Lista de Poemas
Rosa do Deserto
Quando no comum não há mudança,
Busco ao redor para buscar esperança
Foi quando uma rosa vi em meio a monção,
E me remeteu uma antiga canção.
Era sobre um homem que buscava o amor,
E que por longos anos lutou,
Foi quando um velho com uma flor apareceu,
E finalmente, o amor ele entendeu.
A rosa por aí andava,
Com véu grená, desengonçada,
Com longas roupas róseas, escondia
Segredos que por anos mantinha.
Cada olhar seu era um amanhecer,
Que de água serviu ao meu ser.
Nesse longo deserto que irei passar,
Dessa linda rosa irei sempre lembrar.
Busco ao redor para buscar esperança
Foi quando uma rosa vi em meio a monção,
E me remeteu uma antiga canção.
Era sobre um homem que buscava o amor,
E que por longos anos lutou,
Foi quando um velho com uma flor apareceu,
E finalmente, o amor ele entendeu.
A rosa por aí andava,
Com véu grená, desengonçada,
Com longas roupas róseas, escondia
Segredos que por anos mantinha.
Cada olhar seu era um amanhecer,
Que de água serviu ao meu ser.
Nesse longo deserto que irei passar,
Dessa linda rosa irei sempre lembrar.
292
Olhe bem, anta!
Como podes dizer
"Que belo par de olhos minha senhora tem!"
Quando que a primeira que passa no alvorecer
Te leva a fantasias do além?
Por enquanto, andas belo, rechonchudo,
Corado, cheio de vida,
Mas mal te espera o infortúnio,
No qual só sobrará tua fiel margarida.
Te deleitas em seus abraços e carícias,
Mas no meio da madrugada, os esquece,
Buscando suas próprias malícias.
Imaculada e doce é a que te ama,
Ainda que o carinho dela seja jogado na lama,
Bem aventurados são aqueles que arrumam a própria cama!
"Que belo par de olhos minha senhora tem!"
Quando que a primeira que passa no alvorecer
Te leva a fantasias do além?
Por enquanto, andas belo, rechonchudo,
Corado, cheio de vida,
Mas mal te espera o infortúnio,
No qual só sobrará tua fiel margarida.
Te deleitas em seus abraços e carícias,
Mas no meio da madrugada, os esquece,
Buscando suas próprias malícias.
Imaculada e doce é a que te ama,
Ainda que o carinho dela seja jogado na lama,
Bem aventurados são aqueles que arrumam a própria cama!
460
Alma supostamente violada
Sendo arrastado, segue o meu coração,
Levado por corvos, nesse imenso lixão,
Apodrecido e leproso, foi abandonado,
Fora aborrecido, deixado para o 3° Estado.
Deus, não deixa minha mãe morrer,
Nu saí do ventre dela, como tornarei?
Embaraçado o sentimento que me afasta do crer,
Ainda que eu não te conheça, continua a me ver.
Uzias morreu para a nação de Israel,
Grande rei, mas sua herança estava no céu.
Deus meu, não sou Isaías para seguir legado,
Tenha misericórdia de mim de acordo com o seu mandado.
Foram martelados os pregos da indiferença,
Longe de mim! Condenados com eterna sentença.
Meu coração, ao seu pertence,
Não me deixe tão só, tão carente.
Levado por corvos, nesse imenso lixão,
Apodrecido e leproso, foi abandonado,
Fora aborrecido, deixado para o 3° Estado.
Deus, não deixa minha mãe morrer,
Nu saí do ventre dela, como tornarei?
Embaraçado o sentimento que me afasta do crer,
Ainda que eu não te conheça, continua a me ver.
Uzias morreu para a nação de Israel,
Grande rei, mas sua herança estava no céu.
Deus meu, não sou Isaías para seguir legado,
Tenha misericórdia de mim de acordo com o seu mandado.
Foram martelados os pregos da indiferença,
Longe de mim! Condenados com eterna sentença.
Meu coração, ao seu pertence,
Não me deixe tão só, tão carente.
391
Maldito trabalhador
Quando cai no chão a semente,
Já pensa o semeador, prontamente,
"A primavera muito promete",
Ao pisar o pé em casa, só falta matar o pivete.
Se o Senhor não edificar a casa
Em vão trabalham os que edificam,
Mas o agricultor muito abre as asas,
E ao trabalhar, esquece os que ficam.
Pois bem, tu que és bem semeada,
Da mais pura e virgem cevada,
Pare de reclamar da estação
E te lembras bem da imaculada paixão.
Apalpa com os olhos frutas vizinhas,
Com ruindade, acompanha outras vinhas,
Maldita! Olha para o presente em teus arados,
Já te aguardam os frutos, doces e amados.
Já pensa o semeador, prontamente,
"A primavera muito promete",
Ao pisar o pé em casa, só falta matar o pivete.
Se o Senhor não edificar a casa
Em vão trabalham os que edificam,
Mas o agricultor muito abre as asas,
E ao trabalhar, esquece os que ficam.
Pois bem, tu que és bem semeada,
Da mais pura e virgem cevada,
Pare de reclamar da estação
E te lembras bem da imaculada paixão.
Apalpa com os olhos frutas vizinhas,
Com ruindade, acompanha outras vinhas,
Maldita! Olha para o presente em teus arados,
Já te aguardam os frutos, doces e amados.
446
Pélago iroso
Quão agradável seria poder
Quebrar o relógio,
Sem pausa para velório,
Para viver o instante, sem o deter.
Não és o rei deste tempo,
Nem senhor destas margens
Por isso me olhas como selvagem,
Mesmas origens, não te detenho.
Conto vidas até a volta da tempestade,
Pois é no quebrantamento das ondas,
Que posso sentir tua presença nas margens.
Agora, me coloco em plena ronda,
Porém, a vida atenta tem suas vantagens,
Ninguém sabe do mar e suas vontades.
Quebrar o relógio,
Sem pausa para velório,
Para viver o instante, sem o deter.
Não és o rei deste tempo,
Nem senhor destas margens
Por isso me olhas como selvagem,
Mesmas origens, não te detenho.
Conto vidas até a volta da tempestade,
Pois é no quebrantamento das ondas,
Que posso sentir tua presença nas margens.
Agora, me coloco em plena ronda,
Porém, a vida atenta tem suas vantagens,
Ninguém sabe do mar e suas vontades.
461
Sem chave
Se me visse agora
Com certeza iria gargalhar,
Porque dantes liberei a pólvora,
E agora me coloco a pensar.
Já posso escutar altos risos
Apenas em revisar antigos suspiros.
Te vendo nos olhos de um lutador...
Tua risada me traria grande dor.
A realidade foi posta a mesa,
Cá estou a esperar os convidados,
Espero que você chegue para a sobremesa.
Desisto de me impor preocupações,
Ainda que eu tente abrir o cadeado,
Fico a pensar em nossos (?) corações.
Com certeza iria gargalhar,
Porque dantes liberei a pólvora,
E agora me coloco a pensar.
Já posso escutar altos risos
Apenas em revisar antigos suspiros.
Te vendo nos olhos de um lutador...
Tua risada me traria grande dor.
A realidade foi posta a mesa,
Cá estou a esperar os convidados,
Espero que você chegue para a sobremesa.
Desisto de me impor preocupações,
Ainda que eu tente abrir o cadeado,
Fico a pensar em nossos (?) corações.
317
Companhia inócua
Se por ventura teme a morte,
Que pena de você tenho,
De nada valerá todos seus anos no engenho,
Quando tua alma passar pelo extremo norte.
Sem tua permissão,
Numa cama de terra te deitarão.
Larvas e fungos irão corromper
O corpo que você tanto batalhou para ter.
Há um mundo que não espera,
Ele não se esconde debaixo da terra,
Mas é oculto aos que decidem viver
Sem perspectiva de um dia morrer.
Se me resta um último pedido a ti,
É que entenda a caroável visita.
Que de porta em porta, sempre diz:
Memento Mori.
Que pena de você tenho,
De nada valerá todos seus anos no engenho,
Quando tua alma passar pelo extremo norte.
Sem tua permissão,
Numa cama de terra te deitarão.
Larvas e fungos irão corromper
O corpo que você tanto batalhou para ter.
Há um mundo que não espera,
Ele não se esconde debaixo da terra,
Mas é oculto aos que decidem viver
Sem perspectiva de um dia morrer.
Se me resta um último pedido a ti,
É que entenda a caroável visita.
Que de porta em porta, sempre diz:
Memento Mori.
342
Negação
A cada passo que dou na terra
Ouço seus suspiros na guerra
Ao tentar me esconder na caverna,
Chegas com milhares de sóis e lanternas.
Por que tem que ser assim?
Vem sempre atrás de mim.
Nego tua existência e toda materialidade,
Inevitavelmente me faz ver mais da tua fidelidade.
Que fidelidade é essa que me atormenta?
Que arrasta o corpo morto pelo verde pasto,
Parecendo sutil, mas ainda violenta.
Que posso diante de ti argumentar
Se todos meus tremores tornam meu corpo nefasto
E não posso ainda sentir como é te amar?
Ouço seus suspiros na guerra
Ao tentar me esconder na caverna,
Chegas com milhares de sóis e lanternas.
Por que tem que ser assim?
Vem sempre atrás de mim.
Nego tua existência e toda materialidade,
Inevitavelmente me faz ver mais da tua fidelidade.
Que fidelidade é essa que me atormenta?
Que arrasta o corpo morto pelo verde pasto,
Parecendo sutil, mas ainda violenta.
Que posso diante de ti argumentar
Se todos meus tremores tornam meu corpo nefasto
E não posso ainda sentir como é te amar?
358
Vazio II
No assento etéreo onde está,
Sei que meu clamor pode escutar,
Que, por infelicidade, é estridente e causa surdez,
E seca o pranto da minha alma toda vez.
Por alguma ventura da vida,
Não sei mais se essa me parece corrida,
Os dias passam como aves no céu,
E o vazio se adentra, como o dedo no anel.
Ao olhar o céu, posso ser engolida
Pela tua imensidão, fico estarrecida
Pressinto, e espero, que lamentariam pela minha ida.
Porém, em palavras, posso finalmente expressar
De volta, o doce sentimento que é te amar,
Estarei em seu meio, de volta ao Lar.
Sei que meu clamor pode escutar,
Que, por infelicidade, é estridente e causa surdez,
E seca o pranto da minha alma toda vez.
Por alguma ventura da vida,
Não sei mais se essa me parece corrida,
Os dias passam como aves no céu,
E o vazio se adentra, como o dedo no anel.
Ao olhar o céu, posso ser engolida
Pela tua imensidão, fico estarrecida
Pressinto, e espero, que lamentariam pela minha ida.
Porém, em palavras, posso finalmente expressar
De volta, o doce sentimento que é te amar,
Estarei em seu meio, de volta ao Lar.
361
Infantilidade
Me nego, me nego a acreditar
Naquele que vejo ainda caminhar.
Insisto, persisto em não ver
Ainda que a imensidão azul emane você.
Não quero falar, nem respirar
Tendo ciência de que você está por aí
Me esperando para tudo acertar,
E me lembrar de tudo que te traí.
O amanhã é uma tragédia,
Nem mesmo a merda de uma comédia,
Exala sujeira e muita asneira.
Como posso eu profetizar?
Nem me venha com tuas profecias "verdadeiras"
Se nem do meu lugar posso me levantar.
Naquele que vejo ainda caminhar.
Insisto, persisto em não ver
Ainda que a imensidão azul emane você.
Não quero falar, nem respirar
Tendo ciência de que você está por aí
Me esperando para tudo acertar,
E me lembrar de tudo que te traí.
O amanhã é uma tragédia,
Nem mesmo a merda de uma comédia,
Exala sujeira e muita asneira.
Como posso eu profetizar?
Nem me venha com tuas profecias "verdadeiras"
Se nem do meu lugar posso me levantar.
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