Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Não há ilusões Não existem fantasias, Falsas esperanças. Apenas a realidade Corrompida, suja e politica, Não existe punição Apenas acordos , Mensalão. Mãos amigas Inimigas e que sufocam A nação.
Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.
Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.
Mais uma virgula Mais uma pagina, Mais uma história! Se vivem varias vidas Assim sem saber, Por meio dos livros. Se respira o impossível Torna-se real o pensamento, Indivisível, invisível e intimo.
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Concreto, fé e suor!
Concreto, fé e suor!
Sonhos de uma selva,
Humanamente de pedra.
Do pó as muralhas
Que protegem, cercam e separam,
Aniquilando liberdade e sonhos.
Reféns da própria ganancia!
Amarrados pela fome do luxo!
Aonde o chão é feito de concreto
Lagrima alguma pode tocar,
Não se permite fazer a vida
Ou a esperança brotar.
276
Poesias e cronicas
Existem diversas formas de acompanhar A divulgação da poesia, cronicas e textos!
O face é mais uma ferramenta, Se você gostou ou achou interessante Vai Lá e da um curtir!
Enquanto o latido Toma conta das ruas, Restos são jogados Como banquete. Na tentativa De amordaçar, Bocas famintas. Como uma sinfonia absurda A raiva espumando pela boca, Já contamina as diferentes formas de vida. Dessem-lhe pauladas! Duchas generosas de água! Por um breve momento recuam Mas fome é tanta, Que seu amo assustado recua. Corre e com medo se esconde, Atrás de falsas propagandas De alegrias gratuitas.
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Sobre o tempo
Eterno momento
Guardado na memória,
E em um velho e rabiscado papel.
Imaginação além do desejo!
Sentimento além da carne!
Descobre com as escolhas
Com acertos e erros,
Que viver é mais que respirar.
É sentir, perder, sonhar,
É, e porque não seria?
Se apaixonar!
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336
Embriagdos
Verdades obscenas, são melhores que mentiras bêbadas. Mas o que se encontra em cada esquina, são pessoas embriagadas em seus egos, tropeçando nas próprias palavras.
270
Democracia
Quando ouvi os gritos,
Tampei meus ouvidos.
Quando senti a fumaça,
Cobri meus olhos e nariz.
Quando o sangue respingou em mim,
Apenas lavei minhas mãos.
Quando a minoria estava nas ruas,
Tranquei-me na sala e liguei a tv.
Enquanto o governo coagia,
E a policia batia, minha omissão falava.
Com a coleira de ajuda e salários mínimos,
A sociedade me oprimia.
Só percebi que o caminho não tinha mais volta,
Quando amanhecia o dia.
Manchetes de jornal em sua maioria,
São sempre as mesmas e vazias.
Eu morria sem envelhecer,
Escravo de um sistema brutal,
Disfarçado de democracia.
A ilusão vendida à conta gotas,
Esmola para mentes vazias,
E isto sem perceber, havia me custado uma vida.
288
Outonos e primaveras
Será eterno Apenas o momento, Que escolheste viver! O resto serão folhas. Que caem nos outonos, E sobras de amor... Que florescem na primavera.