Lista de Poemas

Canto

Acende uma vela

Reza pro teu santo!

Por desapego, por desespero,

E algum tipo de encanto.

Enquanto a luz do dia

Espera e te aguarda, como guia,

Pra você sentir a vida

Ao invés de ficar ajoelhado,

Em algum canto.

Lamentando

Por dizeres que sozinhos

Não movem um mundo,

Nem geram espanto.

De pedido em pedido

Impedindo de ser a vida

Que tanto ouve em forma

De melodia e canto!
322

Nem Janela, nem porta


Faltou agua

Acabou a luz,

Comida não tem.

Sofrimento sempre sobra

Em alguma casa

Sem janela e nem porta,

Seja no sul ou no sertão!

A noite é iluminada

Pelos lamentos,

E o sal das lagrimas

É o sustento!

Para a barriga de vento.

Em terra castigada

Pela politica e corrupção

Quem sofre é o miserável

Sem o acesso a saúde

E educação.

Que vive de promessas

Que insistem em se repetir

A cada quatro anos

Ilusão, ilusão, ilusão,

Pela falta de competência

Na escolha de uma nação.




319

Tem fé!


Tem fé
Tem dó,
Tem força!

Contra o uso
Da ignorância!

Contra a arma
Politica!

Contra a policia
Armada!

Tem fé!
Que pra violência
Do dia...

Tem a paz e a lagrima
Da madrugada.

331

Ilusão

Entre um gole
E outro de falsa ilusão,
A realidade rasga a garganta
Do pobre cidadão.

293

Ciranda


Você sente
Disfarça, canta e encanta!
Esconde a tristeza
Corre da solidão,
E lamenta a falta
Da esperança.
Tenta se apaixonar
Jura não chorar,
Entrega seu coração
Mas foge da emoção.
Joga ciranda
Faz os olhos brilharem
Finge-se de forte,
Faz papel de ingênua.
Mas continua sendo
A saudade buscando
Um porto, um abrigo,
Para descansar o coração.
E poder se perder
Em largos sorrisos,
E alguns momentos
A razão.

Pablo Danielli


313

Quebra cabeça

A sala vazia

Ecoa a agonia,

Reflexo do silencio

Que falou alto de mais.

Para tantas palavras

Não ditas, não escritas,

Faltaram pedaços de vida

Momentos de ironia.

Faltou preencher

Com suor, lagrimas e alegrias,

O quebra cabeça chamado vida.
272

Miséria

Na terra da oportunidade

Reina a miséria!

No clima tropical

Tudo é inferno!

Sorrisos de propagandas

Forjados por lagrimas,

Sem pena dos miseráveis.

Aonde vinte comem

Meia dúzia trabalham,

Assistencialismo barato

A peso de ouro,

Carregado por poucos tolos

Que se dizem espertos.

Mas são como marionetes

Do teatro corrupto nacional.

Vestem dinheiro

Cagam orgulho,

Com a falta de pensamento

Somem a coerência das palavras.

Hastear a bandeira

Mão no peito, fingir um hino,

Baixar as calças

Enquanto te fode

Á pátria amada!



275

Cruza, cruzes, com a sorte!

Cruza a vida
Cruzes á morte!
Tropeça nas escolhas
Joga com a própria sorte!
302

Vira-lata

Em um fértil

Terreno da malandragem,

Esconde-se nas entranhas

Do povo,

O medo de ser livre.

Por caminhos mal feitos

Por falta da estrutura ética,

A nobre alma padece,

Em seu próprio ego.

Ansiedade se mistura

Com o desespero,

A dor aos poucos toma
conta

Sem nenhum alarde.

Até os ossos dos
cachorros

Tiraram-lhe,

Está morrendo de fome

O país com vocação

De vira-lata.
311

Porta

às vezes

Você atravessa a porta,

Pode ser uma entrada

Ou quem sabe uma saída.

Tudo vai depender

De como você

Vê a sua vida.


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Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.

Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.

Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.

Links: 

Link para o livro:

http://www.editoraalcance.com.br/loja/ver_todos_produtos_ind.php?id=391

Paginas na internet:

http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=68323
https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522
http://pablodanielli.blogspot.com.br/