Vida
E diante da imensidão da vida
O mar se apequenou com seus desejos,
é tanta vontade que surge
Que nem ao menos o vento contra
Consegue lhe impedir de sonhar.
Imaginário
Escrevo com os meus dedos
Em teu suave corpo,
Sobre desejos que minha mente cria.
Deslizo lentamente meus olhos
Pelas palavras imaginarias,
Que minha boca não ousa dizer.
Apenas beijo tuas costas nuas
Aproveitando o silencio,
Que teu sorriso, insiste em se desfazer.
Lixo, vivo!
Lixo,
Assim como á vida,
Reciclável!
Vida,
Assim como lixo,
Mal aproveitado!
Ambos precisam
Do homem, para ser,
De sua vontade, para estar,
Da sua atitude para melhorar!
Lixo
Somos todos lixos,
Vida,
Em busca de uma vida,
Para reciclar, para recomeçar!
O ceifador do próximo sentido
Abra seus olhos
Para a realidade,
Abra sua mente
Para a verdade.
Falsas paredes
Foram erguidas,
Palavras com significado
Foram ditas.
Sua mente preparada
Como uma lavoura,
Adubada.
Quando se der conta
Estará totalmente envolvido!
Será tarde de mais
Tudo estará em fim, unido.
A verdade disfarçada de bondade
Será o ceifador de vidas,
Que se diziam capazes
Mas duvidavam do que ouviam.
Romper
Infinitos pensamentos
Oceanos de palavras,
A pureza rompida
Pelos olhos curiosos da mente.
Depois do primeiro passo, incertezas!
Depois da primeira curva
A duvida além da própria natureza.
Rasgar o senso comum
Para se tornar extraordinário!
A mente que não mente
De forma latente,
é um presente.
Vida inteira
Começa com uma letra, uma palavra
Uma frase e quem sabe virgulas e exclamação!
Um sorriso, uma lagrima, um momento e pensamentos,
E quando se percebe,ao piscar olhos
Alguns poucos suspiros e brincadeiras
Sem saber,la se foi a vida inteira!
Passa
Passa
Passa o dia
A noite, a dor,
As lagrimas.
E alguns sorrisos
Passa a vontade?
Passa o frio,
O calor e o suor.
Passa a passos largos
As rugas, as roupas,
O assobiar de alguns passarinhos
Os desejos e alguns cheiros.
Só não passa as cicatrizes
Estas ficam guardadas,
Em algum canto da memoria
Lembranças de uma vida inteira.
Memorias
Ela tem um ferro de passar
Enferrujado, que nunca usou,
Volta e meia visita suas lembranças
Mesmo aquelas, que nunca sonhou.
Usa lagrimas que não tem
E sorrisos que não conhece,
Que poderia fazer brotar vida
Ao invés de se perder no vazio do corpo.
Mundo estranho esse, não?
Aonde pessoas querem certezas
E usam desejos com certo rancor.
Memorias quentes, de um mundo frio,
Com palavras soltas que não amarram um sentimento
Mesmo aquele quase impossível, que acontece com certos olhares,
Que costumamos gentilmente chamar de amor.
Mulher
Que direitos são estes que ferem
Não só o corpo, mas a alma,
Que luta é essa que maltrata
Dilacera a coragem, faz crescer o medo?
Que culpa tão grande é essa
Que faz desejar não viver,
É a beleza, o aroma ou o sorriso encantador?
Seus cabelos ao vento, não podem servir como chicotes!
Um silencio, que fere!
Dilacera e maltrata.
Mas os olhares tão tristes
Com esses dias tão incompreensíveis
Não fingem.
Existe vida além-mar?
Existe esperança além da dor?
Existe força aonde só há terror?
Tantas perguntas em um corpo tão frágil
Capaz de fazer surgir à vida,
Mas ainda incapaz
De viver com a dor.
Não é pela violência sofrida
Não é pelo desespero nela contida,
Não é pelas marcas que não cicatrizam!
É pela alma ferida
Pela pureza perdida
Pelo corpo que deveria receber
Somente o calor
E sentir apenas o amor.
É o direito de viver
De ser feliz,
Que alguns ainda não conseguem
Se permitir.
Caixa de sentimentos
Guarda em uma pequena caixa
Todas as tuas memorias,
Teus desejos tão ardentes.
Para que não tenham espaço suficiente
Para se acomodar, se adaptar,
Assim sem você esperar
Vai transbordar em sentimento.
Para fora do seu corpo
Fazendo você se sentir vivo,
Explodindo em sorrisos coloridos!
E não apenas um objeto
Decorativo, sem nenhum motivo,
Num mundo meio cinza
Meio dolorido.