Por ora não interessa quem sou, que entenda a/o ?! Outr/a/o.
Peço desculpa por postar escritas toscas, textos mal editados ou nem revistos.
Parte da minha escrita fora da nuvem., formatei-a num ssd...😂😢🤗 A plataforma é rápida. Sem sequência ou ordem de assunto. A cronologia: nem sempre é clara a data real, por isso a não incluo.
Gente entre gente, que não se pense que se sente o que outro sente, nem que se pressente para além do presente.
Só me retrato por tanta falta de critério e qualidade.
A verdade é que alguns dos que mais prezo não serão incluídos para já.
Uso também um novo repositório para a língua inglesa, idioma que tenho vindo a usar por vários motivos, e.g. (https://www.poeticous.com/m-genth )
Embora quase não escreva em espanhol e francês, uso um site espanhol que considero, entre outros.
Não posso aquilatar exactamente o que perdi, dado que....blá blá blá.
Quando encontrar uma ordem e decidir se quero incluir algo pessoal além das iniciais cruzadas, ou pseudónimo/fotografia.
Atentos cumprimentos a todos os que mantêm, participam e contribuem para este repositório de escritas, as melhores, e todos os que chegaram. Obrigado
Lista de Poemas
Poema de um minuto
Poema de um minuto feito por mim
Quem se irrita de ser lento assim
Dando razão ao ritmo de Shenzhen
Pois nunca direi amém com ninguém
Que não respeite a produção do espírito
A ideação da razão de viver
Uma produção do muito querer
E admire os deuses como protuberância
Produto da voluntas da nossa ânsia
De transcendência, de sentido,
De um ser mais sofrido
Do irmão sempre ter rido.
De não encontrar carteiras na rua,
Da fundamental incoerência natural
Que começa por criar o bem e o mal
Eventualmente a genealogia da moral,
Uma razão para obedecer ao sem sentido
Do erigir de qualquer complexo normativo
Lex humana, Lex divina, antes da afronta.
Ateu coerente que vê a utilidade dum deus presente,
Não se esconde atrás da sua certeza,
Cego para a realidade de que o ateísmo
É menos útil do que um reinventar de deus,
E que o fundamentalismo deriva duma carência
Exacerbada pela raiva de se saber na crença errada.
O pior deus é o materialismo post moderno
A insidiosa ideia colaborativa é monetarização
Exploração da natureza competitiva
Que trazemos insita no codex da vida
Nessa hélice helicoidal que se tem por banal
Na venda da nossa essência às ulteriores
Obrigações face às futuras gerações
Da passagem do testemunho, S João em Junho,
Tradição restaurada, identidade renovada, a mão em punho,
Andar em frente é progresso, a chave do sucesso,
Pendência é abusar da nossa paciência na indolência,
Que todavia quer comprar agora e fruir dentro de uma hora,
Logística, codificar ao microsegundo, modificar o mundo.
Então da escravidão paralela, uns perdidos,
Outros numa vida bela, passamos para a sucessiva
Todos somos escravos duma para outra vida
Filhos, netos, responsabilidade social., infernal não banal...
Recompensa é viver a vida numa incessante corrida.
Aumentar o rendimento em nosso próprio provento.
O vento do rendimento o desprezo da Indolência,
A vergonha da insolvência, da resistência, uma presciência...
À verdade da vidente sociedade,
Aprovada demonstrada testada.
As sociedades ocidentais infiltram o oriente,
While os think tanks cogitam o pensamento.
Enquanto a taxa do bem estar é um valor ascendente
Mesmo admitindo tudo o que está errado
O globo continua amarrado a uma crença
Cada vez mais subliminal e menos natural
E patentemente bem, bem sucedida,
Como prova a nossa vida nem divertida.
Invocamos os caçadores da savana para capitalizar o Gana,
Construímos a estrada da seda e nasce o Make Use Of,
Como em Portugal se investe em capital intelectual ,
Capitalização da instrução condition sine qua non.
O Benelux é um portento de saúde em rendimento.
A força irresistível da totalidade,
A beleza é a fé na verdade
A crença na humanidade
A ribalta cosmopolita da cidade,
Evolução sem poluição, sustentabilidade.
Desmaterializado o vil metal
Não se sabe qual a causa do mal
A prova de esforço ou de envolvimento,
Perpétua a inevitabilidade do movimento,
Porque parar é morrer, andar para falecer.
Pergunto muito humildemente;
É só por estar doente de solidão
Sem ninguém que me dê a mão
Que uma profunda emoção de inquietude
Se instala em mim como uma certitude?
Por ter derrubado a parede e poder ver para fora,
Para além deste perfeito conforto agora,
E saber que a tal descontinuidade é só meia verdade...
Assim calmo e confiante de que realmente,
Nunca tanta gente esteve tão pouco doente,
Na certeza de uma incerteza insita na natureza.
Não aceito responsabilidade pelo futuro da humanidade
E acredito que essa é a condição essencial da minha utilidade.
Aceitar tudo, compreender, incapaz de fazer
Há-de haver uma razão de ser,
Que evidente pode ser apenas nada
E, assim sendo, ser o motor da manada
Enquanto isso vivo as vidas ficcionadas
Habito realidades alteradas
Visito mundos paralelos
Impávido face ao legado de folículos que crescem
Atento aqui, alheio em geral,
Ausente da natureza natural.
E suspiro ao saber que este minuto de relatividade
Durou para outros toda uma eternidade.
228
Varanda de prece
Emoldurada varanda verde além da porta,
Aberta para o perfumado jardim ao poente,
Uma mulher tinha uma ideia premente.
Os seus caracóis ruivos brilhavam ao Sol
A sua Pele de marfim e olhos de azul sem fim.
Jolin, jolin, jolin, jolin,
S. João dá cá um balão e olha essa Jolin,
Protege o meu homem dessa lindeza.
João por favor não o deixe arrastar por seu poder,
A voz dela é como a briza que vem de Espanha,
E não há varão que resista ao chamado.
S. João ò padroeiro por favor te peço agora,
Não a deixes levar o homem que me enamora.
Ele chama e grita o nome dela de noite
Enquanto, agarrado à almofada eu murcho e choro;
O sorriso dela é como o sol da matina
E no seu corpo manso tudo desatina.
Por favor jolin não mo leves a mal
Por favor não mo leves só por levar,
Jolin, contigo eu não posso lutar para ganhar.
S. João, S. João, S. João, S. João!
S. João, vou lançar um balão, brincar e sonhar,
E ai de mim, jolin deixa tudo assim.
Tu tens qualquer homem que viva,
Não leves o meu que é meu, só por levar.
Jolin, estou a pedir, deixa, que amor só tenho este,
Ninguém mais me resta para consagrar o amar.
Jolin, quando ele te olha assim, para mim, isso é o fim.
Jolin, Jolin, Jolin, Jolin,
O Douro antigo desagua fecundo no oceano profundo.,
S. João, não a deixes levar o meu homem, hoje começa o verão.
Neste balcão de prece o rio é testemunha, estou nua na emoção.
Jolin é verão, não o leves mais não!
Jolin não me deixes sem os meus ruivos caracóis flamejantes.
Tira estas rugas sem fim da minha pele marfim!
Jolin, Jolin, Jolin, Jolin,
Leva todas estas coisas alheias que agora surgem em mim...
Jolin, Jolin, Jolin, Jolin...
(adptação a rever) 2017-06-23
Aberta para o perfumado jardim ao poente,
Uma mulher tinha uma ideia premente.
Os seus caracóis ruivos brilhavam ao Sol
A sua Pele de marfim e olhos de azul sem fim.
Jolin, jolin, jolin, jolin,
S. João dá cá um balão e olha essa Jolin,
Protege o meu homem dessa lindeza.
João por favor não o deixe arrastar por seu poder,
A voz dela é como a briza que vem de Espanha,
E não há varão que resista ao chamado.
S. João ò padroeiro por favor te peço agora,
Não a deixes levar o homem que me enamora.
Ele chama e grita o nome dela de noite
Enquanto, agarrado à almofada eu murcho e choro;
O sorriso dela é como o sol da matina
E no seu corpo manso tudo desatina.
Por favor jolin não mo leves a mal
Por favor não mo leves só por levar,
Jolin, contigo eu não posso lutar para ganhar.
S. João, S. João, S. João, S. João!
S. João, vou lançar um balão, brincar e sonhar,
E ai de mim, jolin deixa tudo assim.
Tu tens qualquer homem que viva,
Não leves o meu que é meu, só por levar.
Jolin, estou a pedir, deixa, que amor só tenho este,
Ninguém mais me resta para consagrar o amar.
Jolin, quando ele te olha assim, para mim, isso é o fim.
Jolin, Jolin, Jolin, Jolin,
O Douro antigo desagua fecundo no oceano profundo.,
S. João, não a deixes levar o meu homem, hoje começa o verão.
Neste balcão de prece o rio é testemunha, estou nua na emoção.
Jolin é verão, não o leves mais não!
Jolin não me deixes sem os meus ruivos caracóis flamejantes.
Tira estas rugas sem fim da minha pele marfim!
Jolin, Jolin, Jolin, Jolin,
Leva todas estas coisas alheias que agora surgem em mim...
Jolin, Jolin, Jolin, Jolin...
(adptação a rever) 2017-06-23
171
Sangue matinal
Tenho muito sono de manhã
Esqueço o amor daquela noite
Que amanheceu na cobardia
De não encarar de frente o novo dia
Tenho mil coisas solitárias
Panfletária natureza isolada
Um milhar de sonhos de concretização negada
Vem para mim amor dessa matina
Deixa eu acordar
Devolve essa sina
Qualquer palavra tua para vestir
Aquecer esta alma nua
Haja sangue na na rua
Haja sirene, o homem do Leme
Olhar fito naquilo que teme,
Olhar perdido no que há por vir
Esqueço o amor daquela noite
Que amanheceu na cobardia
De não encarar de frente o novo dia
Tenho mil coisas solitárias
Panfletária natureza isolada
Um milhar de sonhos de concretização negada
Vem para mim amor dessa matina
Deixa eu acordar
Devolve essa sina
Qualquer palavra tua para vestir
Aquecer esta alma nua
Haja sangue na na rua
Haja sirene, o homem do Leme
Olhar fito naquilo que teme,
Olhar perdido no que há por vir
154
Larghetto
Rostos, partidos e presentes, que me fitam
Pessoas que me olham e me mostram
A simples verdade de ter algo para dizer e fazer
Essa era uma bênção que me prezaria ter
Nós atados, dados viciados, passos calados
Como tanto pode ser quase nada
Como uma pessoa que está isolada
Apesar de lamentar, se sente abençoada?
108
O mundo além
A casa onde me abrigo
A roupa que visto
A mulher com que me avisto,
Noite após noite,
Enquanto dou voltas
Na cama onde me deito,
É tão minha como
As filhas que trouxe
Ou os que me deu
Não sendo ninguém
Pertença do próximo,
Uns são mais
Próximos
Que outros
A mim
Ninguém me é próximo
Sou ausente
De tudo
E assim quero ser...
A roupa que visto
A mulher com que me avisto,
Noite após noite,
Enquanto dou voltas
Na cama onde me deito,
É tão minha como
As filhas que trouxe
Ou os que me deu
Não sendo ninguém
Pertença do próximo,
Uns são mais
Próximos
Que outros
A mim
Ninguém me é próximo
Sou ausente
De tudo
E assim quero ser...
153
Mirtilos crescidos na praia
Mirtilos crescidos na praia
onde é que os há?
Beterrabas rubras que se desfazem em vermelho.
Vermelho e negro.
Diapasão.
Sol em tom de saída.
Noite em qualquer tom.
Só não queria é estar aqui.
Nem viver uma vida a que não pertenço.
À parte disso serve a carapuça.
Título é pergaminho ou denominação.
Preferia deixar passar a monção
Sem sombrinha na mão molhada, suada, feliz.
157
Enrugado espartilho
Quando a hora do silêncio chegar,
Que arribou, seja um emudecer da alma,
Concordante com o calar imposto,
Seja um apagar nas linhas do rosto.
Pois este rosto que carrega a rebentação,
Neste mar revolto, de regulas espartilhado,
Este rosto não se impõe nas profundas rugas
Ou ostenta pés de galinha como declaração
Este rosto é o rosto de dez mil, mais e mais, dias de existência,
A face da oculta consciência que o silêncio amarfanha e estilhaça
E o silêncio assim imposto, o abafar do exilado,
No mar carmesim de gentes tantas vezes violado,
É o sangue que não coagula numa tela, antes se dilui,
É só o mais um a ser pisado, um Zé-ninguém apagado,
É o dealbar fracassado de um poder-ser enfim gorado.
É apenas mera narrativa sem contos ou histórias,
Uma vida arredada de outradas memórias.
É o virar de páginas vazias, plenas de gritos coartados
162
Da frigideira para o fogo
Uma quina desnorteada sob o céu da América,
Uma esquina do barulho, dança, confusão,
Sentimentos, profusão, ânsia de destruição.
A moral estabelecida, contra o coração,
A personalidade ė um eu de capacete,
Vidros espelhados, opacidade total.
No calor da esquina os corpos desnudos
Faziam rir e suspirar, chorar, sair a acelerar
Pneus a cantar no asfalto derretido
O amargo de um problema garantido.
As luzes da cidade, a troca no redline,
O roncar forte do V6 rampante
A escolha do morro, aí que eu morro.
E não havia hoje maior felicidade
Se tivesse morrido ali, naquela verdade.
Nunca se enganara com o idiota,
Saltou da cova para uma lixeira,
No espelho, uma boca brejeira.
A presciência de uma estrada a afunilar,
Num quelho com cheiro de merda de gato
Lá pra frente uma poça de mijo no canto.
E o olhar ausente de quem sente
Que a espera é ainda longa afinal.
Infortúnio sem escrutínio,
E sem um doce lamento
Sem um crack no final
E o estoirar do osso.
Mais como esperar imóvel,
Gélido fundo de poço,
Uma tampa a raspar,
Uma nesga de luz,
A última ânsia sem nada a sonhar.
Nunca sentira falta de comodidades
Nem se pendurara por amenidades.
Alívio calmo, morna alegria,
A sensação de um dia bem passado,
Quina vermelha num poço selado.
Um sorriso sadio num corpo finado.
156
Àquela que passa, senti nela.
O intersetar dos micromundos pela audácia do gesto.
O movimento da mão que corta o ar, e sentinela
O afastar da atenção com a emoção de saber
Que a esbelta, potente, mulher está grávida,
Prenha de sentimentos que nunca conhecerei
Por mais emprestados que os tenha tido, lágrima
Que me escorre pela barba branca, mulher, me enamorei
Por quem, subavaliada, teve marido que lhe desmereceu,
Pelo que a união dos merecidos amantes, expressa em beijos
E suspiros desiguais, e apertos de felicidade que se teme
Tudo debaixo do Plátano, na margem que nunca alcancei.
Podes ter errado em mães de lindos filhos, e acertar no virar
Daquela esquina cujo prumo era distraidamente fora de curso.
Ou tenha eu sido tão feliz que a normal diaridade das luzes,
E da falta delas, o bater dos calcanhares que tu, mulher bela,
Mulher, o que trazes de entrevistos beijos e abraços suspeitados!
Ancas ondulantemente próximas, costas esculturais, quando viras
O queixo que leva o resto da face que já amo, eu, sem fôlego,
Penso, sinto-te, desconheço quem és, só não me deixes agora.
Não abandones quem te merece, te deseja, te respeita,
Quem não te conhece e ora, ante ti, estremece
Senão onde estaremos, nós que nos perdemos?
Versão gorada de probabilidade
Não posso aceitar isso!
Já somos!
És o meu horizonte infindo!
Para lá de ti as águas escorrem do mundo,
Os monstros marinhos não atacam caravelas
Calaram-se num grito as canções de amor
E as crianças no oblívio nada reconhecem.
Precisamos de ti, ó musa que passas, acontece!
És o hidrogénio do oxigénio na garganta da gente,
Cada um o mútuo recíproco no século nascente
Passa neste instante em que o amor entretece!
O movimento da mão que corta o ar, e sentinela
O afastar da atenção com a emoção de saber
Que a esbelta, potente, mulher está grávida,
Prenha de sentimentos que nunca conhecerei
Por mais emprestados que os tenha tido, lágrima
Que me escorre pela barba branca, mulher, me enamorei
Por quem, subavaliada, teve marido que lhe desmereceu,
Pelo que a união dos merecidos amantes, expressa em beijos
E suspiros desiguais, e apertos de felicidade que se teme
Tudo debaixo do Plátano, na margem que nunca alcancei.
Podes ter errado em mães de lindos filhos, e acertar no virar
Daquela esquina cujo prumo era distraidamente fora de curso.
Ou tenha eu sido tão feliz que a normal diaridade das luzes,
E da falta delas, o bater dos calcanhares que tu, mulher bela,
Mulher, o que trazes de entrevistos beijos e abraços suspeitados!
Ancas ondulantemente próximas, costas esculturais, quando viras
O queixo que leva o resto da face que já amo, eu, sem fôlego,
Penso, sinto-te, desconheço quem és, só não me deixes agora.
Não abandones quem te merece, te deseja, te respeita,
Quem não te conhece e ora, ante ti, estremece
Senão onde estaremos, nós que nos perdemos?
Versão gorada de probabilidade
Não posso aceitar isso!
Já somos!
És o meu horizonte infindo!
Para lá de ti as águas escorrem do mundo,
Os monstros marinhos não atacam caravelas
Calaram-se num grito as canções de amor
E as crianças no oblívio nada reconhecem.
Precisamos de ti, ó musa que passas, acontece!
És o hidrogénio do oxigénio na garganta da gente,
Cada um o mútuo recíproco no século nascente
Passa neste instante em que o amor entretece!
197
Longe
Longe, longínquo, afastado, remoto,
O longe não é um lugar por relação a outra localização,
Longe é ter partido e não ser encontrado.
Longe é um claro inequívoco estado.
Sem constituição sem emoção sem noção
Longe é uma monsão confundida a soprar sobre uma superfície perdida.
Longe é onde olvidado, um olhar vago,
Um lugar desocupado,
Um senhorio arredio,
Nem sempre um toque de frio
Nem sempre longe é distante
Longe é um ataque de tédio
Um espaço de ausente
Uma indecisão sem remédio
Longe é estar-se presente
Ausente sem estar doente
Sem negros nenhures nem agruras
Longe é pairar nas alturas
E ver com olhar clínico
Aquele estado cínico negado
Que não se quer ver encarado
Longe é uma clareza que cai como a geada
Numa revoada de inegáveis pedras
E um minuto passado já pode ser questionada
O longe não é um lugar por relação a outra localização,
Longe é ter partido e não ser encontrado.
Longe é um claro inequívoco estado.
Sem constituição sem emoção sem noção
Longe é uma monsão confundida a soprar sobre uma superfície perdida.
Longe é onde olvidado, um olhar vago,
Um lugar desocupado,
Um senhorio arredio,
Nem sempre um toque de frio
Nem sempre longe é distante
Longe é um ataque de tédio
Um espaço de ausente
Uma indecisão sem remédio
Longe é estar-se presente
Ausente sem estar doente
Sem negros nenhures nem agruras
Longe é pairar nas alturas
E ver com olhar clínico
Aquele estado cínico negado
Que não se quer ver encarado
Longe é uma clareza que cai como a geada
Numa revoada de inegáveis pedras
E um minuto passado já pode ser questionada
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Comentários (1)
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Contra plágio também é uma maneira de dizer e não dizer. Muito obrigada pelo comentário em meu poema.