Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Não há ilusões Não existem fantasias, Falsas esperanças. Apenas a realidade Corrompida, suja e politica, Não existe punição Apenas acordos , Mensalão. Mãos amigas Inimigas e que sufocam A nação.
Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.
Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.
Para continuar na trilha, para consumir ou sobreviver,
Em um mundo comum ou dito extraordinário, tanto faz!
317
Nunca, amor de vitrine
Um amor indivisível
Com todas as sobras possíveis,
Com todo o afeto desnecessário.
Com todas as lagrimas e sorrisos
Transbordáveis.
Com todos os sonhos intransponíveis,
E com todos os problemas risíveis.
Mas nunca, um amor de vitrine.
297
O ceifador do próximo sentido
Abra seus olhos Para a realidade, Abra sua mente Para a verdade. Falsas paredes Foram erguidas, Palavras com significado Foram ditas. Sua mente preparada Como uma lavoura, Adubada. Quando se der conta Estará totalmente envolvido! Será tarde de mais Tudo estará em fim, unido. A verdade disfarçada de bondade Será o ceifador de vidas, Que se diziam capazes Mas duvidavam do que ouviam.
288
Lixo, vivo!
Lixo, Assim como á vida, Reciclável! Vida, Assim como lixo, Mal aproveitado! Ambos precisam Do homem, para ser, De sua vontade, para estar, Da sua atitude para melhorar! Lixo Somos todos lixos, Vida, Em busca de uma vida, Para reciclar, para recomeçar!
390
Lá fora!
Distante dos sorrisos
Meias verdades,
Ou mentiras inteiras.
Cantos escuros da memoria
Que ignora o fato de tudo
Dia ou menos dia
Ter uma volta.
Círculos viciosos
De uma vida mal jogada
Mal dita às palavras,
Que em um jogo desprezível
São capazes de ferir ou iludir.
Fecha as cortinas da sala
Tranca a porta dos quartos
Esconde-se entre cobertores,
Enquanto a vida passa!
Bem ou mal
Lá fora.
305
Hora presos, hora livres
Orgulho, orgulha, Reprimes! Ciume, inveja, Pequenas crises. Palavras, suspiros, Amores ressentidos Aos poucos, hora presos, Hora Livres!
295
Amores simples
O que os frutos daquela velha arvore
Ofereceram-lhe além de ilusão,
E a alguns momentos de falsa vida?
Alguns raios de sol, pouca sombra,
Amores passageiros que perduram
Na memoria por intermináveis anos.
Vividos em alguns outonos intensos
Com sobras de promessas nunca cumpridas,
Envolvidos com puro sentimento
Amores simples, mas que perduram.
320
Perfeição
O que é perfeição? Um olhar, por do sol, Quem sabe a frase certa Os lábios doces! Ou uma briga por motivos bobos. As mãos que se encaixam Uma noite de estrelas, A água lavando a alma. O que é perfeição? A dor, a lagrima e o sorriso, Não saber o que fazer Quando se esta frente a frente Com o amor, a paixão, indecisão. O que é perfeição? O dia após dia Conflitos e duvidas da vida, A incerteza do futuro A convicção no presente, O que é perfeição?
382
Em algum lugar
Nas ruas Nas calçadas, Nas pessoas. Dentro de algum alma Ou em um pequeno jardim, O amor está Aonde se deixa Ele entrar!
321
Vida inteira
Começa com uma letra, uma palavra Uma frase e quem sabe virgulas e exclamação! Um sorriso, uma lagrima, um momento e pensamentos, E quando se percebe,ao piscar olhos Alguns poucos suspiros e brincadeiras Sem saber,la se foi a vida inteira!