Matheus Nascimento

Matheus Nascimento

n. 1997 BR BR

phunky buddha----033--024----

n. 1997-10-12, Caratinga, MG

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QUARTA ÀS VINTE

A cada quinze dias
nas quartas
às vinte
eu me sinto bem,
tenho horário marcado
com os ocultos
desse vai e vem.

As dores de um moribundo
que não cabem nesse mundo
se dispersam num feitiço
escondido nesse assunto,
ontem calado,
hoje profundo.

À doce confidente que me escuta
e sabe bem como chegar,
como eu queria devolver
os abraços que me dá.


Petrópolis, agosto de 2021.
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Poemas

17

QUARTA ÀS VINTE

A cada quinze dias
nas quartas
às vinte
eu me sinto bem,
tenho horário marcado
com os ocultos
desse vai e vem.

As dores de um moribundo
que não cabem nesse mundo
se dispersam num feitiço
escondido nesse assunto,
ontem calado,
hoje profundo.

À doce confidente que me escuta
e sabe bem como chegar,
como eu queria devolver
os abraços que me dá.


Petrópolis, agosto de 2021.
267

FORÇA GRAVITACIONAL

Alma leve
pluma do querer
aonde vai você?

No apogeu da paixão
levas tudo que era meu
transborda de emoção
derrama um pouco Eu

E o vento que uiva as novas
muito choro e pouca goza
sou peão desse xadrez

Vento agora é sopro fraco
desmunido de prazer
flutuando sem destino
vai a pluma do querer

Viçosa, dezembro de 2021.
167

CASA VINA

Bela vida
vida eterna
sou um pouco do seu caos
és minha harmonia discreta
pincelada numa taça
in vino veritas
de uva branca esverdeada
cores intensas
dessa linda aquarela
um cenário, mil paletas
e eu quero todas elas.

Salvador, dezembro de 2021.
179

CONFUSO CONFÚCIO

Tão efêmero quanto o mero fiasco da lâmina que encosta no esmero,
sai a faísca que brilha num escuro tão enfermo.

O sangue fino escorre pelas alterosas de meu peito,
tão sentido de intensos suspiros desmentidos eu suspeito
se a novidade desse sujeito não é mais do outro mesmo.

Inseguro só desejo
Que esse mimo e quente beijo
Se acerte a termo
a priori ou a esmo
E nas páginas de minha história
realce tudo que vejo.


Petrópolis, setembro de 2021.
277

OS OLHOS DA ALMA

Verde janela
de várias imagens
diverge na alma
o voar de bons ares.

Me olha de fora
e com muito talento
tira toda agonia
que havia aqui dentro.

Quem me dera ser um pássaro
pra entrar em seus jardins
ser formiga em passo a passo
ser todas as árvores
ou apenas um cupim,
mas pra mim basta enfim,
respirar o seu afago.


Petrópolis. agosto de 2021.
282

QUERO-QUERO

Admiro um passarinho
que se chama Quero-quero

pois é leal consigo mesmo
e afirma o que é sincero.

Enquanto escrevo ele voa

foi embora não está perto,
será que um dia ele volta?
Com saudades eu espero.


Petrópolis, outubro de 2021.
297

838

Desaprendi a escrever
Aprendi a me entregar

Esqueci as rimas raras
Me sufoquei
Com o peso

Desse ar
Rarefeito

Que maltrata esse sujeito
Que só quer saber amar.


Petrópolis, outubro 2021.
284

CARTA PRA CRONOS

Há tempos se procura uma verdade que dura.

O tempo apresenta
Complementa
Mostra as caras

Tempo curto
Sem saber
Conquista, encanta
tem poder.

O tempo é breve
e  nele se esquece,
que a vida acontece
e você não se conhece.

Faz muito tempo
que vivo meu tempo
e enfim me contento
com um bom momento.

Que o tempo passe e não me engane,
esteja sempre vivo ao meu alcance.
 

Governador Valadares, 2015.
258

UNTITLED, UNMASTERED.

Melodias progressivas 
tocam sem soar
Ouvidos que entonavam
 já não querem escutar
A curiosidade do infinito 
tangencia o horizonte
através de olhares
 que enxergavam atrás de montes
A arte vagabunda é o meu chão,
a música boêmia é o meu teto
Mas sem afeto
nada existe 

se não aquilo que é concreto.


Governador Valadares, 2013.
262

CORDAS E BAMBAS

Torna-se um assassino quem busca estatísticas antes de apostar;
quem busca dinheiro antes de trabalhar;
quem diz que ama sem se expressar;
quem transa com a mesma mulher sem se animar.
Porém o mais cruel também é ignorante
e sobrevive sem se arriscar.

Tropeças quando soma números
se sonhas letras,
pois vive na ilusão do exato.

Esqueceu-se dos sonhos nesse encontro desmarcado,
são dez pras quatro e meia,
compre meia passagem pro trem das memórias,
e o infinito num instante,
em retratos na estante.


Cachoeiras de Macacu, fevereiro de 2021.
244

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