Lista de Poemas

ALMA QUÂNTICA [Manoel Serrão]



Outrora O ser deveste sem o Ser devir.
O pó-a-vir ao pó do corpo sem nunca sê-lo ali.
O imutante, O show finito, O reality eco homoBBB.
O efêmero d’onde Hegel e o invisível esperto no terno jamais imaginou.

Agora, espaço e tempo com
mestria; cinesia; e evolução.
Ó eis a cônscia do homo por d'trás do pensamento.

Sim, agora Holos, sê-lo assim! Alma Quântica!

520

VERBO CONJUGADO [Manoel Serrão]



Dito, mal dito: - “Cal’-te"! Ó verbo ser que descarna.  
Soletrais! Soletrais vós os soletrados em nós!

Dito, bem dito: - “Fala-te"! Ó verbo ser que incarna. 
Cantais! Cantais vós os embolados em nós!

Dito, mal dito! Ó verbo, dito, bem dito? 
Conjugado errado ou perdido. 
Flexionado em  voz; pessoa;
numero; modo e num tempo qualquer esquesito.

Ó só não lhes evite do Ser o Verbo!

308

HOLÍSTICA [Manoel Serrão]

E ei-los avessos... 
C'os braços entrelaços na mass-media separados, ei-los!
E ei-los ahi frames despedaçados,
Homines do antanho, hospídes do hospício conhecido,
Ranço coberto de sânie, ratos doridos roídos de fome.
Corpus carnale mutilados, rechaços ao cosmos encantado.
E ei-los ahi, removidos: cera a cera para o museu do passado!

E ei-los aceitos...
C'os braços desenlaços nos todos abraçados, ei-los!
E ei-los ahi inteireza, o elo da nova hóstia comungada.
Homines -, Demiurgos -, do porvir desconhecidos, plasmas invisíveis transmutados.
Ostes do holos -, os inteiros - para novos entes iluminados.
E ei-los ahi, manutenidos: almas etéricas e a matéria no tempo de todos os mais preparados.

Ó não éreis vós bichos atávicos qu' nos instintos animaes,
Palmilháreis a modernidade via a transmodernidade inda por chegar?
Ó não éreis vós bichos atávicos qu' nos instintos animaes,
Palmilháreis a era da razão via à cônscia idade que se declara acolá?

Ó preparai-vos! Então, que sejais vós quão todos nós uma só nova linguagem nessa busca pela evolução:
Um novo “código” para o  espaço-tempo do EU SOU na maior idade.

 


 
 

 
 

 

 

 

 

 

597

ANDALUZ [Manoel Serrão]



Luz toda nua na poça da chuva,
Caiu do céu a lua no meio da rua!
Ó e deu-se à Luz,
E o desejo do Amor em nós! 

293

CORDA MESTRA [Manoel Serrão]








Cava após cava,

Pé ante pé após perna.
Pedra dura ou pedra lisa: a rocha ensina!
Assim, escalo a vida sem a mestra!
358

A TRINDADE [Manoel Serrão]

 

Ao sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman.

Impalpáveis, infinitas e tão eternas... 
Imutáveis, imateriais e tão transcendentais...

Ó assentai-vos, e olhais para o que há no espaço!
Olhais os rios, os mares e a larga vastidão dos oceanos de Pontos.
Espiais os dias, as noites e o altivo de Urano e Gaia à procura da remota humana; 
Olhais para as profundezas "intestinas" e entranhas de Tártaros.


Ó assentai-vos, e olhais para o que há no tempo! 
Espiais o presente tão falto de verdade e paz, com os seus peregrinos errantes e miseráveis desesperançados sem liberdade que desencontra o humano;
Olhais essa "massa" passiva, invisível e sacrificada, meros expectros, filhos dessa pátria saqueada;
Espiais esse “rebanho” forjado no aço do passado; e, para todos os sonhos futuros de redenção, que vão-se em ondas de normose aos rés entre os dedos da ilusão, aceleram o trágico espetáculo da decadência humana. 


Ó assentai-vos, e olhais para o que há na base da matéria!
Olhais o primeiro, a carga positiva dos prótons; e, no meio dos prótons, impedindo que eles tenham contato direto os nêutrons;
Olhais para os elétrons, partículas dotadas de carga elétrica negativa.

 
Ó assentai-vos, e olhais para o que há no estado da matéria!
Espiais o sólido que se liquidifica; onde todas as iterações e encontros dos entes se tornaram provisórios e temporários, fugazes e passageiros, válidos apenas até um novo dia; 
Olhais para d'onde impera o individualismo, a desigualdade, a revolução digital, e a efemeridade das relações, e quão gases volatizam todos os mais belos sonhos.


Ó assentai-vos, e olhais para o que há na música! 
Escutais a tão suave e sonora melodia da vida; e os cânticos harmoniosos da Terra; as cítaras e as harpas do silêncio; a concisa harmonia do amor fraterno;
Ó olhais o ritmo que se dará à paz no mundo.

Então vedes, olhais o que deu-nos Deus em 3 em Um e no 3 e Um, uma assinatura para a redenção dos homens: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
E nós homens todos amém!

 

 



464

POÉSIS [Manoel Serrão]



Toys
Super toys.
Cyborgs. Robóticos [in] falíveis?

Mas a poesia é QI-id-AI...
Alma sem limite!..
 


 

349

COISA APARENTE [Manoel Serrão]


 


Uns negam, emudecem, e mentem!

Outros consentem, consomem, e dêsmentem!
Entre uns e outros pelos diferentes, apenas uma “coisa” aparente adeja no ar.
249

BOIAS FRIAS [Manoel Serrão]



Êi Etanol,
Bio combustão? Ração flex?
Ó não boia [s], tendes, fé!
Se não for Power é fome!
A fria [s] é assobiar e cortar cana.



304

AGRIPA [Manoel Serrão]



Ora o Ogro do gene, cio, parto d’agripa.
Ora o feal Petiz, xiita, salvo d’ordálio.

Ora o Mancebo assaz, xita de vão reparo.

Ora o Turista atipa dorido c’os vaios.

Mas no cabente? 

O Gajo, só à fórceps nascor, ó raios!

 
348

Comentários (1)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.
321alnd

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.

Perfil Nome completo: Manoel Serrão da Silveira Lacerda. Idade e naturalidade: Nasceu em São Luís [Atenas Brasileira] capital do Estado do Maranhão, na Santa Casa de Misericórdia, em 19 de abril de 1960. Filiação: Filho de Agamenon Lucas de Lacerda e de Oglady da Silveira Lacerda. Neto paterno de Manuel Lucas de Lacerda e Maria Antônia Lucas de Lacerda; neto materno de Hidalgo Martins da Silveira e Maria José Serra da Silveira. Ascendência geral de espanhóis e portugueses judeus. Profissão: Advogado e Professor de Direito, formado pela Faculdade de Direito do Recife - UFPE, curso criado pela Carta Lei de 11.08.1827 - publicada em 21.08.1827 - Chancelaria Mor do Império do Brasil, que no passado acolheu dois presidentes: Epitácio Pessoa, em 1886 e Nilo Peçanha, em 1887. Acolheu outros nomes, os quais enriqueceram a nossa cultura como: Rui Barbosa. Castro Alves. Augusto dos Anjos. Ariano Suassuna. Miguel Arraes. Francisco Julião. Barão do Rio Branco. Barão de Lucena. Joaquim Nabuco. Fagundes Varela. Raul Pompéia. Tobias Barreto. Graça Aranha. Álvaro Lins. José Lins do Rego. Pontes de Miranda. João Pessoa. Clóvis Bevillaqua. Silvio Romero. Adolfo Cisnes. Assis Chateaubriand. Agamenon Magalhães. Luís Câmara Cascudo. Aurélio Buarque de Holanda, e tantos mais. Dimensionar a origem do berço poético do autor, assim como a dimensão e a importância do Maranhão para a cultura nacional, peço vênia para transcrever um pequeno trecho da obra do imortal membro da Academia Maranhense de Letras o professor Jomar Moraes, intitulada - Apontamentos de Literatura Maranhense - edições sioge - nota bene: "Sem receio de qualquer exagero chauvinista diríamos que a presença do Maranhão na literatura nacional se caracteriza, principalmente, pelo vanguardismo que sempre colocou nossos homens de letras à frente dos debates das novas ideias e da renovação de padrões estéticos. Do negrismo de Trajano Galvão ao neoconcretismo de Ferreira Gullar; do ideário estético e nacionalista de Gonçalves Dias às antecipações modernistas de Sousândrade; da lucidez analítica de João Francisco Lisboa ao ensaísmo da Franklin de Oliveira e Oswaldinho Marques; dos estudos folclóricos de Celso Magalhães ao romance naturalista de Aluísio de Azevedo; dos estudos de Nina Rodrigues à renovação estética pregada e apoiada por Graça Aranha, tudo revela e comprova a clara vocação de pioneirismo e liderança que assinala uma das mais características e importantes facetas da nossa participação na cultural nacional". E ainda, de Coelho Neto, Teófilo Dias, Vespasiano Ramos, Raimundo Teixeira Mendes, César Marques e muitos outros de uma constelação que brilha desde meados do século XIX. Dois dos quais – Gonçalves Dias e Teófilo Dias – são patronos de cadeiras na Casa de Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras, à Akademia dos Párias, dentre eles: Fernando Abreu, Paulo Melo Sousa, Garrone, Paulinho Nó Cego, Marcello Chalvinski, Zé Maria Medeiros, Celso Borges. Podemos citar: Arthur Azevedo; Catulo da Paixão Cearense; Bacelar Vianna; Bandeira Tribuzi; Padre Antônio Vieira [Sermão aos Peixes]; Odorico Mendes; Sotero dos Reis; João Francisco Lisboa; Gentil H. de Almeida Braga; Custódio A. P. Serrão [Frei]; Trajano Galvão; Josué Montello; Nauro Machado; José Sarney; José Chagas; José Maria Nascimento; Laura Amélia Damous; Luís Augusto Cassas; Alex Brasil, Antônio Miranda, Carlos Cunha, Dagmar Desterro, Joãozinho Ribeiro, Lago Burnett, Odylo Costa, Roberto Kenard, Salgado Maranhão, Vespasiano Ramos, Joaquim Haickel, João Batista Gomes do Lago; Mhario Lincoln; Lenita de Sá, João Paulo Leda, Evilásio Júnior, Antônia Veloso, Luiza Cantanhede, Zélia Maria Bacelar Viana, além de muitos tantos outros.