Luiz Fábio da Cruz

Luiz Fábio da Cruz

n. 1979 BR BR

n. 1979-08-17, Porto Alegre

Perfil
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Viver

Quem mi dera encontrar a história perfeita
Sem inicio, meio ou fim; sem repetições de cenários
Apenas atos de verdade, de coragem sem medo
Da verdadeira paixão refletida em seus olhos

Preenchida de toda a dor e toda alegria
Não a dor vazia da humanidade
Tão pouco a sua alegria comedida
Sempre quero mais para a minha vaidade

Que todos os dias sejam dias de fúria
E as noites...fogueiras de paixões
Esquecendo o flagelo da meia duvida

Mas é tudo tão vão como essas palavras
Que lidas sem o calor das emoções
É como um Adeus para quem já se foi...
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Poemas

44

Coroa de Princesa

Grato, agradeço de tod'alma, pelo teu olhar meigo
Minha doce Princesa dos Açores, lasciva luz
Do teu dolce pranto desses olhos negros
Signora do penhor dos meus erros

Exijo, por puro capricho, dai-me de sorver do teu peito
Ante o maldito tempo; árido e parco que reduz
Que corre no pampa como loucos ogros
Punição lenta dos pecados ligeiros

Amargo que passa de um ao outro
Levando as mesmas histórias
De toda a mesma gente

Argos, lhe cortou a'lma no "Austro"
Diante das derrotas e vitórias
De todo penitente
244

Procure-me e mi acharás em sua mente

O teu pedido amiga de ontem
É frio como a trágica mentira
Trairás a confianças de quem?
Nesse falsa fachada de moça

Os divinos dias teus se prestarem para isso
Pedido de ajuda de loucos escutaste
Na mocidade de teus olhos perdidos
Viste o quê? Sou mais velho que o mundo

Caído dos céus e augusto escolhido
Nos teus olhos só há culpa pela falsidade
Confesso só a Deus, e ele em nada mi culpa

Vil rosa ariana que em silêncio ocultas
Veio, viu e não soube nada, nada
Cala-te, quando eu sair deixarei o pó de minhas sandálias
184

Sorte e amor

jogos de palavras bem colocadas

dispostas como cartas

num lance de Black Jack

a casa vence
214

Boa noite

Senhor Meu Deus, mi ajoelho perante Vós
Não busco nada, nada mesmo, já mi deste tanto
Senhor Meu Deus, só quero que escute a minha voz
As minhas lágrimas do meu pranto, já foram do meu encanto

Senhor Meu Deus, sei que me entendes, sois o Alpha e Ômega
Já viste tantos como eu, todos iguais a mim, filhos ingratos
Senhor Meu Deus, tu que me deste a minha vida
Sabes quem sou, sou sua imagem e semelhança

Apenas pó na mão do oleiro... Que sopraste a vida
Sou filho do filho do filho... que foi um dia reto perante a ti
"Se tu não mi amasse tanto assim, eu viveria na escuridão"

Sabes da minha dor, Meu Senhor, é a tua dor
Dizem que o Senhor Meu Deus é Amor,
Só não dizem que esse amor o faz a criatura mais triste, Perdão...
231

Descanso

Deixe-me só, esqueça o meu nome
Feche seus olhos, e mi esqueça
Não diga nada, muito menos o que sou
Sussurre baixinho aos pássaros

Hoje não é dia de lamentos
Tão pouco de más lembranças
Hoje é dia de café com pão caseiro
Dia de aguar as flores

Dia dos amigos de inconfidências
Horas lentas de Bolero, Pour Elise
De almoço tardio, e tarde indolente

O Santo ofício pode me chamar;
mas ainda assim...
Descanso
312

Noite I

Como todas as anteriores a esta
Lastimo a tua presença ausente
E na solidão da noite chuvosa
Respingo de suas lágrimas
Inundam os meus sonhos de...
Amadas e amargas lembranças deixadas
Isto que me fere em todas
Você...
Obrigada a prisão da casa materna
Noite...
Esqueça tudo que eu já disse
Deita-te no meu peito
Ao menos desta vez
Cruze os seus braços em meu corpo
Reencoste-se em mim como das outras vezes
Una a alma a minha calma e...
Zombe do purgatório
217

Brilhar II

Em cada manhã que passa por nós
Roubamos o que há de melhor nos outros
O Brilho de sua vida
Sem notar

Em cada discussão, em cada não
Rebelde desconfiança de tudo
Outrora o que foi o bem mais valioso
Sugamos o "core" até secá-lo

Seu ledo engano, põe tudo a perder
Em sua pressa de voltar, não esqueça
Uma vez mais o sol vai brilhar amanhã

Seu ledo erro, escreve de modo torto
Em sua história, esse capítulo já acabou
Uma vez mais o sol vai brilhar amanhã
294

O Festival da Carne Brazileira

O Festival da Carne "Brazileira"

Vestidos que despidos são os vazios
Encanto decantado deste "brasios"
Ave-do-paraíso desplumada
Perdes os doces ares de "amada"

Seios seus fartos da amostra
Se o seu preço banal é o olhar...
Cobiça, inveja do vazio gozar
De todos, o meu apreço se prostra

É só meu na hora sagrada morta
Entendera só a de nossa Horta
Meu pecado velado às escuras

Que conheces a rosa a honrar
Em segredo gemido de bradar
De joelhos sente tremer as coxas suas
193

Sem título

"Todo mestre usa parábolas,
todo gênio usa enigmas,
mas o escritos às vezes usa de mentiras para dizer a verdade."
302

Espero

espero
espero todos os dias
aquele sorriso sincero
que vai se repetir no dia seguinte

espero
espero todos os dias
aquele beijo
aquele que será a ultima boca a me velar

espero
espero todos os dias
aquela que vai me aquecer
que vai queimar a minha alma

espero
espero todos os dias
espero

espero
só o que faço...
talvez um dia
pelo menos um dia
só um dia
só um

232

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