Lista de Poemas

Lá fora!

Distante dos sorrisos

Meias verdades,

Ou mentiras inteiras.

Cantos escuros da memoria

Que ignora o fato de tudo

Dia ou menos dia

Ter uma volta.

Círculos viciosos

De uma vida mal jogada

Mal dita às palavras,

Que em um jogo desprezível

São capazes de ferir ou iludir.

Fecha as cortinas da sala

Tranca a porta dos quartos

Esconde-se entre cobertores,

Enquanto a vida passa!

Bem ou mal

Lá fora.

297

Liberdade assistida

Liberdade assistida, vida enjaulada

Entre botões e programas,

Que mantém sua fé!

No apelo brutal, da falsa ideia?

De beleza e realidade.

Você ignora seus sentidos

Em busca de apelos e motivos.

Escravo de letras garrafais

Em fosco ou neon, indicando um caminho,

Para continuar na trilha, para consumir ou sobreviver,

Em um mundo comum ou dito extraordinário, tanto faz!
310

Nunca, amor de vitrine

Um amor indivisível

Com todas as sobras possíveis,

Com todo o afeto desnecessário.

Com todas as lagrimas e sorrisos

Transbordáveis.

Com todos os sonhos intransponíveis,

E com todos os problemas risíveis.

Mas nunca, um amor de vitrine.
287

Amores simples

O que os frutos daquela velha arvore

Ofereceram-lhe além de ilusão,

E a alguns momentos de falsa vida?

Alguns raios de sol, pouca sombra,

Amores passageiros que perduram

Na memoria por intermináveis anos.

Vividos em alguns outonos intensos

Com sobras de promessas nunca cumpridas,

Envolvidos com puro sentimento

Amores simples, mas que perduram.
311

Hora presos, hora livres


Orgulho, orgulha,
Reprimes!
Ciume, inveja,
Pequenas crises.
Palavras, suspiros,
Amores ressentidos
Aos poucos, hora presos,
Hora Livres!
288

Epiderme



Se tens a boca nua
Pelada de toda mentira
Profana teus lábios,
Com toda putaria
Amanhece o dia
Em Brasília!

Se tua pele
Serve como pano
Capa rala de feira!
Limpa toda sujeira,
Que deixa em teu caminho.

Não limpes apenas a epiderme
Superficial como teu pensar!
Não mira apenas o ouro
Quando tuas mãos e braços
Não aguentam o peso da idade
Pura vaidade, escrota,
Assim como tua imagem!

Leia tuas más escritas linhas
Aonde conta tuas merdas
Tua pobre e escrava vida.

E no lugar de teu musculo, chamado coração
Coloca uma placa de manutenção,
E que a sua falta, não tem feito falta não!

Pois para toda falta de emoção
Não á razão que resolva os erros,
Pedaços de tua falsa moral ao chão.

Morre na noite fria
Criatura mesquinha,
E renasce com o partilhar do pão!
362

Nem tudo

Nem tudo que falo é verdade,
Mas nem tudo que sinto é mentira!
Nem tudo que vejo é belo
E nem tudo que ignoro é cinza!
Nem tudo que ouço é doce
E nem tudo que passa é atoa.
Certas coisas deixam um pedaço
Certos momentos deixam um rastro,
Um caminho.
Para quando olhar para trás perceber
Que existe sentimento,
Mesmo quando se parece estar
Sozinho.
325

Vida

Foi o café que não tomou
O sonho que não sonhou,
O beijo que não deu!
O sorriso que não apareceu
Foi a sorte que não sorriu,
A lagrima que não caiu!
O sentimento que nunca existiu
A vida que não viveu!
319

Em silencio

E você esperando a violência acontecer
O próximo tiro, o próximo grito!
Brincando de adivinhar,
Qual será o beco escuro
Que um politico vai se corromper.

Feridas que nunca cicatrizam
De uma sociedade corrompida,
Aonde impera o caos, corrupção!

Roleta russa com o cidadão
Dia sim, dia não, no circo da civilização,
Mais um corpo que cai ao chão.

As manchas de sangue, são Capas de jornais,
Garantia de ibope na televisão
A festa acontece no nosso quintal
Em quanto você se prepara pro jantar!

Fingindo que não tem mais medo
Rezando em silencio, chorando em segredo,
Para que sua família não vire vitima
Da sua omissão, falta de expressão!
300

Será que sabem?


Será
Que esse povo sabe,
O que faz?

Será
Que sabem
O que sentem?

Imaginam o que é real?
Eles pensam que vivem?
Ou apenas passam os dias
Simplesmente fingem saber.

Preenchendo lacunas
Com falsos desejos
Tentando não serem
Carentes.
307

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Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.

Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.

Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.

Links: 

Link para o livro:

http://www.editoraalcance.com.br/loja/ver_todos_produtos_ind.php?id=391

Paginas na internet:

http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=68323
https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522
http://pablodanielli.blogspot.com.br/