Patricia Macedo

Patricia Macedo

n. 1973 PT PT

…escrevo historias desde os meus sete anos e delicia-me isto... em cada poema contar uma historia por mim inventada.

n. 1973-05-04, Lisboa

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Voar

Flutuando, onde vais corpo, onde vais mente?
Sinto a brisa, sinto a caricia suavemente,
Liberdade, voando pelos campos, pelo ar
É cheiro a flores, cheiro a arvores, cheiro a mar

Suave é esta brisa, suave é este movimento,
Não peço mais, só quero este sentimento
Leva-me suavidade,
 leva-me liberdade,

De quem é esta força de onde vem? de mim?
Ao parar não sei se é o início ou o fim.
Perdi-me, mas que importa saber um caminho?
Não quero o certo, não quero um destino
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Biografia
Adoro praticar a escrita...mas ler, ler muito é essencial!

Poemas

15

Voar

Flutuando, onde vais corpo, onde vais mente?
Sinto a brisa, sinto a caricia suavemente,
Liberdade, voando pelos campos, pelo ar
É cheiro a flores, cheiro a arvores, cheiro a mar

Suave é esta brisa, suave é este movimento,
Não peço mais, só quero este sentimento
Leva-me suavidade,
 leva-me liberdade,

De quem é esta força de onde vem? de mim?
Ao parar não sei se é o início ou o fim.
Perdi-me, mas que importa saber um caminho?
Não quero o certo, não quero um destino
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NUNCA

Nunca deixar de ler, nunca deixar de escrever,
Nunca deixar de sonhar, de desejar, de querer,
Nunca deixar a esperança, nunca deixar de amar,
Nunca deixar de pensar, pesquisar e explorar,
Nunca ficar quieto, nunca deixar de voar,
Nunca deixar de sentir e de imaginar.

Insistindo
Em falar, conversar, perguntar
Observar, criar, partilhar
Cantar, tocar e dançar

Memorizando
O cheiro, a temperatura e a cor,
O macio, o áspero e o sabor,
A saudade, o amor e a fúria,
A frase, o verso e a história.
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Saudade

Esta saudade consome-me, aperta-me não sei o que lhe fazer.
É este sentimento infinito que me acompanha sempre e não tem solução.
Quero a tua companhia, a tua conversa, o teu olhar. Tanta coisa que fica por dizer.
Preciso de ti, tu não podias partir, toda a gente podia, mas tu não!
 
Ai se o universo fosse feito ao contrario e se o presente se volta ao passado.
Eu podia te abraçar outra vez e podia não te largar mais, eu não te deixava ir.
Não te largava pai, até esse passado se transformar no presente desejado
E só um dia muito mais tarde podíamos juntos partir.
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A madrugada


A culpa é dos trovões em mim,
Esses que se apoderam do meu ser,
Quando vão embora
Fica a briza que me abraça
E me faz crescer.
 
Então escrevo durante esse breve momento,
Entre os trovões e a briza
 raros momentos que acontecem sem eu mandar,
 assim sem eu querer.

Escaços momentos iguais á madrugada,
aquela que se sente, que se cheira,
 que não queremos ver terminar,
 que não queremos esquecer.
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Solidão


É de dentro, de dentro, como uma chama,
eu expulso de mim e aguardo quem apanha.
Será para longe, será para perto,
será hoje que vai empurrada no vento?

Nessa dor que ninguém vê
dessa lágrima que já está seca,
eu me escondo de quem me lê
e talvez de quem me interpreta.

E é nesse abraço que não existe,
nesse olhar que não acontece,
nessa estrada onde não amanhece,
que mais esse vazio persiste.
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Comentários (4)

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CORASSIS

realmente escreve com maestria e brilha na grande constelação.

Patricia Macedo

Muito agradecida pelo comentário

devoto

prezada Patrícia a poetisa está na constelação das grandes poetisas portuguesas. PARABÉNS

Patricia Macedo

obrigada :-)