Por ora não interessa quem sou, que entenda a/o ?! Outr/a/o.
Peço desculpa por postar escritas toscas, textos mal editados ou nem revistos.
Parte da minha escrita fora da nuvem., formatei-a num ssd...😂😢🤗 A plataforma é rápida. Sem sequência ou ordem de assunto. A cronologia: nem sempre é clara a data real, por isso a não incluo.
Gente entre gente, que não se pense que se sente o que outro sente, nem que se pressente para além do presente.
Só me retrato por tanta falta de critério e qualidade.
A verdade é que alguns dos que mais prezo não serão incluídos para já.
Uso também um novo repositório para a língua inglesa, idioma que tenho vindo a usar por vários motivos, e.g. (https://www.poeticous.com/m-genth )
Embora quase não escreva em espanhol e francês, uso um site espanhol que considero, entre outros.
Não posso aquilatar exactamente o que perdi, dado que....blá blá blá.
Quando encontrar uma ordem e decidir se quero incluir algo pessoal além das iniciais cruzadas, ou pseudónimo/fotografia.
Atentos cumprimentos a todos os que mantêm, participam e contribuem para este repositório de escritas, as melhores, e todos os que chegaram. Obrigado
Lista de Poemas
Dor orbital
Vejo luzes que alumiam as ruas
E as casas, não as minhas, só as tuas.
A minha alienada casa não é alumiada
Foi assaltada por mim num belo dia
Como qualquer outro e agora, alienada,
É iluminada por quem vive lá, e não sou eu.
Casa alienada e não paga, porque te apartaste,
Tão cedo de mim próprio descontente?
Amadas casas dos outros, algumas já foram minhas,
E perdi-vos, e morais no meu coração cheio de perdas,
Sem luto mas com emoção de foste minha e perdi-te.
Dor de casas,
Dor de objetos íntimos,
Dor de lugares
E coisas nesses lugares,
Dor de cruzamentos da vida
Com as cidades das gentes passantes
Que estão ora lá,
Meros passeantes ou significantes.
Louco por sentimentos que não sustentam o corpo
E perturbam a rotação do núcleo lá no coração que mora
Onde morar e existe para sentir coisas loucas e irracionais e belas e amorais.
Ò perdas inevitáveis, porque te multiplicais em sofrimentos muitos?
Porque trilhamos a vereda do olvido com passos de tem de ser?
Mas têm ou não têm.
Não sabeis, passageiros e equivocados, uns,
Outros bem retos e acertados,
Que ignorâncias orbitam em halos?
Santa ignorância de ser ateu incompleto.
Perdas emocionais, amores partidos, mãos que se não afagam mais,
Ombros furtados, beijos roubados pelo tempo que leva o recorte
E o odor e o rosto das paixões, dos amores, dos filhos, dos cães.
Tudinho neste amor partido se carrega e quebra as nossas costas
até nos tornar cegos para a sorte e a felicidade aos nossos pés pousada,
como um cão que aguarda a carícia do dono.
Passamos e não vemos o cão.
Uivando baixinho, vai ele procurar dono.
E nós?
Nós ficamos indóminos,
Errantes enredados nos uivantes vendavais do desassossego.
Enfim, não há luz que alumie a nossa trilha.
Não há partilha que restitua a nossa perda.
Não há cura, uma por uma, restitua a nossa filha,
Ou o amado filho de alguém, tido por sequestrado da maldade,
Do jogo, dos tóxicos, do vício em geral, aqueles que não vem no jornal.
Os sujeitos do nosso amor incondicional não se encontram,
Nunca lá, afinal, lançaram ferro.
Nós, pobres crentes, procuramos a quimera,
A personalidade que não tem,
A habilidade que não demonstrava,
A simpatia que não lhe pertencia.
Esse o nosso dia.
Dia de aceitação, dolorosa aceitação de que o cão não morreu sem ajuda,
Que realmente as pessoas são gente, de todo o tipo e feitio.
E não há leito mais escorregadio, destino mais arredio.
Mgenth, 2014
188
Contra Plágio
No tempo em que festejavam o meu aniversário
Eu não era feliz apesar de todos estarem vivos
No antigo apartamento havia gritos e zangas que muito lamento
E rezei de joelhos aos pés da cama após a primeira comunhão (a cisma do crisma)
Um período seguido, sentida fé,
Perdida a fé, o brinquedo esquecido.
Curtas as tramas, longo o tecido.
[Uma bola de pelo vomitada por uma gata preta
Que paria atrás do sofá duma sala da (extinta) direcção
O felino que me ensinou o tipo de amor que a mãe me nutre,
A gata perante a cabeça dos filhos nados com amor
Corpo devorado sem remissão por errada assumpção
Outra mãe preservando um filho torto numa crisálida
Ansiedade de se atonar através de uma tez pálida
Louva a Deus, congrega a comunidade, tout de suite)]
(O tempo impávido, sarcástico, caricatura, aquela criatura,
Pois de agrura em agrura, de vela em vela,
Não mais se entende os motivos dela
Não mais se reconhece o objecto do negócio,
Enquanto os aniversários são nivelados por um Inquieto e ansioso ócio,
Uma energia dissipada com retorno negativo,
E tudo se mostra antigo
Um diálogo de surdos que de tão peculiar faz a comunidade pasmar
Um movimento a configurar, um resultado a esperar
Tudo parênteses a desconsiderar por não dito,
Inexistente, desconforme com o resistente)
Hoje vivi, duro, perduro, ainda faço anos
Morto caminhante, cavaleiro andante, tetraplegico da alma
Reconhecido por perder a calma
Tenho o passado na algibeira e os fantasmas à minha beira
E hei-de sempre fazer as coisas à minha maneira
Que é a força de quem tem um destino que não quer cumprir
Sem dentes de tempo para celebrar, sem ninguém para amar
Nem a ti poeta que te li um dia
E imagino que com Maria, filha da Lavadeira,
Tinhas vivido mais uns anos, mas nada diz se serias feliz
Vejo a pequena a ingerir chocolates pelo mundo inteiro
O predito revólver do Mário lá para o fim
Oracular do mesmismo de também não saber o q há para mim
Saiba que o tempo em que festejam o nosso aniversário
Esse lento pode ser um calvário
Uma still frame a imaginar engolir o canário
A tentar partir o espelho da subtil servitude
Fechado na gaiola da dolorosa falta de atitude
Nessa irresponsividade, suposta causa mortis
(Resulta que)
Já sou velho e não apenas os dias se não somam,
Mas os fantasmas que assumem seus lugares
Que me olham em seus esgares
São tão banais como castanhas em pedaços de jornais
Que voltam neste século que não alcançais.
Que eu carrego o testemunho daquilo que não viste
E numa prosa cortada travestida em poesia
Sonho inglório ao figurar ao que tu assististe
Num tempo em que se não havia inventado uma palavra
Num dictionary of Obscure sorrows,
Uma palavra na nova Stoa, anemoia
Para uma emoção antiga, celebrada
Ansiedade de não ter vivido e sofrido
Outros tempos que tenham sido
Outros que tenham tido e perdido
E indiferença para o meu existir.
É, digo-te eu,
Ando sem andar suficientemente,
Respiro sem viver realmente
É, minto e finjo na visão de mim que me ofereço
Numa grande promessa de promete que não aconteço.
É, os timbres do piano que invejo, não os ouço,
Antes vejo a beleza que nesta solitária quietude
Sempre ha-de resultar de uma humana similitude.
Virtude não há que me comova
Existir há.
Solto lágrimas para toda a estética que vós perdestes
E contudo aspiro a uma sincronicidade que o permita
Sem prescindir de ser ateu, anarquista, extremista e eremita.
Discordo em dizer que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
A década da inspiração vem a reduzir a quantidade
De uma certa qualidade que prezamos
Transformados, reinterpretados, alegados últimos moicanos.
Somos entroncamentos de probabilidade a rir da realidade.
Essa é a minha verdade.
Isolada, solipsística, desencantada.
Sob o peso dos neutrões, da vossas concentradas reuniões.
Vossas mercês, distintências, passem bem com as vossas decorrências.
E fique eu obtuso na coerência que recuso.
290
A corda a dar
Sintético sincretismo é uma perspectiva
De juntar a visão de um com a outra perspectiva da vida
E conseguir um novo caminho sem tantos espinhos
O sincretismo brasileiro sempre achei maneiro
Uma prática braçada explícita ou inconscientemente por um povo inteiro.
Foi por lá que o meu beco sem saída encontrou alguns caminhos
Deixei de homenagear os vinhos, aceitei o que sempre havia recusado como condenado
Literalmente
E figurativamente ganhei o que quando voltei vi que perdi
De novo fechado reservado atormentado açoitado pelo próprio chicote
Como ir para o casamento sem dote e ficar emburrado
Como nunca aceitar nada de mim ou dos outros e andar amuado
De semblante fechado, ensimesmado, cego surdo e verboso
Como um seboso orador que só se queixa e nunca diz o que pensa
Uma real auto ofensa um desvirtuamento de si
Uma máscara feia que se mostra na rua e depois fixa
Hoje nem vivo aqui, quem aparece é alguém que se não conhece
Um de que ninguém se compadece pois de fato não o merece
É o pior ser de si feito concreto, um eu abjeto
Cercado de sirenes que queria ser rodeado de lindas sereias e falar sem peias
Não dizer o que não pensa apenas deixar_se falar
Abrir a porta para o que pode dar.
Até à data se constata a total falácia de si, caída na falta de audácia
Vontade de destruição e sua própria voz denegrida.
Aceitação da imagem que lhe dão para se enforcar
E ainda dar a corda para o laço se dar e justo amarrar.
De juntar a visão de um com a outra perspectiva da vida
E conseguir um novo caminho sem tantos espinhos
O sincretismo brasileiro sempre achei maneiro
Uma prática braçada explícita ou inconscientemente por um povo inteiro.
Foi por lá que o meu beco sem saída encontrou alguns caminhos
Deixei de homenagear os vinhos, aceitei o que sempre havia recusado como condenado
Literalmente
E figurativamente ganhei o que quando voltei vi que perdi
De novo fechado reservado atormentado açoitado pelo próprio chicote
Como ir para o casamento sem dote e ficar emburrado
Como nunca aceitar nada de mim ou dos outros e andar amuado
De semblante fechado, ensimesmado, cego surdo e verboso
Como um seboso orador que só se queixa e nunca diz o que pensa
Uma real auto ofensa um desvirtuamento de si
Uma máscara feia que se mostra na rua e depois fixa
Hoje nem vivo aqui, quem aparece é alguém que se não conhece
Um de que ninguém se compadece pois de fato não o merece
É o pior ser de si feito concreto, um eu abjeto
Cercado de sirenes que queria ser rodeado de lindas sereias e falar sem peias
Não dizer o que não pensa apenas deixar_se falar
Abrir a porta para o que pode dar.
Até à data se constata a total falácia de si, caída na falta de audácia
Vontade de destruição e sua própria voz denegrida.
Aceitação da imagem que lhe dão para se enforcar
E ainda dar a corda para o laço se dar e justo amarrar.
250
Outro Décor
Das Kapital voller Versuchungen
Tudo para dizer à minha volta tudo está a crescer
Der Pöbel eine Gefahr
E o que tenho para dar
Alguém se está a preparar
Para oferecer melhor
Junto com outro décor.
Sou uma regula para o povo treinar ,
E em persistente tentativa, aprender a superar,
O Canon enviesado que importa alinhar,
A fasquia identificada sumária ordinaria,
Fasquia saltada, derrubada, fasquia sempre ultrapassada,
O palco onde o movimento repristina o vento
E o transforma em tempestade de verdade
A ecoar nos confins,
A usar para outros fins,
Confessos e de iniciático propósito
Ritos de esoterismo,
After choques de um sismo antigo,
Uma fricção de placas, subducção da razão
Pináculo da emoção cristalizada,
Em peregrinação obstinada.
Tudo para dizer à minha volta tudo está a crescer
Enquanto eu permaneço, sem verdecer.
162
Um priapismo erodido
É a óptica do ganso erguido,
A visão do músculo desossado,
O levantar da bandeira,
É o gritar: madeira!
Depois é o falo caído, o arrependido,
O muitas vezes mordido,
Que enfim, resvala e cala.
Mas então arranca a mordaça
E diz que traça, quero mais,
E não há quem por mim reze,
Que se foram, onde estais ò enxovais?
Todo au tour do planeta,
Despertou a pessegueira certa hora,
Outrora dominada, manipulada,
Na nova ordem da lei
Muito firme alicerçada.
Acordou para a broadband,
Banda larga de desejos assumida,
Ensimesmada, gritou zoeira,
Fodo tudo o que tiver à beira.
Desprezou o priapismo como exagero do dom,
Como um erguer do preconceito sem controlar o seu tom.
Concebeu sem precisão de alevantado,
Apodou esse mastro de pobre coitado,
E ele vergou-se, açoitado de razão,
Diz-se: há tempos que não tem pão.
Naquele dobrar essa esquina,
Um sente fundo e desatina,
Outros mudam a tenda,
Trocam a sina e a rima,
E há quem permaneça na senda,
Caminho do Calvário
Sem redenção de Sicário.
Na estrada dos assassinos há quem dance o foxtrot,
No caminho dos quebrados há quem esquive o bote,
Há quem dance sobre os mortos em adoração,
Vinhedo, plantio de côr, altar de emoção.
Na travessa dos malditos ouvem-se sempre gritos.
Gritos sem pau e nem xereca nos dentes.
E uma inquietude sopra, arrebata gentes,
Almas humildes, esquecidas de virtude,
Almas carentes, gente indecente, inocente
Gente alumiada por uma paixão candente.
A História é um roda dentada,
Um mecanismo Vitoriano falho de precisão,
Ainda há umas voltas desconhecia a razão,
E só neste sábado saiu para a noitada,
A maratona dos dados interconectados,
Os serões das indexações, uma data de Big Data.
A memória é a persistência do alheamento,
O amarrar de uma vela quando não há vento,
Um puzzle feito de peças tão tão parecidas
Que se encaixam numas e noutras vidas.
A sociedade tem uma memória dos vencidos
E os esquecidos reaparecem reinventados,
Após gerações em que não foram notados.
Contos nunca antes navegados,
Pálida lanterna dos afogados,
Florença de torre altaneira,
História para lá de qualquer bandeira.
Os ostracizados da ciclotimia dominam o dia,
Bipolares mudam os seus ares,
O povo do espectro assume sua inconstância,
Enquanto não passa a ânsia continua a fodilância.
Fora desta cela a coisa vai e anda,
Para lá desta cave ainda anda a banda.
Neste enovelado ambiente,
Não me encontro ciente de linha divisória
Entre a vida dos outros e a minha memória.
Há a linha de uma longa história,
Na orla desta serra já bem erodida,
Paira sempre uma ideia fodida,
Uma ideia além do priapismo,
Um abandono do cepticismo,
Nesse espaço inalcançado
Que fito e miro, embasbacado,
O ir e vir do olhar, sem perspectiva,
Esquece de si, remexe,
Olhar ausente, distante alivio,
Esborratado, desejado oblívio.
A visão do músculo desossado,
O levantar da bandeira,
É o gritar: madeira!
Depois é o falo caído, o arrependido,
O muitas vezes mordido,
Que enfim, resvala e cala.
Mas então arranca a mordaça
E diz que traça, quero mais,
E não há quem por mim reze,
Que se foram, onde estais ò enxovais?
Todo au tour do planeta,
Despertou a pessegueira certa hora,
Outrora dominada, manipulada,
Na nova ordem da lei
Muito firme alicerçada.
Acordou para a broadband,
Banda larga de desejos assumida,
Ensimesmada, gritou zoeira,
Fodo tudo o que tiver à beira.
Desprezou o priapismo como exagero do dom,
Como um erguer do preconceito sem controlar o seu tom.
Concebeu sem precisão de alevantado,
Apodou esse mastro de pobre coitado,
E ele vergou-se, açoitado de razão,
Diz-se: há tempos que não tem pão.
Naquele dobrar essa esquina,
Um sente fundo e desatina,
Outros mudam a tenda,
Trocam a sina e a rima,
E há quem permaneça na senda,
Caminho do Calvário
Sem redenção de Sicário.
Na estrada dos assassinos há quem dance o foxtrot,
No caminho dos quebrados há quem esquive o bote,
Há quem dance sobre os mortos em adoração,
Vinhedo, plantio de côr, altar de emoção.
Na travessa dos malditos ouvem-se sempre gritos.
Gritos sem pau e nem xereca nos dentes.
E uma inquietude sopra, arrebata gentes,
Almas humildes, esquecidas de virtude,
Almas carentes, gente indecente, inocente
Gente alumiada por uma paixão candente.
A História é um roda dentada,
Um mecanismo Vitoriano falho de precisão,
Ainda há umas voltas desconhecia a razão,
E só neste sábado saiu para a noitada,
A maratona dos dados interconectados,
Os serões das indexações, uma data de Big Data.
A memória é a persistência do alheamento,
O amarrar de uma vela quando não há vento,
Um puzzle feito de peças tão tão parecidas
Que se encaixam numas e noutras vidas.
A sociedade tem uma memória dos vencidos
E os esquecidos reaparecem reinventados,
Após gerações em que não foram notados.
Contos nunca antes navegados,
Pálida lanterna dos afogados,
Florença de torre altaneira,
História para lá de qualquer bandeira.
Os ostracizados da ciclotimia dominam o dia,
Bipolares mudam os seus ares,
O povo do espectro assume sua inconstância,
Enquanto não passa a ânsia continua a fodilância.
Fora desta cela a coisa vai e anda,
Para lá desta cave ainda anda a banda.
Neste enovelado ambiente,
Não me encontro ciente de linha divisória
Entre a vida dos outros e a minha memória.
Há a linha de uma longa história,
Na orla desta serra já bem erodida,
Paira sempre uma ideia fodida,
Uma ideia além do priapismo,
Um abandono do cepticismo,
Nesse espaço inalcançado
Que fito e miro, embasbacado,
O ir e vir do olhar, sem perspectiva,
Esquece de si, remexe,
Olhar ausente, distante alivio,
Esborratado, desejado oblívio.
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Comentários (1)
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Contra plágio também é uma maneira de dizer e não dizer. Muito obrigada pelo comentário em meu poema.