Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Não há ilusões Não existem fantasias, Falsas esperanças. Apenas a realidade Corrompida, suja e politica, Não existe punição Apenas acordos , Mensalão. Mãos amigas Inimigas e que sufocam A nação.
Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.
Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.
Certas vezes a loucura bate Outras tantas a realidade, E você vai seguindo sem saber Se é cedo ou tarde, pra mudar a vida, Pra sentir a verdade.
284
Outros tempos
Vivemos em tempos Que é mais fácil matar que falar, Tem mais logica culpar Ao invés de se responsabilizar.
Acordamos em dias que O vizinho incomoda, O transito estressa Tudo é feito com pressa.
Anoitecemos com medo Choramos por desespero, E ainda assim esperamos Que tudo mude, sem mover um dedo.
323
Vira-lata
Em um fértil
Terreno da malandragem,
Esconde-se nas entranhas
Do povo,
O medo de ser livre.
Por caminhos mal feitos
Por falta da estrutura ética,
A nobre alma padece,
Em seu próprio ego.
Ansiedade se mistura
Com o desespero,
A dor aos poucos toma conta
Sem nenhum alarde.
Até os ossos dos cachorros
Tiraram-lhe,
Está morrendo de fome
O país com vocação
De vira-lata.
319
Miséria
Na terra da oportunidade
Reina a miséria!
No clima tropical
Tudo é inferno!
Sorrisos de propagandas
Forjados por lagrimas,
Sem pena dos miseráveis.
Aonde vinte comem
Meia dúzia trabalham,
Assistencialismo barato
A peso de ouro,
Carregado por poucos tolos
Que se dizem espertos.
Mas são como marionetes
Do teatro corrupto nacional.
Vestem dinheiro
Cagam orgulho,
Com a falta de pensamento
Somem a coerência das palavras.
Hastear a bandeira
Mão no peito, fingir um hino,
Baixar as calças
Enquanto te fode
Á pátria amada!
282
Cruza, cruzes, com a sorte!
Cruza a vida Cruzes á morte! Tropeça nas escolhas Joga com a própria sorte!
308
Os pássaros
Senta, observa os pássaros Percebe que eles cantam Percebe que é musica pura. Mostrando a beleza da vida No bico e no bater de asas De uma pequena criatura.