Por ora não interessa quem sou, que entenda a/o ?! Outr/a/o.
Peço desculpa por postar escritas toscas, textos mal editados ou nem revistos.
Parte da minha escrita fora da nuvem., formatei-a num ssd...😂😢🤗 A plataforma é rápida. Sem sequência ou ordem de assunto. A cronologia: nem sempre é clara a data real, por isso a não incluo.
Gente entre gente, que não se pense que se sente o que outro sente, nem que se pressente para além do presente.
Só me retrato por tanta falta de critério e qualidade.
A verdade é que alguns dos que mais prezo não serão incluídos para já.
Uso também um novo repositório para a língua inglesa, idioma que tenho vindo a usar por vários motivos, e.g. (https://www.poeticous.com/m-genth )
Embora quase não escreva em espanhol e francês, uso um site espanhol que considero, entre outros.
Não posso aquilatar exactamente o que perdi, dado que....blá blá blá.
Quando encontrar uma ordem e decidir se quero incluir algo pessoal além das iniciais cruzadas, ou pseudónimo/fotografia.
Atentos cumprimentos a todos os que mantêm, participam e contribuem para este repositório de escritas, as melhores, e todos os que chegaram. Obrigado
Lista de Poemas
Pequenez
Sou tão pouco que não consigo ser nada
Outros são nulidades assumidas, erroneidades,
Eu sou tão pouco que não chego a ser
Nada que toque a beleza, capacidade
Perspicácia, pertinácia, abrangência
E todas as qualidades das mulheres, mães.
No entanto absurdamente uma me terá dado à luz,
Pois reza a lenda, o costume, determina o paradigma,
Que o aglomerado como serei chamado assim se produz.
Sou uma emergência de um ventre atormentado,
E quem sabe terei sido reduzido a muito pouco,
Um muito pouco pequenino e soluçante, alguma coisa,
Pois aqui ainda estou, embora pouco, errado e isolado.
Sou muito pouco capaz de acabar com esta vida de bolso que me leva
Sempre para trás, contra a corrente, ofendendo a gente que presta.
Nem mau ou perverso uma vez terei sido considerado, qualidades
De trabalhador tão longe como grande e digno é o trabalho,
Eu ignobilmente irrisório.
Sou triste de uma tristeza pequenina que é ridícula para a mãezinha,
Procrastinador assumido em baixinhos tons de manipulador e aproveitador,
Sem ter precisado de seguir do ventre para qualquer lixeira ou ambiente
Que desse toque a esta pequenez, incompletude,
Deve ser divina.
Nasci pequeno e fútil a iludir os outros como trágica piada cósmica.
Outros são nulidades assumidas, erroneidades,
Eu sou tão pouco que não chego a ser
Nada que toque a beleza, capacidade
Perspicácia, pertinácia, abrangência
E todas as qualidades das mulheres, mães.
No entanto absurdamente uma me terá dado à luz,
Pois reza a lenda, o costume, determina o paradigma,
Que o aglomerado como serei chamado assim se produz.
Sou uma emergência de um ventre atormentado,
E quem sabe terei sido reduzido a muito pouco,
Um muito pouco pequenino e soluçante, alguma coisa,
Pois aqui ainda estou, embora pouco, errado e isolado.
Sou muito pouco capaz de acabar com esta vida de bolso que me leva
Sempre para trás, contra a corrente, ofendendo a gente que presta.
Nem mau ou perverso uma vez terei sido considerado, qualidades
De trabalhador tão longe como grande e digno é o trabalho,
Eu ignobilmente irrisório.
Sou triste de uma tristeza pequenina que é ridícula para a mãezinha,
Procrastinador assumido em baixinhos tons de manipulador e aproveitador,
Sem ter precisado de seguir do ventre para qualquer lixeira ou ambiente
Que desse toque a esta pequenez, incompletude,
Deve ser divina.
Nasci pequeno e fútil a iludir os outros como trágica piada cósmica.
174
Gladstone sem razão
Altos cumes espumados erguem-se.
Facto certo e insofismável, objetivo.
Diverge a opinião, Gladstone nocivo
E a terra onde o Sol brilha entretém-se.
Quilhas partem os cumes em cinefilia.
Existe aquele que quer o amor de maria.
Ninguém vive sem uma corda no pescoço.
Factos palpáveis, diária utópica fantasia
Quem espera no cais olha bem o lodo,
Chegados, zarpados não vêem o todo.
Novecentos em seus intentos origina
Os futuros monumentos,
Um em Cartum
A olhar para o Nilo,
Raro por adversidade
À autoridade do citado prime inglês,
Vês?
Umas enviadas voltam com o pescado
Império desarticulado vê o seu sepultado
Servidor ora como herói, mártir, traidor
Que gente vê pessoas que nos deixam dor.
Canta-se o hino nos colégios
As academias treinam os jovens
Cujas lajes
E capelas dependerão da família delas.
149
Felices cumpleaños
Cumpleaños, que nos hace recordar?
Os anos que se não vão cumprir
Aqueles que se não acabam ou não iniciam
Os dois, os que estão envolvidos nos inícios
E naqueles interrompidos aqueles não cumpridos
A vida começa no momento da geração na comum concepção
É o nado vivo, o aparecer para o perigo que aguarda cá fora
O romper da placenta a primeira tormenta, isso sim torna a gente atenta
O nascimento o cumprimento da gestação o dealbar da razão
O nevoeiro de um ano incompleto excepto para uma extrema minoria
Nascidos às zero horas do primeiro dia, os quais se podem excluir do inquérito por advir
Que dessa consideração se não exclui a condição do nevoeiro do indeterminado
Dos dois anos onde o medo o imprevisto e o ignorado são tão sonantes
Onde as campainhas não se podem unring, onde os terrores, Ping, são enfim escorridos
Nos medos do mar sem fim,
Na quadra soneto ou grito antes do fim ou aquele mais fino e fraco donde eu vim.
A certeza da maioria de dizer com um grito eu vi o dia, mesmo que fosse de noite
Uns precisam de açoite, vão à incubadora, aspiram as secreções
Que diferem em muito daquelas retiradas na hora acabada da coisa finada
Daquela biología parada, da cara enrugada, a respiração desligada, da vida enfim acabada
Num ano que se não cumple, sin cumpleaños mesmo que os tenha celebrado embora
A verdade das convenções, não das monções que são mais certas que as comédias, estações ou comezinhas oscilações
Uma verdade que ainda é Gregoriana, um ano que se determina pelo que se congemina e concorda
Como chamar enforcamento à corda que conclui o momento e consagra o detrimento.
O ano dos finados não é um ciclo acabado
O ciclo do vivo nado não é um ciclo completo
E tudo o que lhe medeia cabe na nossa ideia
Que começa e acaba num momento de instante, num grito rampante num nevoeiro indistinto
Numa fundamental ignorância de ignorar, de estar e faltar
Como uma aula assistida mas de falta marcada
As mãos assentes no plano e um olhar de ansiedade no pano
Naquele ano de cumpleaños onde os anos se não cumprem
Como injustamente se quedam as queridas da nossa vida
As nossas coisas sonhadas, as pessoas amadas, os consumos não consumados,
Os feitos adiados, os projetos relegados, os jardins abandonados
Todas as ervas daninhas que se vão desenvolvendo,
Uma comum teoria que fala da entropia,
Todas as reflexões sobre os sistemas tenderem à imutabilidade,
À extinção da energia, ao anoitecer do dia
A dizer you had your day, now you must make way.
Esse day que celebramos em felices cumpleaños.
167
Instante
Num instante se diz para além do devido
Ou num momento se repete o que veio no vento.
Numa rajada se dispersa a vontade
Retida no peito em falar a verdade
Verdade da mentira movida na vida
Como instrumento de lucro, investimento
Para desacreditar o próximo, estacas,
Que se podem tornar murros
Em pontas de faca, errar o alvo
Com a perfídia, dar coração
Ao alvo da injúria e difamação.
Legitimar a profunda emoção
Cantar uma bela canção.
Isto posto levanta-se do banco
Olha os prédios refletidos na lagoa
O vermelho e negro na água.
O nosso Rio.
De Janeiro.
Ou num momento se repete o que veio no vento.
Numa rajada se dispersa a vontade
Retida no peito em falar a verdade
Verdade da mentira movida na vida
Como instrumento de lucro, investimento
Para desacreditar o próximo, estacas,
Que se podem tornar murros
Em pontas de faca, errar o alvo
Com a perfídia, dar coração
Ao alvo da injúria e difamação.
Legitimar a profunda emoção
Cantar uma bela canção.
Isto posto levanta-se do banco
Olha os prédios refletidos na lagoa
O vermelho e negro na água.
O nosso Rio.
De Janeiro.
154
Pilares
Troca trocam os pés na calçada
Anda andam os pares na areia
Corre correm os meninos no parque
Um caminho leva à senda
Perdida e sempre refeita
uma restrita estreita rua.
A alma nua agradece ao pilar.
Pilar que se ergue do peito
de cada criança, se entrança.
Pilar coberto de esperança.
225
Nós
Nunca Verti uma lágrima
que não fosse minha para desperdiçar
Contos de tristezas mil.
Escritas na minha página.
Tenho um livro laranja com desatinos
Onde revelo os meus possíveis destinos.
Não espero receber lágrimas
No ocaso da minha parca acção
Só restarei eu, sózinho comigo,
O mundo é uma bola rolada
Usada pela criança na estrada
Criança com o apelido de nós todos
O nariz no momento, saudade dos avós,
Sempre a tentar desatar estes nós
182
Sem almejar, aquém
Um escuro de um muito que se abateu
Para lá do que se perdeu está o que se não almeja
Mais grave quando não mais se deseja
E o peito que bate não tem compasso
O corpo lasso
O dedo curto, lento
Desalento
Repetido
Sentido
Repetido
Vontade de se imolar em amnésia
Sem precisar de saltar da falésia
208
Desaparecido
Uma mulher exótica manipula um piano belo,
A minha lateralidade, os 24 Préludes de Chopin pela Yuja Yang
A desonestidade de se fazer contra a natureza do ser
Paradoxal qualidade que nesta idade
Me caracteriza, desvirtúa, banaliza
Ambiente abafado ausente de briza
Vento de liberdade cativo pela cobardia
Que controla todo este día, um Loop
De longínquos antães, tons oblíquos
De quem admira quem o olha de frente
Num tempo apartado deste lugar isolado
Deste recorrente de olhar apenas rente
Tangente ao chão onde, calmo, repousa
Uma criança grita lá dentro, ignorada
Uma ambulância cruza a rua apressada
Cruzada de pés abusados por passos
Pés com chinelo e outros a solo,
Como a vaziês que senta no meu colo
Carente de tudo, colmatando lacunas
Sonhando com mulheres das dunas
E acordes alheios, acordado para olhares feios
Que o encaram quando passa,
Forçando-se a ver meios cheios
Os vasos depletos para sempre destacados
Para longe de quaisquer companhias ou lugares seletos
Ocupando a vista, decadentes tetos, pisos empoeirados
Pensamentos incompreensíveis
Tempos de espera sem se acender uma vela
Antes uma aceitação de que a vida nem se nota
Se se atingir a abstração da potente indiferença
A toda e qualquer ideia ou presença
Se se rir na cara de qualquer pertença
Acordar no aguardo do desvario,
Acolher o frio como um amigo do espírito
Endurecer, esquecer numa memória feita de maus momentos
Que os bons escorreram no ralo da pia
Decadente, entupida com anda a vadia
Que sou, vadia falhada, na cave encalhada.
Inundados de citações inspiradoras, publicidade voraz, receio não ser capaz.
Desde rapaz rodeado de opções assustadoras
Empático com as dificuldades alheias
Estou hoje surdo de orelhas cheias
E disfarço a atenção que não presto
E consigo quase sempre esquecer do resto
Da certeza de que não empresto utilidade
Do muralha que me separa da comunidade
Da certeza de não ligar para a verdade
Ao garatujar este sem sentido repetido
Revivido de desilusão como pano de fundo
Opaca cortina que me separa do mundo.
Vivo rodeado de beleza, música, ideias
Nunca as minhas, sempre as alheias.
E a crueldade morou, e o ser aceitou
O saber que saber é o pior de tudo.
238
Apartado
Longe, longínquo, afastado, remoto,
o longe não é um lugar por relação a outra localização,
longe é ter partido
e não ser encontrado
Longe é um claro inequívoco estado
Sem constituição sem emoção sem noção,
longe é uma monção confundida
A soprar numa superfície perdida.
Longe é onde olvidado, um olhar vago,
Um lugar desocupado,
Um senhorio arredio,
Nem sempre um toque de frio
Nem sempre longe é distante
Longe é um ataque de tédio
Um espaço de ausente
Uma indecisão sem remédio
Longe é estar-se presente
Ausente sem estar doente
Sem negros nenhures nem agruras
Longe é pairar nas alturas
E ver com olhar clínico
Aquele estado cínico, negado
Que se não quer ver encarado
Longe é uma clareza
Que cai como o granizo
Numa revoada de inegáveis pancadas
E que, um minuto passado,
Já pode ser questionada
Como coisa imaginada.
248
Dominação
Na hora do bote dos Bots e ataque de drone,
Tinge-se a manhã no sangue místico,
A epidemiologia a disseminar fake news, a toldar nossa vista,
Não há muito quem assista e mesmo assim resista.
Tinge-se a manhã no sangue místico,
Explosão dos horrores derrotados,
Forças de balanço contra o ranço,
Odor do demi monde sem saber aonde.
Mata-se sem piedade aqui e acolá
Mata-se, sem razão, aonde quer vão.
Gente nas diversas Igrejas Ora toda a hora
E nunca reclamam de toda a demora.
Aspira-se a justificar a maldade no mundo.
Como se a cabal explicação do tempo
Parasse as nevascas do Alasca,
Ou twisters no show me state.
Tudo são perspetivas e vistas antigas
Dos pais fundadores desta e daquela sociedade,
Onde as verdades se penam fora da confissão, escondidas,
Onde só as lucrativas explicações, proferidas com probidade,
Exalam dos mass media, redes sociais, bots e outros que tais.
O bote de uma Slytherin pós WYSIWYG sem medida,
Uma fenda na gente, desumanização desmedida,
Esperança sempre aludida nunca cumprida.
Esperança sempre aludida nunca cumprida.
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Comentários (1)
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Contra plágio também é uma maneira de dizer e não dizer. Muito obrigada pelo comentário em meu poema.