Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Não há ilusões Não existem fantasias, Falsas esperanças. Apenas a realidade Corrompida, suja e politica, Não existe punição Apenas acordos , Mensalão. Mãos amigas Inimigas e que sufocam A nação.
Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.
Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.
Medíocre instante Do botão, explosão! Propagação da incerteza Duvida e escuridão. Dedos que condenam Sem saber, sem ter um porque, Justo sofrimento Por escolha da sorte? Ou da falta de saber! Em um piscar de olhos Uma caricatura bem apresentada, Do mal, em forma de fada. Auto, convencimento De que o melhor para você Talvez seja também para a nação! Leve instante de esperança Que se acabe a apreensão, Mesmo que seja nas mãos Manchadas de um duvidoso ser. O voto é a guilhotina do povo Que lentamente mata milhares Pelas desculpas esfarrapadas De homens que se dizem exemplares. Ao amanhecer restam apenas vestígios De mais uma fantasia, que esfarelou vidas, Em troca de um barato assistencialismo. Que começa no alento de uma urna E termina com a esperança em um caixão.
347
Todo coração
Se sobram olhares, Faltam palavras. Se sobram palavras, Faltam olhares. Só não pode, em momento algum, Deixar de ser, todo coração!
297
Nem tudo
Nem tudo que falo é verdade, Mas nem tudo que sinto é mentira! Nem tudo que vejo é belo E nem tudo que ignoro é cinza! Nem tudo que ouço é doce E nem tudo que passa é atoa. Certas coisas deixam um pedaço Certos momentos deixam um rastro, Um caminho. Para quando olhar para trás perceber Que existe sentimento, Mesmo quando se parece estar Sozinho.
331
Caixa de sentimentos
Guarda em uma pequena caixa Todas as tuas memorias, Teus desejos tão ardentes. Para que não tenham espaço suficiente Para se acomodar, se adaptar, Assim sem você esperar Vai transbordar em sentimento. Para fora do seu corpo Fazendo você se sentir vivo, Explodindo em sorrisos coloridos! E não apenas um objeto Decorativo, sem nenhum motivo, Num mundo meio cinza Meio dolorido.
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Desejo comum
Desolado coração Mutilado pela sociedade, Insano por cultivar esperanças! Dor que exala pelos teus tristes olhos. Somente mais um momento De angustia, dor, de morte, Caminhas sem saber o por quê? Viver sem saber para que! Medo de falar, medo de ouvir, medo de olhar, Medo apenas de ser notado Com mais um, ser comum! Fracassado por não ter o sorriso Perdedor por não olhar o próprio umbigo. Revela teus desejos ao mundo Expõe tua fraqueza diante do inevitável, Destino comum! Ser mais que uma sombra Estar presente e não ausente, Ser gente, ao invés de indigente!
294
Em silencio
E você esperando a violência acontecer O próximo tiro, o próximo grito! Brincando de adivinhar, Qual será o beco escuro Que um politico vai se corromper.
Feridas que nunca cicatrizam De uma sociedade corrompida, Aonde impera o caos, corrupção!
Roleta russa com o cidadão Dia sim, dia não, no circo da civilização, Mais um corpo que cai ao chão.
As manchas de sangue, são Capas de jornais, Garantia de ibope na televisão A festa acontece no nosso quintal Em quanto você se prepara pro jantar!
Fingindo que não tem mais medo Rezando em silencio, chorando em segredo, Para que sua família não vire vitima Da sua omissão, falta de expressão!
307
Estrutura
Domínio publico Letras, palavras, Pensamentos proibidos! Diante dos olhos vendados Chove realidade em forma de caos. No sistema de faz de contas Tanto o povo, quanto a estrutura, Não conseguem esconder a rachadura. Que existe na mente, na sociedade que finge, Na realidade coexistente.
333
Será que sabem?
Será Que esse povo sabe, O que faz?
Será Que sabem O que sentem?
Imaginam o que é real? Eles pensam que vivem? Ou apenas passam os dias Simplesmente fingem saber.
Preenchendo lacunas Com falsos desejos Tentando não serem Carentes.
314
Vida
E diante da imensidão da vida O mar se apequenou com seus desejos, é tanta vontade que surge Que nem ao menos o vento contra Consegue lhe impedir de sonhar.
318
Sapatos soltos
Os sapatos Com as solas gastas, Ficaram pelo caminho. As palavras vazias Não resistiram à força do vento. Apenas alguns calos Apenas alguma duvida. Tempo que sobra A cada volta do dia, Preenchido com tristezas ou alegrias. E a duvida que não deixa O corpo e perturba a mente. Será tudo em vão Ou a sorte lhe dará, Mais um dia de respiros vãos.