Luiz Fábio da Cruz

Luiz Fábio da Cruz

n. 1979 BR BR

n. 1979-08-17, Porto Alegre

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A moda antiga de decantar

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que nessa vagarosa caminhada
Colhi pelo meu trajeto tão caro
Entrego-mi aos pés seus amada

Quando meus olhos repousam
Só vejo a nossa solidão nua
Exposta aos outros que nos magoam
Nos gestos tão amargos na voz sua

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que prendeu os sentidos seus aos meus
Nessa manhã de sol e nuvens em breus

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que ao envenenar a minha alma
Deram-mi o teu amor em vã brasa
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Poemas

44

A moda antiga de decantar

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que nessa vagarosa caminhada
Colhi pelo meu trajeto tão caro
Entrego-mi aos pés seus amada

Quando meus olhos repousam
Só vejo a nossa solidão nua
Exposta aos outros que nos magoam
Nos gestos tão amargos na voz sua

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que prendeu os sentidos seus aos meus
Nessa manhã de sol e nuvens em breus

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que ao envenenar a minha alma
Deram-mi o teu amor em vã brasa
388

ViVer II

Dizes-me se a redoma de cristal ti bastou?
Deixa passar essa tempestade
Enquanto sentir que tudo se quebrou
E fores apenas a sombra do que desejas

Por enquanto os sonhos, são isso
Apenas ilusões ditas com gosto de saudade
Que este medo que tu sentes
E nesse vazio não há lugar para mim

Eu ainda estou aqui
Como no dia do meu nascimento
Tão só como o meu ultimo dia

Agora só vou mi sentar nesse café
E observar...
O quê posso dizer mais...
416

Viver

Quem mi dera encontrar a história perfeita
Sem inicio, meio ou fim; sem repetições de cenários
Apenas atos de verdade, de coragem sem medo
Da verdadeira paixão refletida em seus olhos

Preenchida de toda a dor e toda alegria
Não a dor vazia da humanidade
Tão pouco a sua alegria comedida
Sempre quero mais para a minha vaidade

Que todos os dias sejam dias de fúria
E as noites...fogueiras de paixões
Esquecendo o flagelo da meia duvida

Mas é tudo tão vão como essas palavras
Que lidas sem o calor das emoções
É como um Adeus para quem já se foi...
402

Amizade

Diz ela
Com medo e com suspiro
Com desejos de futuro
Dizes, amiga minha,
O quê... realmente...
Queres de mim?
Que eu digo o que quero de ti...
340

Anjo

Anjo ( Sil Peres )

Por entre as asas celestiais, por entre a tua glória
Por entre todo o sangue que escorre por suas mãos
Milênios de obediência cega
Também tens os dois lados
O divino da presença do Pai
E o Negro de ódio por mim
Roubas a minha fé em ti
Com os atos nefastos de suas traições
No desenlace do destino
Serás menos que o pó das minha sandálias
322

Um Beijo e um Bom Dia

Quando dito com sinceridade
e tão quente quanto uma noite inteira,
vale por tantas coisas
que enfrentamos para chegar nesses momentos tão singelos,
mas que são únicos
na vida de cada um,
se perdeu o tempo naquele carinho quase chorado,
quase como um obrigado,
velado,
mas que os olhos
e as mãos dadas explicam.
290

Desejo ( Repetido )

Como seu desejo é uma ordem...
E queres a mesma descrição
E eu não mi furto em atendê-lo
Dos atos que falaste...então

Com o mesmo desejo quero teu beijo
Molhado e apertado, quente e ardente
Com o mesmo desejo quero o teu abraço
Refugio e aconchego, e por que não...o calor dos teus seios

Das belas curvas de seu corpo
Sobre o meu...desejo teu
Fazendo o coração pulsar...

Mas o entrelace e desenlace de idas e vindas
Fica só entre nós
No final só caia mais uma vez no meu peito
245

Despedida

Nessa tarde de sábado
Nas areias da Paragem das Conchas
Faça desse rio sinuoso que morre ao mar
Um minuto de silêncio...
Em honra aos sinos que dobram
De tudo que já foi
De tudo que há de oculto
De tudo que findará
Conte os grãos das areis que pisas
E não chegará
Aos versos de despedida que já fiz...
255

Angústia

00h01min
O desejo de sábado já passou
Só o que me resta
É aquela preocupação que mi consome

Não sei o porquê disso tudo
Não sei onde e quando vai acabar
Sem ou com o desejo realizado
Não sei como

Vou acordar agora e tudo vai melhorar?
Quem mi dera ser tão simples
Como o desejo de Alice...

É apenas um sonho não vai mi machucar...
Há vai "sin",
E como... Essa angústia que não some
263

Cansaço II

Tudo que quiseres hoje, peça-o
Não se esqueça de nada, leve tudo
O que quiseres que eu faça, eu o faço
Não mi deixe em paz

Queres que eu morra estafado a teus pés
Serei o escravo das vontades alheias
Queres que eu segure o seu mundo
Pilar de todos os desejos vãos seus

Que assim seja; Que corra meu suor
E quando acabar...
Que seja o meu sangue posto ao chão

Faça o que quiseres de meu corpo
Não se esqueça de nada...
Mas quando eu repousar, dormirei na terra dos sonhos
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