Estava lembrando do passado Enquanto esperava por você Esperava aquela mensagem Ansiava por aquele momento Meus dias tinham algum significado Faziam algum sentido Hoje vejo que me apeguei a uma fantasia Construí algo inexistente Que fazia sentido apenas na minha mente Hoje quando relembro Não sinto dor, Ou sofrimento, Apenas torpor...
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desventuras
Enquanto olhava para o teto tentava buscar quando minha mente começou a falhar Desde cedo fui convencida a acreditar numa utopia E, por um longo período, usei como referência Tamanha era sua influência Acumulei frustrações Erradas foram minhas decisões A correspondência que sempre busquei E nunca encontrei Fez minh’alma padecer
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labirinto
Ter baixa tolerância às frustrações é problemático: tento prever quando o outro vai enjoar da minha cara e o que faço? eu mesma busco ‘antecipar’ algo que está apenas na minha mente, ou seja, acabo criando situações em que a pessoa acaba partindo. E sim, a pessoa vai...era o que queria, não? Na verdade queria que a pessoa me olhasse com sinceridade e perguntasse: - o que está acontecendo? me preocupo, quero seu bem e te ajudar no que for possível… Acontece justamente o contrário...sabe aquela ilustração do diabo que foge da cruz? É por aí. Não encontrei alguém que soubesse me interpretar Talvez essa pessoa nem exista Que saiba ler nas entrelinhas Escutar o inaudível Sentir aquilo que é invisível
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mecânico
tô cansada de tudo! até de existir… e por mais que tente explicar não é possível não entenderiam a conversa é com você e consigo mesmo surgem ombros no caminho mas sempre escolho não incomodar escolho não estragar o dia de alguém com paranóias que são círculos constantes giram em torno do nada e do tudo muitas vezes intensas outras como uma distante lembrança lembre-se: é com você e consigo mesmo não é por maldade disso eu sei! cada um está envolto em seu próprio mundo resolvendo seus assuntos cumprindo seus horários está tudo preenchido o roteiro é esse ainda que não faça nenhum sentido…
200
tártaro
acho que cheguei no fundo do poço e isso foi bom talvez pela primeira vez consiga sair olhar pra ele sem decair
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refugo
Parece que mais uma vez fui deixada
Quando alguém presencia um dos muitos momentos de crise que tenho
A comunicação começa a ruir
A distância aumenta
Acompanhada da ausência
As lágrimas surgem
Já não procuro motivos
Vivo meus dias fingindo sorrisos
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engano
e nos perdemos ou seria apenas eu?
criei cenários em mais um ato falho
aquela atenção foi mera educação
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ilhado
estava ali sentado passos apressados vai e vem dos carros sempre no automático sem olhar pros lados no mesmo compasso sem nenhum espaço praquele segregado
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mimo
Enquanto estava no ônibus lembrei daquele menino que dizia gostar tanto de mim que um belo dia ele apareceu com um anel que lembrava um solitário. Com 10 anos não tinha a noção de como aquela simples atitude iria me marcar: até hoje guardo esse anel, e não, não o reencontrei, não sei se está bem, por onde anda, o que tem feito... Acho que guardo essa lembrança por ter sido em uma época tão colorida e cintilante
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ficção
Ele se inclinava pra falar com outras pessoas Convenientemente seu rosto fica próximo ao dela Parecia que as palavras lhe fugiam Não prestava atenção no que ele dizia Por um momento ele recuou o rosto De tal forma que tocou os lábios dela Estremeceu Ele ficou sem graça Tentou disfarçar Mas nitidamente queria lhe tomar em seus braços Parecia que não existia mais ninguém ao redor O despertador tocou: - mamãe...mamãe acorda! Foi aí que percebeu...era mais tormento sem o devido exaurimento
Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.