Lista de Poemas

Poesias e cronicas

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239

Criança


Sorriu...

Quando ninguém sabia,

Contagiou com amor,

Velhos pensamentos vazios.

Fez o coração pulsar,

Quando já não havia, esperança de vida,

Ao olhar sem desejar, tocou almas para curar.

Por fim...

A criança coloriu a casa,

Com a única coisa que possuía,

Sua alegria!




295

Paginas de uma vida

Mais uma virgula
Mais uma pagina,
Mais uma história!
Se vivem varias vidas
Assim sem saber,
Por meio dos livros.
Se respira o impossível
Torna-se real o pensamento,
Indivisível, invisível e intimo.

258

Embriagdos

Verdades obscenas, são melhores que mentiras bêbadas. Mas o que se encontra em cada esquina, são pessoas embriagadas em seus egos, tropeçando nas próprias palavras.

265

Outonos e primaveras

Será eterno
Apenas o momento,
Que escolheste viver!
O resto serão folhas.
Que caem nos outonos,
E sobras de amor...
Que florescem na primavera.

258

Concreto, fé e suor!


Concreto,
fé e suor!

Sonhos
de uma selva,

Humanamente
de pedra.

Do
pó as muralhas

Que
protegem, cercam e separam,

Aniquilando
liberdade e sonhos.

Reféns
da própria ganancia!

Amarrados
pela fome do luxo!

Aonde
o chão é feito de concreto

Lagrima
alguma pode tocar,

Não
se permite fazer a vida

Ou a esperança brotar.


269

Caminho




quem se preocupe com as folhas

Tem
aqueles que se preocupam com a vida,

E
tantos outros que não estão nem ai.


quem misture

Tristeza
com alegria!

Também
quem faça fofoca,

E
aqueles que usam ironia.

Diferentes
sentidos

Com
variados "porquês".

E
ainda tem gente que insista em julgar

Como
você escolhe viver!

Talvez
por isso essas vidas

Não
sejam tão divertidas!

E
ao invés de acompanhados

Vivem
em um universo mesquinho,

Fazendo
da vida uma enorme perda!

Sem
sentindo e nem caminho.




272

Democracia


Quando ouvi os gritos,

Tampei meus ouvidos.

Quando senti a fumaça,

Cobri meus olhos e nariz.

Quando o sangue respingou em mim,

Apenas lavei minhas mãos.

Quando a minoria estava nas ruas,

Tranquei-me na sala e liguei a tv.

Enquanto o governo coagia,

E a policia batia, minha omissão falava.

Com a coleira de ajuda e salários mínimos,

A sociedade me oprimia.

Só percebi que o caminho não tinha mais volta,

Quando amanhecia o dia.

Manchetes de jornal em sua maioria,

São sempre as mesmas e vazias.

Eu morria sem envelhecer,

Escravo de um sistema brutal,

Disfarçado de democracia.

A ilusão vendida à conta gotas,

Esmola para mentes vazias,

E isto sem perceber, havia me custado uma vida.




282

Sobre o tempo


Eterno momento

Guardado na memória,

E em um velho e rabiscado papel.

Imaginação além do desejo!

Sentimento além da carne!

Descobre com as escolhas

Com acertos e erros,

Que viver é mais que respirar.

É sentir, perder, sonhar,

É, e porque não seria?

Se apaixonar!





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328

Noite dos cachorros perdidos


Enquanto o latido
Toma conta das ruas,
Restos são jogados
Como banquete.
Na tentativa
De amordaçar,
Bocas famintas.
Como uma sinfonia absurda
A raiva espumando pela boca,
Já contamina as diferentes formas de vida.
Dessem-lhe pauladas!
Duchas generosas de água!
Por um breve momento recuam
Mas fome é tanta,
Que seu amo assustado recua.
Corre e com medo se esconde,
Atrás de falsas propagandas
De alegrias gratuitas.


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Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.

Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.

Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.

Links: 

Link para o livro:

http://www.editoraalcance.com.br/loja/ver_todos_produtos_ind.php?id=391

Paginas na internet:

http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=68323
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