Flutuando, onde vais corpo, onde vais mente? Sinto a brisa, sinto a caricia suavemente, Liberdade, voando pelos campos, pelo ar É cheiro a flores, cheiro a arvores, cheiro a mar
Suave é esta brisa, suave é este movimento, Não peço mais, só quero este sentimento Leva-me suavidade, leva-me liberdade,
De quem é esta força de onde vem? de mim? Ao parar não sei se é o início ou o fim. Perdi-me, mas que importa saber um caminho? Não quero o certo, não quero um destino
Flutuando, onde vais corpo, onde vais mente? Sinto a brisa, sinto a caricia suavemente, Liberdade, voando pelos campos, pelo ar É cheiro a flores, cheiro a arvores, cheiro a mar
Suave é esta brisa, suave é este movimento, Não peço mais, só quero este sentimento Leva-me suavidade, leva-me liberdade,
De quem é esta força de onde vem? de mim? Ao parar não sei se é o início ou o fim. Perdi-me, mas que importa saber um caminho? Não quero o certo, não quero um destino
861
NUNCA
Nunca deixar de ler, nunca deixar de escrever, Nunca deixar de sonhar, de desejar, de querer, Nunca deixar a esperança, nunca deixar de amar, Nunca deixar de pensar, pesquisar e explorar, Nunca ficar quieto, nunca deixar de voar, Nunca deixar de sentir e de imaginar.
Insistindo Em falar, conversar, perguntar Observar, criar, partilhar Cantar, tocar e dançar
Memorizando O cheiro, a temperatura e a cor, O macio, o áspero e o sabor, A saudade, o amor e a fúria, A frase, o verso e a história.
802
Saudade
Esta saudade consome-me, aperta-me não sei o que lhe fazer. É este sentimento infinito que me acompanha sempre e não tem solução. Quero a tua companhia, a tua conversa, o teu olhar. Tanta coisa que fica por dizer. Preciso de ti, tu não podias partir, toda a gente podia, mas tu não!
Ai se o universo fosse feito ao contrario e se o presente se volta ao passado. Eu podia te abraçar outra vez e podia não te largar mais, eu não te deixava ir. Não te largava pai, até esse passado se transformar no presente desejado E só um dia muito mais tarde podíamos juntos partir.
786
A madrugada
A culpa é dos trovões em mim, Esses que se apoderam do meu ser, Quando vão embora Fica a briza que me abraça E me faz crescer.
Então escrevo durante esse breve momento, Entre os trovões e a briza raros momentos que acontecem sem eu mandar, assim sem eu querer.
Escaços momentos iguais á madrugada, aquela que se sente, que se cheira, que não queremos ver terminar, que não queremos esquecer.
808
Solidão
É de dentro, de dentro, como uma chama, eu expulso de mim e aguardo quem apanha. Será para longe, será para perto, será hoje que vai empurrada no vento?
Nessa dor que ninguém vê dessa lágrima que já está seca, eu me escondo de quem me lê e talvez de quem me interpreta.
E é nesse abraço que não existe, nesse olhar que não acontece, nessa estrada onde não amanhece, que mais esse vazio persiste.