Magalski

Magalski

n. 1998 BR BR

...

n. 1998-11-23, Brasil

Perfil
3 818 Visualizações

O regresso

Era uma vez um homem andarilho, que vivia do que coletava e do que matava e assim tranquilo ficava.

Mas um dia chegou, em que o retirante percebeu que seus pés nus num atrito ruidoso,

Feitos pedra lascada roíam com suas patadas no chão escaldante terroso,

Ai! As lesões causadas eram de um contundido tenebroso!

O homem então, em toda sua sabedoria,

Matou capivara, ovelha e cotia,

E, de suas carcaças e lãs produziu, um calçado que bem o serviu.

Portanto, o homem rude sua viagem infinda prosseguiu.

Ao chegar às Europas, terras frias, cansado como estava procurou fazer moradia:

Uma cabana próxima ao leito do Tejo.

Daí então construiu de montes,

Carroça, carruagem, embarcações, casarões,

Quarteirões, condomínios, e tudo o que um homem há de construir para ter seu conforto fixo.

Mas num futuro bem distante, depois de construir carros, aviões, computadores e telefones, o homem refletiu, que de tanto trabalho vivia cansado, daquela rotina doentia,

Todos os dias muito trabalho, todos os dias monótonos, que finalizavam tudo num descanso de estadia, e recomeçava ao nascer do sol.

Matutou como ninguém, planejou viagens pelo mundo, de mochila, logo se viu, tornou-se nômade de novo!

Pensou: “Carros pra quê!? Se preciso eu respirar ar puro para viver!”

E em meio a suas viagens, conhecendo outras culturas, outras realidades,

Concluiu que não precisava de verdade de tanta fartura, afirmou:

A partir de hoje “como apenas aquilo que coleto e aquilo que caço”,

Sentou debaixo duma árvore frutífera, recitando alguns poucos versos da Bíblia.

A natureza é dialética, e o homem é um bom selvagem em sua forma primitiva.
Ler poema completo
Biografia
...

Poemas

22

Metrópole

Aquela cidade amada,                                

Onde o movimento madruga,

Onde a conversa não acaba.

Onde a notícia se espalha,

Onde lutam pelos direitos.

 

Aquela cidade amada,

Das calçadas largas,

Da Cultura misturada,

Onde velho convive com novo,

Onde a arte está no olhar de cada cidadão.

 

Cidade Amada,

Da Pátria Amada,

Onde se encontra orgulho,

De ver a nossa amada bandeira estendida

Minha esperança no meu país reerguida.

 

Onde os livros, filmes e vídeos,

São parte do dia a dia,

Onde o sol bate a janela,

‘Acorde, já é dia!’.

 

Onde o Café é sangue,

Onde o pensamento formiga,

Cidade Amada,

Sonho de uma menina.

 

Grande Cidade,

Grande demais pro Coração,

Amor eterno inexplicável.
172

Astronomia


Acreditava de verdade,

Que só existia esse mundo

Tão medíocre.

 
Enganei-me com palavras tolas,

Que me diziam o quanto era horrível

E que não sairia desse globo de neve mundano

Não passo de mais um ser humano

Numa galáxia tão incrível

Prendo-me neste mundo tão sensível.

 
Mas quanto se cansa uma alma libertária,

Abre-se as cortinas da esquecível saudade.

O mundo de verdade,

É muito maior na realidade.

 
Um mundo onde não consiga e nem queira,

Enxergar seus limites

Crio teorias e sonhos,

Em que eles não existem.

124

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.