Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Não há ilusões Não existem fantasias, Falsas esperanças. Apenas a realidade Corrompida, suja e politica, Não existe punição Apenas acordos , Mensalão. Mãos amigas Inimigas e que sufocam A nação.
Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.
Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.
Escrevo com os meus dedos Em teu suave corpo, Sobre desejos que minha mente cria. Deslizo lentamente meus olhos Pelas palavras imaginarias, Que minha boca não ousa dizer. Apenas beijo tuas costas nuas Aproveitando o silencio, Que teu sorriso, insiste em se desfazer.
313
Trapos
Agressão Distorção, subversão! Realidade Descaso, trapos! Eis o futuro da nação!
306
Romper
Infinitos pensamentos Oceanos de palavras, A pureza rompida Pelos olhos curiosos da mente. Depois do primeiro passo, incertezas! Depois da primeira curva A duvida além da própria natureza. Rasgar o senso comum Para se tornar extraordinário! A mente que não mente De forma latente, é um presente.
321
Sensibilidade bruta
Chora pobre miserável Por sua pouca sorte de nascer condenado, Se não por correntes, por mãos que se dizem justas. Por migalhas de sentimentos, Por um luxo chamado vida. Reclama sobre o jornal úmido Declamando seus gruídos. Esquece-se do gosto do pão Perde teu desejo por água, Mendiga olhares tristes De poucas almas cinza, Que insistem em não lhe ajudar. Não sabe mais, qual é tua imagem? Não sabe mais, o que significam tuas palavras? Perdeu o tato e a sensibilidade bruta que te doma, É desespero de não poder mais sentir, a flor! Em forma de esperança que como pétalas Arrancaram antes mesmo de brotar, dentro de ti.
353
Hora presos, hora livres
Orgulho, orgulha, Reprimes! Ciume, inveja, Pequenas crises. Palavras, suspiros, Amores ressentidos Aos poucos, hora presos, Hora Livres!
295
Estrutura
Domínio publico Letras, palavras, Pensamentos proibidos! Diante dos olhos vendados Chove realidade em forma de caos. No sistema de faz de contas Tanto o povo, quanto a estrutura, Não conseguem esconder a rachadura. Que existe na mente, na sociedade que finge, Na realidade coexistente.
333
Nem tudo
Nem tudo que falo é verdade, Mas nem tudo que sinto é mentira! Nem tudo que vejo é belo E nem tudo que ignoro é cinza! Nem tudo que ouço é doce E nem tudo que passa é atoa. Certas coisas deixam um pedaço Certos momentos deixam um rastro, Um caminho. Para quando olhar para trás perceber Que existe sentimento, Mesmo quando se parece estar Sozinho.
331
O ceifador do próximo sentido
Abra seus olhos Para a realidade, Abra sua mente Para a verdade. Falsas paredes Foram erguidas, Palavras com significado Foram ditas. Sua mente preparada Como uma lavoura, Adubada. Quando se der conta Estará totalmente envolvido! Será tarde de mais Tudo estará em fim, unido. A verdade disfarçada de bondade Será o ceifador de vidas, Que se diziam capazes Mas duvidavam do que ouviam.
288
Passa
Passa Passa o dia A noite, a dor, As lagrimas. E alguns sorrisos Passa a vontade? Passa o frio, O calor e o suor. Passa a passos largos As rugas, as roupas, O assobiar de alguns passarinhos Os desejos e alguns cheiros. Só não passa as cicatrizes Estas ficam guardadas, Em algum canto da memoria Lembranças de uma vida inteira.
305
Em algum momento
De o primeiro passo Gaste a primeira sola, Crie as primeiras marcas. A vida tem dessas surpresas Estas aventuras do acaso, Marcas acontecem para quem vive Não para quem apenas sobrevive. Ouse com alguns olhares Derrube muros com alguns sorrisos, Deixa extrapolar alguns gritos! A alegria não foi feita para ser guardada Em pequenos potes ou em pequenos vidros. Suspiros não nascem do nada Requerem ousadia, tem que se permitir sentir, Arriscar para poder perder E para poder, em algum momento viver.