele que desejas
Mas o que te é permitido.
E corpo e alma, enfim
Voltam às cores triviais
Anil ou cor de marfim
Essas duas, pouco mais.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “ Do Romântico ao Brejeiro”
A fila
A fila
A morte existe e não respeita ninguém.
Não se deixa comprar pelos altos cargos e posições sociais.
Perante a morte, temos todos a mesma importância.
Fica o viso à navegação.
Para aqueles que acham que a morte, a doença, os naufrágios e os acidentes… só acontecem aos outros, cuidem-se!
Toda a gente é visada. Toda a gente faz parte da fila de espera e, nem sempre, a morte respeita o número de ordem.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”
O peso da consciência…
O peso da consciência…
não se nota na balança.
Que pena!
Pesa na alma?
Às vezes, mas cada vez menos….
Trágico!
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Muita Poesia e Pouca Prosa”
Vou e venho...
Vou e venho…
a pensar em ti.
Tomara que a viagem
não acabe nunca.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”