Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Ao segurar a rosa desfolhada
Livra de todo pudor a morte,
Não é a sombra do medo
E tão pouco o medo da solidão.
A raiva contida no sorriso
E as palavras sutis,
Que marcam os desejos
Recusados pelo coração.
É teu suor, fedido, mórbido,
De quem não lutou, não desejou revolução!
É o espinho que sangra minha mão,
Quase estragando o macio das pétalas.
Morte certa pela beleza
Da vida, de um amor,
Trancado com medo de voar!
Pois o vento não consegue levar o sangue
Que seco sobra-lhe o chão.
Não faz brotar vida nova
Tão poucos sonhos belos,
Apenas cicatrizes de dias secos
Aonde a beleza das flores não curou.
Feridas abertas, não cicatrizam,
Mesmo feitas pelo amor.
Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.
Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.
Verdades obscenas, são melhores que mentiras bêbadas. Mas o que se encontra em cada esquina, são pessoas embriagadas em seus egos, tropeçando nas próprias palavras.
267
Concreto, fé e suor!
Concreto,
fé e suor!
Sonhos
de uma selva,
Humanamente
de pedra.
Do
pó as muralhas
Que
protegem, cercam e separam,
Aniquilando
liberdade e sonhos.
Reféns
da própria ganancia!
Amarrados
pela fome do luxo!
Aonde
o chão é feito de concreto
Lagrima
alguma pode tocar,
Não
se permite fazer a vida
Ou a esperança brotar.
273
Poesias e cronicas
Existem diversas formas de acompanhar
A divulgação da poesia, cronicas e textos!
O face é mais uma ferramenta,
Se você gostou ou achou interessante
Vai Lá e da um curtir!
Será eterno
Apenas o momento,
Que escolheste viver!
O resto serão folhas.
Que caem nos outonos,
E sobras de amor...
Que florescem na primavera.
262
Paginas de uma vida
Mais uma virgula
Mais uma pagina,
Mais uma história!
Se vivem varias vidas
Assim sem saber,
Por meio dos livros.
Se respira o impossível
Torna-se real o pensamento,
Indivisível, invisível e intimo.
261
Caminho
Há
quem se preocupe com as folhas
Tem
aqueles que se preocupam com a vida,
E
tantos outros que não estão nem ai.
Há
quem misture
Tristeza
com alegria!
Também
quem faça fofoca,
E
aqueles que usam ironia.
Diferentes
sentidos
Com
variados "porquês".
E
ainda tem gente que insista em julgar
Como
você escolhe viver!
Talvez
por isso essas vidas
Não
sejam tão divertidas!
E
ao invés de acompanhados
Vivem
em um universo mesquinho,
Fazendo
da vida uma enorme perda!
Sem
sentindo e nem caminho.
282
Noite dos cachorros perdidos
Enquanto o latido
Toma conta das ruas,
Restos são jogados
Como banquete.
Na tentativa
De amordaçar,
Bocas famintas.
Como uma sinfonia absurda
A raiva espumando pela boca,
Já contamina as diferentes formas de vida.
Dessem-lhe pauladas!
Duchas generosas de água!
Por um breve momento recuam
Mas fome é tanta,
Que seu amo assustado recua.
Corre e com medo se esconde,
Atrás de falsas propagandas
De alegrias gratuitas.