Luiz Fábio da Cruz

Luiz Fábio da Cruz

n. 1979 BR BR

n. 1979-08-17, Porto Alegre

Perfil
11 451 Visualizações

A moda antiga de decantar

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que nessa vagarosa caminhada
Colhi pelo meu trajeto tão caro
Entrego-mi aos pés seus amada

Quando meus olhos repousam
Só vejo a nossa solidão nua
Exposta aos outros que nos magoam
Nos gestos tão amargos na voz sua

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que prendeu os sentidos seus aos meus
Nessa manhã de sol e nuvens em breus

Trago-ti o odor dos doces cravos
Que ao envenenar a minha alma
Deram-mi o teu amor em vã brasa
Ler poema completo

Poemas

44

Descanso

Deixe-me só, esqueça o meu nome
Feche seus olhos, e mi esqueça
Não diga nada, muito menos o que sou
Sussurre baixinho aos pássaros

Hoje não é dia de lamentos
Tão pouco de más lembranças
Hoje é dia de café com pão caseiro
Dia de aguar as flores

Dia dos amigos de inconfidências
Horas lentas de Bolero, Pour Elise
De almoço tardio, e tarde indolente

O Santo ofício pode me chamar;
mas ainda assim...
Descanso
315

Um Domingo perfeito é simples

Acordar tarde, com a preguiça indolente do descanso
Ainda sonolento senti o calor do teu corpo amado ao meu lado
O olhar de resguardo da admiração sem que tu saibas
O abraço e beijo e um bom dia sem ti acordar

O friozinho do ar matinal da alvorada
O cheiro das poucas flores que restaram neste inicio de inverno
Caminhada até a padaria, e aquele cheirinho de pão quente
Aquele cheiro de café, ti veres chegar para o beijo de bom dia

Comer algo, um chimarrão para conversar ao sol que passa a aquecer
Passar a manhã só com o som da tua voz
Para o meio-dia, visitar alguns dos nossos, ou namorar

A tarde, ficar no sofá abraçado ver algum filme sem compromisso
Caminhada para qualquer lugar, só pra ti mostrar que é minha
Mas não importa o que for, se estiveres ao meu lado, pois "te amo"
236

Sem título

amor
vazio de alma
que me mata
sem perdão
da solidão
da noite
no vento que me arrodeia
no cair da chuva
só o silêncio das gotas
de chuva
e das minhas lágrimas
197

Brilhar II

Em cada manhã que passa por nós
Roubamos o que há de melhor nos outros
O Brilho de sua vida
Sem notar

Em cada discussão, em cada não
Rebelde desconfiança de tudo
Outrora o que foi o bem mais valioso
Sugamos o "core" até secá-lo

Seu ledo engano, põe tudo a perder
Em sua pressa de voltar, não esqueça
Uma vez mais o sol vai brilhar amanhã

Seu ledo erro, escreve de modo torto
Em sua história, esse capítulo já acabou
Uma vez mais o sol vai brilhar amanhã
297

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.